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Síria quer acordo de segurança com Israel e descarta intervenção contra o Hezbollah

© AP Photo / Alastair GrantO presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, caminha em direção ao número 10 de Downing Street para se reunir com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em Londres.
O presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, caminha em direção ao número 10 de Downing Street para se reunir com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em Londres. - Sputnik Brasil, 1920, 26.07.2026
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Presidente Ahmed al-Sharaa diz que Damasco busca pacto que possa abrir caminho para uma paz mais ampla na região e afirma que combater o grupo xiita cabe ao Estado libanês.
O presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, afirmou que seu governo trabalha para fechar um acordo de segurança com Israel, com a participação de diversos países, ao mesmo tempo em que descartou qualquer intervenção militar síria contra o Hezbollah no Líbano.
Em entrevista à emissora Al Jazeera, Sharaa disse esperar que o entendimento com Israel possa servir como porta de entrada para uma paz mais ampla no Oriente Médio. Segundo ele, o acordo não implicará renúncia da Síria às Colinas de Golã, território ocupado por Israel desde 1967, e tem como objetivo evitar novos confrontos entre os dois países após sucessivas incursões israelenses no sul sírio desde a queda do governo de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.
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O presidente sírio também rejeitou a possibilidade de enviar tropas ao Líbano para combater o Hezbollah, apesar de recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo que Damasco poderia substituir Israel nessa missão.
O presidente advertiu ainda que um eventual agravamento da crise libanesa ou uma ampliação do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã teria consequências diretas para a estabilidade da Síria e de toda a região.
"Não estamos considerando intervenções militares, e a Síria possui várias cartas que pode oferecer ao Estado libanês, permitindo que ele aja como desejar."
Além da política regional, Sharaa afirmou que a retirada das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e por outros países só produzirá efeitos plenos se a Síria também deixar a lista norte-americana de Estados patrocinadores do terrorismo.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, visitou o país nos últimos dias e pediu a retirada das sanções contra Damasco. "As Nações Unidas estão ao lado do povo sírio neste momento decisivo. E vim trazer o mais forte apelo possível à comunidade internacional: que não poupe esforços para apoiar o povo sírio e o governo sírio."
O presidente também disse que seu governo continua comprometido com o acordo firmado com as Forças Democráticas Sírias (SDF), apesar dos atrasos em sua implementação.
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