Estudo aponta asteroide extremamente raro como fator-chave na extinção dos dinossauros (IMAGENS)
Estudo aponta asteroide extremamente raro como fator-chave na extinção dos dinossauros (IMAGENS)
Sputnik Brasil
A queda dos dinossauros foi agravada por uma sucessão de fatores de azar: o asteroide atingiu Yucatán na pior estação, gerou incêndios globais e bloqueou a luz... 22.07.2026, Sputnik Brasil
O impacto que extinguiu os dinossauros há 66 milhões de anos foi devastador por si só, mas pesquisas mostram que uma série de coincidências infelizes tornou o evento ainda mais fatal. O asteroide atingiu a região de Yucatán, desencadeando incêndios globais, tsunamis, acidificação dos oceanos e um colapso climático que derrubou cadeias alimentares inteiras.De acordo com os cientistas, os detritos lançados à atmosfera bloquearam a luz solar e resfriaram o planeta, agravando a perda de vegetação. Estudos sugerem que, se o impacto tivesse ocorrido em outra região ou estação do ano, os efeitos poderiam ter sido menos severos. A primavera no Hemisfério Norte, por exemplo, reduziu a capacidade de recuperação das espécies locais.Um novo estudo publicado na Science Advances acrescenta outro elemento de azar: o asteroide era um meteorito extremamente raro, pertencente ao subgrupo dos condritos carbonáceos Ornans (CO), uma fração minúscula dos já raros meteoritos carbonáceos. Isso indica que o projétil pode ter vindo das regiões externas do Sistema Solar.Para identificar o tipo de meteorito, cientistas analisaram amostras do limite Cretáceo-Paleógeno em cinco locais da Europa e as compararam a diferentes meteoritos carbonáceos. A assinatura isotópica do níquel nas amostras coincidiu fortemente com a dos meteoritos CO, descartando hipóteses anteriores.A descoberta também reabre o debate sobre o papel do enxofre na catástrofe. Embora o enxofre vaporizado seja frequentemente apontado como responsável por bloquear o Sol e gerar chuva ácida, meteoritos CO contêm poucos elementos voláteis, o que sugere que o enxofre do impactador não foi o principal agente da devastação.A conclusão do estudo ressalta a importância de monitorar rochas espaciais que escapam da proteção gravitacional de Júpiter. Afinal, um meteorito tão raro e destrutivo ter atingido a Terra mostra que, às vezes, o acaso cósmico pode ser implacável.
A queda dos dinossauros foi agravada por uma sucessão de fatores de azar: o asteroide atingiu Yucatán na pior estação, gerou incêndios globais e bloqueou a luz solar, e ainda era um meteorito raríssimo, decisivo para o colapso ambiental que levou à extinção.
O impacto que extinguiu os dinossauros há 66 milhões de anos foi devastador por si só, mas pesquisas mostram que uma série de coincidências infelizes tornou o evento ainda mais fatal. O asteroide atingiu a região de Yucatán, desencadeando incêndios globais, tsunamis, acidificação dos oceanos e um colapso climático que derrubou cadeias alimentares inteiras.
De acordo com os cientistas, os detritos lançados à atmosfera bloquearam a luz solar e resfriaram o planeta, agravando a perda de vegetação. Estudos sugerem que, se o impacto tivesse ocorrido em outra região ou estação do ano, os efeitos poderiam ter sido menos severos. A primavera no Hemisfério Norte, por exemplo, reduziu a capacidade de recuperação das espécies locais.
Resíduo do impacto Cretáceo-Paleógeno. Camada escura rica em argila do limite que marca a transição entre o Cretáceo (K) e o Terciário (T), em Stevn’s Klint, Dinamarca, usado no estudo.
Resíduo do impacto Cretáceo-Paleógeno. Camada escura rica em argila do limite que marca a transição entre o Cretáceo (K) e o Terciário (T), em Stevn’s Klint, Dinamarca, usado no estudo.
Um pedaço do meteorito Allende, com 4,5 bilhões de anos. Segundo pesquisadores, essa rocha se formou junto com o sistema solar.
Um novo estudo publicado na Science Advances acrescenta outro elemento de azar: o asteroide era um meteorito extremamente raro, pertencente ao subgrupo dos condritos carbonáceos Ornans (CO), uma fração minúscula dos já raros meteoritos carbonáceos. Isso indica que o projétil pode ter vindo das regiões externas do Sistema Solar.
Para identificar o tipo de meteorito, cientistas analisaram amostras do limite Cretáceo-Paleógeno em cinco locais da Europa e as compararam a diferentes meteoritos carbonáceos. A assinatura isotópica do níquel nas amostras coincidiu fortemente com a dos meteoritos CO, descartando hipóteses anteriores.
A descoberta também reabre o debate sobre o papel do enxofre na catástrofe. Embora o enxofre vaporizado seja frequentemente apontado como responsável por bloquear o Sol e gerar chuva ácida, meteoritos CO contêm poucos elementos voláteis, o que sugere que o enxofre do impactador não foi o principal agente da devastação.
Segundo os pesquisadores, os detritos finos lançados à atmosfera — e não o conteúdo químico do meteorito — foram provavelmente o fator decisivo para o colapso ambiental global. A combinação entre o local do impacto, a estação do ano e a raridade do objeto reforça o quão azarados foram os dinossauros.
A conclusão do estudo ressalta a importância de monitorar rochas espaciais que escapam da proteção gravitacional de Júpiter. Afinal, um meteorito tão raro e destrutivo ter atingido a Terra mostra que, às vezes, o acaso cósmico pode ser implacável.
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