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Chanceleres de Brasil e Argentina se pronunciam em meio à crise diplomática
Chanceleres de Brasil e Argentina se pronunciam em meio à crise diplomática
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Mauro Vieira e Pablo Quirno defenderam as posições de seus governos após o rebaixamento das relações diplomáticas entre Brasília e Buenos Aires. 05.08.2026, Sputnik Brasil
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Em meio à crise diplomática entre Brasil e Argentina, os ministros das Relações Exteriores de cada país reagiram ao evento. Ao veículo argentino Perfil, o chanceler Mauro Vieira afirmou que o rebaixamento das relações diplomáticas entre Brasil e Argentina foi uma resposta aos "reiterados insultos e agressões" do presidente Javier Milei contra o Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as instituições brasileiras.Nesse período, as relações entre os dois países permanecerão no nível de encarregados de negócios, medida que, segundo o chanceler, busca demonstrar a gravidade do episódio sem romper os canais diplomáticos.Vieira também diferenciou a participação de Milei em um evento político conservador, o CPAC, realizado em Santa Catarina, em 2024, da presença do presidente argentino no lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro.Segundo Vieira, na visita anterior Milei defendeu suas posições políticas, mas não fez ataques às autoridades brasileiras. Já no evento de julho deste ano, o presidente argentino promoveu ofensas ao chefe de Estado brasileiro e às instituições do país durante um ato eleitoral, o que caracterizou uma interferência inédita e inaceitável na política interna do Brasil.O ministro ressaltou ainda que o problema não é de natureza ideológica, uma vez que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém relações de respeito e diálogo com líderes de orientações políticas diversas ao redor do mundo, e lamentou que a crise coloque em risco uma relação bilateral que, desde a redemocratização, foi marcada pela cooperação e integração entre Brasil e Argentina.Já o chanceler argentino, Pablo Quirno, falou mais cedo em uma coletiva de imprensa na Casa Rosada. Ele afirmou que a Argentina lamenta a "decisão unilateral" do governo brasileiro de rebaixar as relações diplomáticas.Além disso, disse que Milei também foi alvo de críticas e insultos por parte de integrantes do governo brasileiro, sem que a Argentina adotasse medidas diplomáticas em resposta. O caso remonta a vez em que o ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou o líder argentino de "palhaço".O chanceler afirmou que a crise entre os dois países reflete diferenças ideológicas mais profundas e disse esperar que haja uma mudança de poderes no Brasil nas eleições. Quirno também criticou a visita de Lula à ex-presidente Cristina Kirchner, às margens da Cúpula do Mercosul, antes das eleições argentinas de 2025, quando ela cumpria prisão domiciliar. Em sua visita, à época, o presidente brasileiro prestou solidariedades à política, e não adotou em seu discurso temas de perseguição política."Eu não fui apoiar a Cristina Kirchner, fui visitar, com autorização da Justiça, porque eu não esqueço da relação de amizade que eu tive. Foram oito anos de amizade, doze com o marido dela. Doze de convivência."Ainda assim, o chanceler afirmou que a Argentina não pretende responder diplomaticamente à decisão do governo brasileiro. Segundo o chanceler, Buenos Aires respeita o direito de Brasília de definir o nível das relações bilaterais, mas manterá sua postura de preservar o diálogo."Da nossa parte, não haverá nenhuma ação diplomática em resposta ao que o Brasil fizer. O Brasil tem todo o direito de tomar as decisões que entender, e nós seguiremos mantendo as relações no nível que o Brasil decidir."As tensões nas relações dos dois países chegaram ao seu maior nível após o presidente da Argentina, Javier Milei, insultar autoridades brasileiras durante a convenção partidária no dia 25 de julho em São Paulo, evento que lançou oficialmente a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.A princípio, o governo brasileiro convocou tanto o embaixador argentino em Brasília, quando o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, em uma medida interpretada como um endurecimento da postura diplomática brasileira diante do episódio. Após mais uma troca de insultos de Milei, Brasília decidiu rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, em que as tratativas diplomáticas passarão a ser conduzidas apenas pelo encarregado de negócios da representação.
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Chanceler argentino descarta retaliação ao Brasil em meio à crise diplomática
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Chanceleres de Brasil e Argentina se pronunciam em meio à crise diplomática
17:55 05.08.2026 (atualizado: 18:53 05.08.2026) Mauro Vieira e Pablo Quirno defenderam as posições de seus governos após o rebaixamento das relações diplomáticas entre Brasília e Buenos Aires.
