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Tarifas dos EUA: o que pensam os brasileiros?
Tarifas dos EUA: o que pensam os brasileiros?
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No último mês, os Estados Unidos anunciaram a conclusão da investigação comercial contra o Brasil por supostas práticas consideradas desleais e propôs uma... 15.07.2026, Sputnik Brasil
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Diante das taxas já aplicadas atualmente, alguns produtos podem ser tarifados em até 37,5%, conforme cálculos da Câmara dos Deputados. Diante do impacto, a Sputnik Brasil foi às ruas de São Paulo para entender o que os brasileiros pensam sobre a medida.O estudante de educação física Arthur Goularte vê uma tentativa do governo do presidente Donald Trump de interferir na soberania do país.Já a publicitário Gabriel Cruzes Siqueira acredita que o país está preparado para enfrentar os impactos das tarifas. Para ele, é necessário defender o Pix, sistema criticado pelos Estados Unidos por prejudicar empresas privadas do setor financeiro.A proposta de taxação ao Brasil é resultado da investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. As negociações foram conduzidas nas últimas semanas, por um grupo de trabalho técnico, e não avançaram nos principais pontos de divergência, como as exigências norte-americanas relacionadas ao Pix e ao etanol.Brasília se recusou a negociar mudanças no sistema de pagamentos instantâneos e manteve a posição de deixar o etanol fora das tratativas. Em contrapartida, defendeu que Washington reduza as tarifas impostas ao açúcar brasileiro, proposta que foi rejeitada.As discussões também passaram por audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante Especial de Comércio (USTR, na sigla em inglês) em Washington. Durante os sete painéis técnicos da última semana, representantes de empresas e associações brasileiras e norte-americanas defenderam a retirada total ou parcial das tarifas e contestaram as críticas dos EUA ao Pix.Mais cedo, um editorial do jornal britânico The Guardian defendeu que a ofensiva tarifária de Donald Trump contra o Brasil transformou medidas de defesa da democracia, como a responsabilização de redes sociais por conteúdo antidemocrático, em alegações de "prática comercial desleal". Ou seja, a verdadeira disputa não é sobre protecionismo, mas sobre autonomia.Conforme a publicação, a medida ainda abre espaço para o bolsonarismo atuar em Washington e pressionar por vantagens políticas.
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Prazo para negociação de tarifas dos EUA se encerra; veja o que pensam os brasileiros
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Tarifas dos EUA: o que pensam os brasileiros?
20:03 15.07.2026 (atualizado: 21:55 15.07.2026) Especiais
No último mês, os Estados Unidos anunciaram a conclusão da investigação comercial contra o Brasil por supostas práticas consideradas desleais e propôs uma tarifa de 25% sobre a importação de produtos nacionais. A decisão final será divulgada em breve por Washington.
Diante das taxas já aplicadas atualmente, alguns produtos podem ser tarifados em até 37,5%, conforme cálculos da Câmara dos Deputados. Diante do impacto, a Sputnik Brasil foi às ruas de São Paulo para entender o que os brasileiros pensam sobre a medida.
O estudante de educação física Arthur Goularte vê uma tentativa do governo do presidente Donald Trump de
interferir na soberania do país."Eu, como brasileiro, não tenho como concordar com uma tarifa imposta por outro país sobre os nossos produtos. Essa medida prejudica a economia brasileira, encarece os nossos produtos e afeta trabalhadores e empresas. O Brasil não pode simplesmente abaixar a cabeça e aceitar que outro país imponha tarifas sobre aquilo que produzimos", disse.
Já a publicitário Gabriel Cruzes Siqueira acredita que o país está preparado para enfrentar os impactos das tarifas. Para ele, é necessário defender o Pix, sistema criticado pelos Estados Unidos por prejudicar empresas privadas do setor financeiro.
"A gente tem que defender um produto que é nosso, que é 100% brasileiro, o Pix. É uma conquista de todos os brasileiros. Com esse sistema de pagamentos, a gente não fica dependente apenas de bandeiras como Visa e Mastercard para realizar qualquer tipo de transação."
A proposta de taxação ao Brasil é resultado da investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. As negociações foram conduzidas nas últimas semanas, por um grupo de trabalho técnico, e não avançaram nos principais pontos de divergência, como as
exigências norte-americanas relacionadas ao Pix e ao
etanol.
Brasília se recusou a negociar mudanças no sistema de pagamentos instantâneos e manteve a posição de deixar o etanol fora das tratativas. Em contrapartida, defendeu que Washington reduza as tarifas impostas ao açúcar brasileiro, proposta que foi rejeitada.
As discussões também passaram por audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante Especial de Comércio (USTR, na sigla em inglês) em Washington. Durante os sete painéis técnicos da última semana,
representantes de empresas e associações brasileiras e norte-americanas defenderam a retirada total ou parcial das tarifas e contestaram as críticas dos EUA ao Pix.
Mais cedo, um
editorial do jornal britânico The Guardian defendeu que a
ofensiva tarifária de Donald Trump contra o Brasil
transformou medidas de defesa da democracia, como a responsabilização de redes sociais por conteúdo antidemocrático, em alegações de "prática comercial desleal". Ou seja, a verdadeira disputa não é sobre protecionismo, mas sobre autonomia.
Conforme a publicação, a medida ainda abre espaço para o bolsonarismo atuar em Washington e pressionar por vantagens políticas.
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