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Brasil repudia revogação de visto de embaixadora e acusa EUA de interferência eleitoral
Brasil repudia revogação de visto de embaixadora e acusa EUA de interferência eleitoral
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Mais cedo, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro... 04.08.2026, Sputnik Brasil
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Horas após o anúncio, nesta terça-feira (4), o governo brasileiro repudiou a medida dos Estados Unidos e afirmou que as justificativas apresentadas são "falsas". Em nota, a Secretaria de Comunicação Social do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou que o processo de concessão de agrément — a autorização para um diplomata estrangeiro assumir a chefia de uma embaixada em outro país — é "confidencial".Conforme o governo, o artigo 4 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas prevê que o nome indicado só deve ser divulgado após a conclusão do procedimento. "O governo dos Estados Unidos anunciou publicamente o nome de seu candidato antes de apresentar o pedido formal. O Brasil segue estritamente o direito internacional. Não há regra na Convenção de Viena que estipule prazo para a concessão do agrément. O pedido norte-americano ainda se encontra em análise", complementou.O governo também voltou a se pronunciar sobre o impedimento de dois funcionários de Washington de entrarem no Brasil, medida que acirrou as tensões diplomáticas entre as duas maiores economias das Américas e também foi usada como justificativa para a revogação do visto. Segundo a nota, os vistos foram negados em razão dos motivos da viagem, que eram "colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro, em tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional".'Decisão não é um fato isolado'Para o governo do Brasil, essa é mais uma decisão que faz parte de uma "escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil", motivada por razões ideológicas. Por fim, Brasília afirma que não foram poupados esforços pelo país para a resolução das diferenças, como a visita do presidente Lula à Casa Branca em maio, quando se encontrou com Trump.Sem visto válidoEm comunicado, o Departamento de Estado norte-americano justificou a revogação do visto pela demora de Brasília em conceder o aval diplomático para que Daniel Perez assuma a embaixada dos Estados Unidos no Brasil.De acordo com um oficial do Departamento de Estado, a revogação do visto não impacta a possibilidade de a diplomata permanecer no país — ela não foi considerada persona non grata — e o documento será restabelecido caso o impasse diplomático seja resolvido.Daniel Perez foi indicado para o cargo em junho e, há duas semanas, recebeu o aval da Comissão de Relações Exteriores do Senado norte-americano. A indicação ainda precisa ser aprovada pelo plenário da Casa antes de seguir para a etapa final da nomeação.A Casa Branca não conta com um embaixador no Brasil desde a posse de Donald Trump, no início de 2025, quando a diplomata Elizabeth Bagley foi chamada de volta. A função é executada atualmente pela encarregada de negócios Natasha Franceschi.
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Brasil repudia revogação de visto de embaixadora e acusa EUA de interferência eleitoral
Mais cedo, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, foi revogado. A justificativa norte-americana foi a demora do Itamaraty em conceder o aval para que Daniel Perez assuma o cargo pelo lado de Washington em Brasília.
Horas após o anúncio, nesta terça-feira (4), o governo brasileiro repudiou a medida dos Estados Unidos e afirmou que
as justificativas apresentadas são "falsas". Em nota, a Secretaria de Comunicação Social do governo do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou que o processo de concessão de agrément — a
autorização para um diplomata estrangeiro assumir a chefia de uma embaixada em outro país — é "confidencial".
Conforme o governo, o artigo 4 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas prevê que o nome indicado só deve ser divulgado após a conclusão do procedimento. "O governo dos Estados Unidos anunciou publicamente o nome de seu candidato antes de apresentar o pedido formal. O Brasil segue estritamente o direito internacional. Não há regra na
Convenção de Viena que estipule prazo para a concessão do agrément. O pedido norte-americano
ainda se encontra em análise", complementou.
O governo também voltou a se pronunciar sobre o
impedimento de dois funcionários de Washington de entrarem no Brasil, medida que acirrou as tensões diplomáticas entre as duas maiores economias das Américas e também foi usada como justificativa para a revogação do visto. Segundo a nota, os vistos foram negados em razão dos motivos da viagem, que eram "colocar em dúvida a
integridade do sistema eleitoral brasileiro, em tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional".
"Vale recordar que seguem em vigor sanções individuais sobre autoridades brasileiras, notadamente o cancelamento de vistos para os EUA, com base na alegação infundada de perseguição política ao ex-presidente Bolsonaro. Entre essas autoridades estão ministros da Suprema Corte e funcionários de primeiro escalão do Poder Executivo", explica.
'Decisão não é um fato isolado'
Para o governo do Brasil, essa é mais uma decisão que faz parte de uma "escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil", motivada por razões ideológicas.
"Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente. Em linha com sua tradição diplomática, o governo brasileiro se opõe à lógica de confrontação e reitera a defesa do diálogo e da negociação em todas as suas relações internacionais", complementa a nota.
Por fim, Brasília afirma que não foram poupados esforços pelo país para a resolução das diferenças, como a
visita do presidente Lula à Casa Branca em maio, quando se encontrou com Trump.
Em comunicado, o Departamento de Estado norte-americano justificou a revogação do visto pela demora de Brasília em conceder o aval diplomático para que Daniel Perez assuma a embaixada dos Estados Unidos no Brasil.
De acordo com um oficial do Departamento de Estado, a revogação do visto não impacta a possibilidade de a diplomata permanecer no país — ela não foi considerada persona non grata — e o documento será restabelecido caso o impasse diplomático seja resolvido.
Daniel Perez foi indicado para o cargo em junho e, há duas semanas, recebeu o aval da
Comissão de Relações Exteriores do Senado norte-americano. A indicação ainda precisa ser aprovada pelo plenário da Casa antes de seguir para a etapa final da nomeação.
A Casa Branca não conta com um embaixador no Brasil desde a posse de Donald Trump, no início de 2025, quando a diplomata Elizabeth Bagley foi chamada de volta. A função é executada atualmente pela encarregada de negócios Natasha Franceschi.
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