Em meio à crise diplomática entre Brasil e Argentina, os ministros das Relações Exteriores de cada país reagiram ao evento.
Ao veículo argentino Perfil, o chanceler Mauro Vieira afirmou que o rebaixamento das relações diplomáticas entre Brasil e Argentina foi uma resposta aos "reiterados insultos e agressões" do presidente Javier Milei contra o Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as instituições brasileiras.
"Foram quatro manifestações consecutivas no espaço de uma semana em que o presidente da Argentina, de uma forma muito grosseira, muito direta e muito agressiva, criticou o Brasil, as instituições, na pessoa do presidente da República. Enquanto não houver explicações satisfatórias, manteremos essa decisão."
Nesse período, as relações entre os dois países permanecerão no nível de encarregados de negócios, medida que, segundo o chanceler, busca demonstrar a gravidade do episódio sem romper os canais diplomáticos.
Vieira também diferenciou a participação de Milei em um evento político conservador, o CPAC, realizado em Santa Catarina, em 2024, da presença do presidente argentino no lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro.
Segundo Vieira, na visita anterior Milei defendeu suas posições políticas, mas não fez ataques às autoridades brasileiras. Já no evento de julho deste ano, o presidente argentino promoveu ofensas ao chefe de Estado brasileiro e às instituições do país durante um ato eleitoral, o que caracterizou uma interferência inédita e inaceitável na política interna do Brasil.
O ministro ressaltou ainda que o problema não é de natureza ideológica, uma vez que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém relações de respeito e diálogo com líderes de orientações políticas diversas ao redor do mundo, e lamentou que
a crise coloque em risco uma relação bilateral que, desde a redemocratização, foi marcada pela
cooperação e integração entre Brasil e Argentina."As boas formas e o respeito não são uma questão ideológica. São uma questão de convivência entre as pessoas e, sobretudo, entre os Estados nas suas relações."
Já o chanceler argentino, Pablo Quirno, falou mais cedo em uma coletiva de imprensa na Casa Rosada. Ele afirmou que a Argentina lamenta a "decisão unilateral" do governo brasileiro de rebaixar as relações diplomáticas.
Além disso, disse que Milei também foi alvo de críticas e insultos por parte de integrantes do governo brasileiro, sem que a Argentina adotasse medidas diplomáticas em resposta. O caso remonta a vez em que o ministro da Fazenda,
Dario Durigan, chamou o líder argentino de "palhaço".
O chanceler afirmou que a crise entre os dois países reflete diferenças ideológicas mais profundas e disse esperar que haja uma mudança de poderes no Brasil nas eleições.
"A região está mudando sua direção ideológica. Celebramos isso e esperamos que aconteça o mesmo no Brasil."
Quirno também criticou a visita de Lula à ex-presidente Cristina Kirchner, às margens da Cúpula do Mercosul, antes das eleições argentinas de 2025, quando ela cumpria prisão domiciliar. Em sua visita, à época, o presidente brasileiro prestou solidariedades à política, e não adotou em seu discurso temas de perseguição política.
"Eu não fui apoiar a Cristina Kirchner, fui visitar, com autorização da Justiça, porque eu não esqueço da relação de amizade que eu tive. Foram oito anos de amizade, doze com o marido dela. Doze de convivência."
Ainda assim, o chanceler afirmou que a Argentina não pretende responder diplomaticamente à decisão do governo brasileiro. Segundo o chanceler, Buenos Aires respeita o direito de Brasília de definir o nível das relações bilaterais, mas manterá sua postura de preservar o diálogo.
"Da nossa parte, não haverá nenhuma ação diplomática em resposta ao que o Brasil fizer. O Brasil tem todo o direito de tomar as decisões que entender, e nós seguiremos mantendo as relações no nível que o Brasil decidir."
"Para haver uma briga são necessárias duas partes. Não contem com a Argentina para isso. Nós vamos continuar travando apenas a luta pelas ideias da liberdade."
As tensões nas relações dos dois países chegaram ao seu maior nível após o presidente da Argentina, Javier Milei, insultar autoridades brasileiras durante a
convenção partidária no dia 25 de julho em São Paulo, evento que l
ançou oficialmente a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
A princípio, o governo brasileiro convocou tanto o embaixador argentino em Brasília, quando o embaixador do Brasil na Argentina,
Julio Bitelli, em uma medida interpretada como um endurecimento da postura diplomática brasileira diante do episódio. Após
mais uma troca de insultos de Milei, Brasília decidiu rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, em que as
tratativas diplomáticas passarão a ser conduzidas apenas pelo encarregado de negócios da representação.
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