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Arábia Saudita apresenta planos para formar coalizão de defesa marítima

© AP Photo / Amr NabilComando saudita das Forças Navais Reais permanece em alerta a bordo de um navio militar em Al-Jubail, no mar Vermelho, a caminho de Porto Sudão, em 2 de maio de 2023
Comando saudita das Forças Navais Reais permanece em alerta a bordo de um navio militar em Al-Jubail, no mar Vermelho, a caminho de Porto Sudão, em 2 de maio de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 30.07.2026
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Aliança terá como objetivo salvaguardar a navegação pelo estreito de Bab al-Mandeb.
A Arábia Saudita apresentou nesta quinta-feira (30) planos para uma coalizão multinacional de defesa marítima. A iniciativa tem como objetivo reforçar a segurança no mar, salvaguardar a liberdade de navegação, garantir a segurança das rotas comerciais internacionais e das linhas de abastecimento de energia e proteger interesses marítimos comuns no estreito de Bab al-Mandeb e no golfo de Áden.
A região passa por um aumento das tensões, após ataques do movimento iemenita Ansar Allah (houthis) terem interrompido o tráfego de navios sauditas em um dos maiores corredores comerciais do mundo, dificultando a chegada das exportações de Riad ao mercado asiático.
O Ministério da Defesa saudita informou que representantes de 43 países e da União Europeia participaram de uma reunião para discutir a proposta, que inclui a Arábia Saudita como Estado fundador e líder, bem como o fato de o país sediar o quartel-general da iniciativa.
Segundo o órgão, 13 países, como Turquia, Paquistão e Egito, emitiram uma declaração conjunta apoiando a criação da coalizão. Também assinaram o texto:
Sudão;
Djibuti;
Kuwait;
Bahrein;
Catar;
Jordânia;
Bangladesh;
Nigéria;
Somália;
Iêmen, através do governo exilado.
Soldados iemenitas patrulham o estratégico estreito de Bab el-Mandeb, Iêmen, em 5 de abril de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 27.07.2026
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Análise: EUA não podem socorrer a Arábia Saudita sem correr o risco de sobrecarga operacional
Entre os Estados do Golfo, Omã e Emirados Árabes Unidos não constam na lista. Estados Unidos, que guerrearam com o Ansar Allah no ano passado pela reabertura de Bab al-Mandeb, e países da Europa, que estavam nas discussões, também não assinaram o documento.
Em 20 de julho, o Ansar Allah anunciou um embargo marítimo contra a Arábia Saudita. Segundo o grupo, a decisão é uma resposta aos ataques sauditas contra o aeroporto de Sanaa, capital do Iêmen, e ao bloqueio imposto por Riad ao país nos últimos anos.
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