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China transforma resíduos plásticos em combustível de aviação com baixo custo
China transforma resíduos plásticos em combustível de aviação com baixo custo
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Os pesquisadores chineses desenvolveram um catalisador que converte resíduos de poliolefinas, que correspondem a mais de 60% de todos os plásticos, em... 21.07.2026, Sputnik Brasil
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O novo catalisador quebra seletivamente as cadeias plásticas em componentes de hidrocarbonetos C8-C16, querosene usado no combustível Jet A/A-1, evitando a produção de metano, gás de efeito estufa, como subproduto indesejado.Segundo o estudo do Shanghai Advanced Research Institute (Academia Chinesa de Ciências) e Fudan University, o processo utiliza metais abundantes e baratos (níquel e cobalto), tornando a viabilidade de escala industrial real, de acordo com o estudo.Quando alimentado por energia renovável, o processo reduz as emissões de gases de efeito estufa em 80% em comparação com a produção convencional. Diferente das garrafas PET, mais fáceis de reciclar quimicamente, as poliolefinas têm ligações carbono-carbono que exigem enormes quantidades de energia (pirólise a 400–600 °C) e, até então, uso de metais nobres e caros, como platina, paládio ou rutênio, para a hidrogenólise - quebra com hidrogênio.O novo catalisador, segundo a pesquisa, quebra seletivamente a temperaturas mais baixas esses metais abundantes e mais baratos. Além disso, o querosene de aviação tradicional é feito de petróleo bruto, envolvendo extração, transporte e refino intensivo. A descoberta possibilita a reciclagem do carbono que já está acima do solo, em vez de perfurar para obter novo carbono. O desafio ainda está na limpeza de resíduos dos plásticos que serão transformados, processo ainda oneroso. O uso do hidrogênio para quebrar as cadeias também precisa ser "verde" e não de gás natural para garantir a economia de 80% nas emissões.Outro desafio é a falta de processos de coleta e separação dos resíduos plásticos para atender a uma demanda em escala industrial. Estudos apontam que a demanda global por querosene de aviação é de 300 milhões de toneladas por ano. Já o lixo plástico global é de 350 milhões de toneladas por ano, embora as taxas de coleta globais estejam abaixo de 20%. Como a China é a maior importadora de petróleo bruto do mundo e a maior produtora de resíduos plásticos, a pesquisa visa estimular este mercado e reduzir a dependência da importação de petróleo e diminuir a crise de resíduos domésticos. O estudo estima que, em menos de dez anos, a transformação "plástico para querosene" deve representar de 5 a 10% do combustível de aviação.
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China transforma resíduos plásticos em combustível de aviação com baixo custo
03:09 21.07.2026 (atualizado: 11:45 21.07.2026) Os pesquisadores chineses desenvolveram um catalisador que converte resíduos de poliolefinas, que correspondem a mais de 60% de todos os plásticos, em combustíveis de aviação.
O novo catalisador quebra seletivamente as cadeias plásticas em componentes de
hidrocarbonetos C8-C16, querosene usado no combustível Jet A/A-1, evitando a
produção de metano, gás de efeito estufa, como subproduto indesejado.
Segundo o estudo do Shanghai Advanced Research Institute (Academia Chinesa de Ciências) e Fudan University, o processo utiliza
metais abundantes e baratos (níquel e cobalto), tornando a viabilidade de escala industrial real, de acordo com o estudo.
Quando alimentado por energia renovável, o processo reduz as emissões de gases de efeito estufa em 80% em comparação com a produção convencional.
Diferente das garrafas PET, mais fáceis de reciclar quimicamente, as poliolefinas têm ligações carbono-carbono que exigem enormes quantidades de energia (pirólise a 400–600 °C) e, até então, uso de metais nobres e caros, como platina, paládio ou rutênio, para a hidrogenólise - quebra com hidrogênio.

27 de setembro 2025, 08:08
O novo catalisador, segundo a pesquisa, quebra seletivamente a temperaturas mais baixas esses metais abundantes e mais baratos. Além disso, o
querosene de aviação tradicional é feito de petróleo bruto, envolvendo extração, transporte e refino intensivo. A descoberta possibilita a reciclagem do carbono que já está acima do solo, em vez de perfurar para obter novo carbono.
O desafio ainda está na limpeza de resíduos dos plásticos que serão transformados, processo ainda oneroso. O uso do hidrogênio para quebrar as cadeias também precisa ser "verde" e não de gás natural para garantir a economia de 80% nas emissões.
Outro desafio é a falta de processos de coleta e separação dos resíduos plásticos para atender a uma demanda em escala industrial. Estudos apontam que a demanda global por querosene de aviação é de 300 milhões de toneladas por ano. Já o lixo plástico global é de 350 milhões de toneladas por ano, embora as taxas de coleta globais estejam abaixo de 20%.
Como a China é a maior importadora de
petróleo bruto do mundo e a maior produtora de resíduos plásticos, a pesquisa visa estimular este mercado e reduzir a dependência da importação de petróleo e diminuir a crise de resíduos domésticos.
O estudo estima que, em menos de dez anos, a transformação "plástico para querosene" deve representar de 5 a 10% do
combustível de aviação.
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