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Trump anuncia divulgação de documentos sigilosos que comprovam interferência da China nas eleições dos EUA

© AP Photo / Jacquelyn MartinO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante conversa com a imprensa na Casa Branca, em 22 de junho de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante conversa com a imprensa na Casa Branca, em 22 de junho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 16.07.2026
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O discurso do presidente estadunidense, Donald Trump, nesta quinta-feira (16) em pronunciamento à nação, teve como foco segurança eleitoral, quando afirmou que a China acessou a 220 milhões de arquivos de eleitores norte-americanos de 18 estados dos Estados Unidos.
Ele colocou a integridade das eleições nos EUA em xeque e informou que documentos sigilosos estarão disponíveis no site oficial da Casa Branca comprovam o envolvimento chinês nas eleições estadunidenses de 2020 e "vulnerabilidades chocantes" no sistema eleitoral do país.

"O maior comprometimento de dados eleitorais da história", declarou. "Essa perda de dados representa um pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral", disse. "Essas revelações expõem um sistema eleitoral tão falho e tão vulnerável que ninguém consegue defendê-lo. É indefensável".

De acordo com o chefe de Estado, a investigação e a desclassificação de documentos abrangem cinco áreas, que, segundo ele, demonstrariam um suposto ataque cibernético contra informações relacionadas ao processo eleitoral.
"Essas informações incluem nomes, endereços, números de telefone, preferências partidárias e outros dados sensíveis que seriam necessários para se registrar para votar e participar de outras atividades ilícitas. O que é exatamente o que estava acontecendo".
Ele acrescentou que determinou que órgãos de inteligência do país e o Departamento de Justiça investiguem envolvidos em encobrir o comprometimento de dados eleitorais dos EUA.

"Hoje, estou determinando que o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional, o Departamento de Justiça, o FBI e a CIA investiguem como e por que informações tão cruciais foram ocultadas, demitam os envolvidos no acobertamento e apresentem acusações criminais, se for o caso, contra essas pessoas", declarou Trump.

Na lista de conspirações, ele incluiu Rússia, Irã e Coréia do Norte como nações capazes de comprometer a integridade da infraestrutura das eleições do país que ele governa.
"Como afirma uma das avaliações, concluímos que adversários dos Estados Unidos, incluindo, no mínimo, Rússia, China, Irã, Coreia do Norte, além de grupos não estatais, têm capacidade para comprometer a infraestrutura eleitoral dos EUA", frisou.
As eleições gerais de meio de mandato vão ocorrer na primeira terça-feira de novembro (3) e todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes dos EUA e 35 (um terço) das 100 cadeiras do Senado dos EUA serão renovadas pelo voto.
Trump tem insistido nos últimos anos que houve fraude em 2020 quando ele perdeu as eleições para o ex-presidente Joe Biden, mas a Justiça comum, eleitoral e o próprio Departamento de Justiça refutaram a hipótese após investigações.
Duas grandes redes de televisão dos EUA, ABC e NBC, não transmitiram o discurso do presidente em seus canais abertos.
Os republicanos, partido de Trump, controlam a Câmara dos Deputados por uma diferença de duas cadeiras e quatro no Senado. Nas eleições estaduais de 2025, os democratas conquistaram 21% das cadeiras legislativas. Se os democratas assumirem maioria da Câmara vão poder definir definir a agenda fiscal para os dois últimos anos da presidência de Trump.
Trump tenta combater o voto por correio e as urnas eletrônicas em estados majoritariamente compostos por eleitores democratas.
O então presidente americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, durante encontro (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 16.07.2026
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Nos primeiros minutos de sua fala voltou a culpar imigrantes por crimes e roubos no país, que, segundo ele, deixaram de entrar no território nacional graças à sua política de imigração.
"Zero imigrantes entrando no país em 14 meses", garantiu ele.
Trump também falou das conquistas econômicas de seu governo nos últimos e citou a Venezuela como uma dessas conquistas.
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