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Mídia: Brasil sobe ao 2º lugar entre países mais tarifados pelos EUA com nova sobretaxa

© Foto / Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilPorto de Suape, município de Ipojuca, região metropolitana do Recife, Pernambuco, 17 de outubro de 2025
Porto de Suape, município de Ipojuca, região metropolitana do Recife, Pernambuco, 17 de outubro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 19.07.2026
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O tarifaço de 25% imposto pelos EUA deve elevar a tarifa média sobre produtos brasileiros a 18,2%, colocando o país como o segundo mais tarifado pelos norte‑americanos e ameaçando mais de US$ 11 bilhões em exportações da indústria e do agronegócio.
As novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, válidas a partir de 22 de julho, devem elevar o Brasil ao segundo lugar entre os países mais tarifados pelo mercado norte‑americano. Segundo a plataforma internacional de monitoramento de políticas comerciais Global Trade Alert, a tarifa efetiva média aplicada ao país chegará a 18,2%, atrás apenas da China.
O cálculo considera a soma temporária das sobretaxas da Seção 301 com a tarifa global de 10% da Seção 122, cuja vigência expira em 25 de julho. As medidas, anunciadas no fim de fevereiro, podem durar até 150 dias, prazo que se encerra na próxima semana.
A tarifa de 25% foi confirmada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) em 15 de julho, após a conclusão de uma investigação que apontou políticas brasileiras consideradas prejudiciais ao comércio dos EUA. Indústrias brasileiras tentaram reverter a decisão durante audiência pública em Washington, mas sem sucesso.
Com a entrada em vigor da medida, entidades empresariais alertam para impactos significativos sobre a competitividade nacional. A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) afirma que o país passa a figurar entre aqueles com condições mais restritivas de acesso ao mercado norte‑americano.
Navios de contêineres no porto de Santos, a 80 quilômetros ao sul de São Paulo, Brasil - Sputnik Brasil, 1920, 18.07.2026
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Tarifaço dos EUA ao Brasil fortalecerá o BRICS e terá maior impacto sobre o país, diz especialista
Segundo apuração de um portal de notícias brasileiro, a entidade estima que mais de US$ 11 bilhões (mais de R$ 56,21 bilhões) em exportações da indústria e do agronegócio podem ser afetados, ou seja, cerca de 26% das vendas brasileiras aos EUA. O tratamento, segundo a Amcham, contrasta com o superávit de US$ 41,8 bilhões (aproximadamente R$ 213,6 bilhões) dos EUA na relação bilateral em 2025.

De acordo com o relatório citado por Felipe Cima, da Manchester Investimentos, projeta-se uma tarifa efetiva de 16,8% e impacto de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,1 bilhões) no fluxo comercial, além de redução de aproximadamente 0,03% no produto interno bruto (PIB) brasileiro.

Ainda segundo a apuração, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) também expressa preocupação e destaca que 20 dos 27 estados brasileiros já registraram queda nas exportações para os EUA no primeiro trimestre de 2026, tendência que deve se intensificar com o novo tarifaço.
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) reforça que os efeitos vão além das vendas externas, aumentando a insegurança no comércio internacional e afetando investimentos, produção, emprego e integração das cadeias produtivas, destacou a mídia.
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