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Como ações agressivas dos EUA fazem China e Índia se reaproximarem? Analista explica (VÍDEOS)
Como ações agressivas dos EUA fazem China e Índia se reaproximarem? Analista explica (VÍDEOS)
Sputnik Brasil
Ao longo da história, Pequim e Nova Deli enfrentaram questões divergentes no cenário internacional, o que gerou um afastamento entre os dois países. No... 16.07.2026, Sputnik Brasil
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Nesse sentido, conforme explica Eduardo Mangueira, doutorando em relações internacionais, em entrevista à Sputnik Brasil, há um processo de reaproximação entre as duas potências asiáticas, principalmente por conta de ações instáveis e contraditórias dos EUA, como um ataque no Indo-Pacífico que vitimou marinheiros indianos.Nesse contexto, embora a Índia também tenha os EUA como parceiro estratégico, inclusive no âmbito militar, já que os dois países integram o QUAD, junto com Austrália e Japão, com atuação no Indo-Pacífico, abre-se espaço para uma reaproximação entre os governos indiano e chinês, como pontua Mangueira.Relação entre Pequim e Nova Deli é estratégica O pesquisador, que recentemente publicou um artigo sobre o tema no Boletim Geocorrente do Núcleo de Avaliação da Conjuntura da Escola de Guerra Naval (NAC/EGN), assinala que o diálogo entre China e Índia é movido por um pragmatismo capaz de mitigar as divergências geopolíticas latentes em prol de uma agenda comum.O analista também relembra que um dos pontos que ilustram esse movimento de maior interação entre os dois Estados aconteceu na Reunião de Conselheiros de Segurança do BRICS. Na ocasião, o conselheiro de Segurança Nacional indiano, Ajit Doval, anfitrião do evento, recebeu o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, com ambos os lados observando um "progresso em direção à normalização gradual dos laços".Interdependência é um elo chave no eixo sino-indianoTanto o aspecto comercial quanto o tecnológico são fundamentais para que os laços entre Pequim e Nova Deli se mantenham fortes, apesar das adversidades. Conforme elucida Eduardo Mangueira, embora haja um esforço de maior autonomia por parte indiana, o país ainda depende da China para avançar.A relação entre as nações é baseada, prioritariamente, nos interesses nacionais de cada parte. Dessa forma, alianças consideradas estáveis podem ser alteradas, dando lugar a novas configurações a partir de necessidades emergentes. O caso de China e Índia demonstra que a atual conjuntura de um mundo multipolar faz o pragmatismo prevalecer.
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Reaproximação da Índia com a China é em consequência das ações dos EUA, diz especialista
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Reaproximação da Índia com a China é em consequência das ações dos EUA, diz especialista
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Índia e China conseguem superar suas questões para ter uma relação pragmática, diz pesquisador
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Índia e China conseguem superar suas questões para ter uma relação pragmática, diz pesquisador
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Desenvolvimento indiano atualmente depende da relação com a China, aponta analista
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Como ações agressivas dos EUA fazem China e Índia se reaproximarem? Analista explica (VÍDEOS)
Especiais
Ao longo da história, Pequim e Nova Deli enfrentaram questões divergentes no cenário internacional, o que gerou um afastamento entre os dois países. No entanto, eles são parceiros em fóruns e instituições multilaterais como o BRICS e o NBD (Novo Banco de Desenvolvimento), o que demonstra que a relação, embora não seja próxima, supera intempéries.
Nesse sentido, conforme explica Eduardo Mangueira, doutorando em relações internacionais, em entrevista à Sputnik Brasil, há um processo de reaproximação entre as duas potências asiáticas, principalmente por conta de ações instáveis e contraditórias dos EUA, como um ataque no Indo-Pacífico que vitimou marinheiros indianos.
"A morte desses três marinheiros ocorreu após um ataque dos EUA a um navio que transportava petróleo no contexto do bloqueio durante a guerra [dos EUA contra o Irã]. Além de não ter havido pedido de desculpas [dos EUA], isso se soma a outras questões, como a Operação Sindoor e os ataques [indianos] ao Paquistão. Donald Trump tentou assumir o crédito por alcançar a paz, uma postura que a Índia viu com péssimos olhos, além das tarifas [taxações impostas por Washington]", disse.
Nesse contexto, embora a Índia também tenha os EUA como parceiro estratégico, inclusive no âmbito militar, já que os dois países integram o QUAD, junto com Austrália e Japão, com atuação no Indo-Pacífico,
abre-se espaço para uma reaproximação entre os governos indiano e chinês, como pontua Mangueira.
"Os EUA têm agido de forma cada vez mais errática, o que leva esses dois países a uma reaproximação. O ponto é que as relações entre Índia e China são bastante complexas. Então, a competição não desaparece, mas essa reaproximação é importantíssima, principalmente como uma sinalização da Índia em relação aos Estados Unidos", comenta.
Relação entre Pequim e Nova Deli é estratégica
O pesquisador, que recentemente publicou
um artigo sobre o tema no Boletim Geocorrente do Núcleo de Avaliação da Conjuntura da Escola de Guerra Naval (NAC/EGN), assinala que
o diálogo entre China e Índia é movido por um pragmatismo capaz de mitigar as divergências geopolíticas latentes em prol de uma agenda comum.
"Existe sim uma reaproximação que vai entrar em diversas questões, principalmente no BRICS, e há o fato de que, entre Índia e China, os conflitos conseguem ser deixados de lado. A China continua sendo o maior parceiro comercial da Índia, mesmo em momentos de tensões tão grandes como os pós-2020. Nesse sentido, existe a possibilidade de engajamentos mais próximos, principalmente a nível econômico", destaca.
O analista também relembra que um dos pontos que ilustram esse movimento de maior interação entre os dois Estados aconteceu na Reunião de Conselheiros de Segurança do BRICS. Na ocasião, o conselheiro de Segurança Nacional indiano, Ajit Doval, anfitrião do evento, recebeu o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, com ambos os lados observando um "progresso em direção à normalização gradual dos laços".
"O encontro [entre os Conselheiros de Segurança] no contexto da reunião do BRICS é um indicativo entre Índia e China. Não sei se podemos dizer aliados, mas é inegável que uma aproximação estratégica tem acontecido. Já há viagens diretas entre Índia e China, e isso acaba sendo muito importante para essas trocas e relações ainda mais próximas", observa.
Interdependência é um elo chave no eixo sino-indiano
Tanto o aspecto comercial quanto o tecnológico são fundamentais para que os laços entre Pequim e Nova Deli se mantenham fortes, apesar das adversidades. Conforme elucida Eduardo Mangueira, embora haja um esforço de maior autonomia por parte indiana, o país ainda depende da China para avançar.
"Existe na Índia uma preocupação em permitir o acesso chinês a tecnologias críticas, porque eles dependem da China comercialmente. Até o movimento Atmanirbhar Bharat [Índia Autossuficiente] percebeu que ainda se precisa da China para se desenvolver. Vejo uma aproximação tecnológica acontecendo, mas não como algo que os indianos gostariam que acontecesse, e sim no sentido de que vai acontecer", conclui.
A relação entre as nações é baseada, prioritariamente, nos interesses nacionais de cada parte. Dessa forma, alianças consideradas estáveis podem ser alteradas, dando lugar a novas configurações a partir de necessidades emergentes.
O caso de China e Índia demonstra que a atual conjuntura de um mundo multipolar faz o pragmatismo prevalecer.Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
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