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Síria quer acordo de segurança com Israel e descarta intervenção contra o Hezbollah
Síria quer acordo de segurança com Israel e descarta intervenção contra o Hezbollah
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Presidente Ahmed al-Sharaa diz que Damasco busca pacto que possa abrir caminho para uma paz mais ampla na região e afirma que combater o grupo xiita cabe ao... 26.07.2026, Sputnik Brasil
2026-07-26T20:05-0300
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O presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, afirmou que seu governo trabalha para fechar um acordo de segurança com Israel, com a participação de diversos países, ao mesmo tempo em que descartou qualquer intervenção militar síria contra o Hezbollah no Líbano.Em entrevista à emissora Al Jazeera, Sharaa disse esperar que o entendimento com Israel possa servir como porta de entrada para uma paz mais ampla no Oriente Médio. Segundo ele, o acordo não implicará renúncia da Síria às Colinas de Golã, território ocupado por Israel desde 1967, e tem como objetivo evitar novos confrontos entre os dois países após sucessivas incursões israelenses no sul sírio desde a queda do governo de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.O presidente sírio também rejeitou a possibilidade de enviar tropas ao Líbano para combater o Hezbollah, apesar de recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo que Damasco poderia substituir Israel nessa missão.O presidente advertiu ainda que um eventual agravamento da crise libanesa ou uma ampliação do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã teria consequências diretas para a estabilidade da Síria e de toda a região.Além da política regional, Sharaa afirmou que a retirada das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e por outros países só produzirá efeitos plenos se a Síria também deixar a lista norte-americana de Estados patrocinadores do terrorismo.O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, visitou o país nos últimos dias e pediu a retirada das sanções contra Damasco. "As Nações Unidas estão ao lado do povo sírio neste momento decisivo. E vim trazer o mais forte apelo possível à comunidade internacional: que não poupe esforços para apoiar o povo sírio e o governo sírio."O presidente também disse que seu governo continua comprometido com o acordo firmado com as Forças Democráticas Sírias (SDF), apesar dos atrasos em sua implementação.
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Síria quer acordo de segurança com Israel e descarta intervenção contra o Hezbollah
20:05 26.07.2026 (atualizado: 20:17 26.07.2026) Presidente Ahmed al-Sharaa diz que Damasco busca pacto que possa abrir caminho para uma paz mais ampla na região e afirma que combater o grupo xiita cabe ao Estado libanês.
O presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, afirmou que seu governo trabalha para fechar um acordo de segurança com Israel, com a participação de diversos países, ao mesmo tempo em que descartou qualquer intervenção militar síria contra o Hezbollah no Líbano.
Em entrevista à emissora Al Jazeera, Sharaa
disse esperar que o
entendimento com Israel possa servir como porta de entrada para uma paz mais ampla no Oriente Médio. Segundo ele,
o acordo não implicará renúncia da Síria às Colinas de Golã, território ocupado por Israel desde 1967, e tem como objetivo evitar novos confrontos entre os dois países após sucessivas incursões israelenses no sul sírio desde a queda do governo de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.
O presidente sírio também rejeitou a possibilidade de enviar tropas ao Líbano para combater o Hezbollah, apesar de recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo que Damasco poderia substituir Israel nessa missão.
O presidente advertiu ainda que um eventual agravamento da crise libanesa ou uma ampliação do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã teria consequências diretas para a estabilidade da Síria e de toda a região.
"Não estamos considerando intervenções militares, e a Síria possui várias cartas que pode oferecer ao Estado libanês, permitindo que ele aja como desejar."
Além da política regional, Sharaa afirmou que a retirada das
sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e por outros países só produzirá efeitos plenos se a Síria também deixar a lista norte-americana de Estados patrocinadores do terrorismo.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, visitou o país nos últimos dias e pediu a retirada das sanções contra Damasco. "As Nações Unidas estão ao lado do povo sírio neste momento decisivo. E vim trazer o mais forte apelo possível à comunidade internacional: que não poupe esforços para apoiar o povo sírio e o governo sírio."
O presidente também disse que seu governo continua comprometido
com o acordo firmado com as Forças Democráticas Sírias (SDF), apesar dos atrasos em sua implementação.
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