EUA não podem vencer Irã na guerra dispendiosa e devem deixar golfo Pérsico para sempre, diz analista

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Washington deve admitir que a guerra contra o Irã esgotou as reservas norte-americanas e, portanto, a melhor solução é deixar a região do golfo Pérsico para sempre, escreveu Robert Kelly, professor de Relações Internacionais da Universidade Nacional de Pusan, em seu artigo para uma revista militar ocidental.
Seu artigo, publicado na revista 19FortyFive, diz que a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, não conseguirá derrotar o Irã, mesmo que escale o conflito e lance uma operação terrestre. Isso só piorará a situação e levará a um "atoleiro no Oriente Médio", afirmou Kelly.
"Os Estados Unidos não podem mudar a situação no Golfo Pérsico. Não podem derrotar o Irã nem liberalizar a região a um custo aceitável", diz o artigo.
Segundo o professor, a potencial captura da ilha iraniana de Kharg ou uma possível operação terrestre contra o Irã resultariam em perdas significativas entre os soldados norte-americanos.
Em vez disso, na opinião do especialista, Washington deve recuar e economizar seus recursos remanescentes, já que existem outras potências no mundo que podem representar uma ameaça aos Estados Unidos, a Rússia e a China, afirmou Kelly.
Em 8 de julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o cessar-fogo alcançado com o Irã na noite de 18 de junho não está mais em vigor. Após a declaração do chefe da Casa Branca, os militares norte-americanos realizaram uma série de ataques contra o Irã.
Teerã respondeu com ataques contra bases dos EUA em vários países do Oriente Médio, fechou o estreito de Ormuz e acusou Washington de violar o memorando sobre a cessação das hostilidades.


