Controle de Ormuz domina acordo entre Irã e Omã, apesar de impasse e tensão regional, diz mídia

© AP Photo / Marinha dos EUA/Information Technician Second Class Ruskin Naval
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Fontes iranianas e regionais dizem que o acordo negociado entre Irã e Omã pode dar a Teerã algum controle sobre navios no estreito de Ormuz, apesar de detalhes indefinidos e da contestação à versão de Donald Trump sobre uma reabertura iminente da rota estratégica.
De acordo com a mídia britânica, fontes iranianas e regionais afirmam que um acordo em discussão entre Irã e Omã prevê conceder a Teerã algum nível de controle sobre navios que entram no golfo pelo estreito de Ormuz, em uma das maiores concessões já consideradas.
Apesar disso, elas contestam a narrativa do presidente norte-americano Donald Trump de que a reabertura do estreito seria iminente, dizendo que pontos centrais seguem indefinidos.
Negociadores do golfo insistem que inspeções sejam supervisionadas por países da região e que eventuais taxas sejam voluntárias. Já o Irã quer controlar embarcações que entram no golfo e ainda discute qual seria seu papel sobre navios que saem dele, ponto que permanece sensível.
Segundo a mídia, Washington não respondeu às revelações, embora autoridades norte-americanas repitam que jamais aceitariam um acordo que permita ao Irã controlar o acesso à principal rota energética do mundo. Trump, porém, tem dito que negociações avançam e que um acordo poderia encerrar a guerra iniciada por EUA e Israel em fevereiro.
A tensão regional aumentou após os houthis, aliados do Irã, afirmarem ter atacado um petroleiro saudita no mar Vermelho. Mesmo assim, o petróleo segue perto das mínimas desde julho, após Trump cancelar novos ataques ao Irã alegando avanços diplomáticos.
Sem diálogo direto entre Teerã e Washington, Omã tem atuado como mediador, entretanto, o Irã rejeitou uma proposta anterior por considerá-la insuficiente. Trump insiste que as conversas estão "progredindo bem", citando negociações prolongadas na terça-feira (4).
O presidente afirma que Ormuz será reaberto "muito em breve", mas ameaça retomar ataques caso o Irã recue, um argumento que já usou para justificar a suspensão de ofensivas anteriores.
Fontes iranianas, porém, minimizam a ideia de um acordo rápido, lembrando que o chanceler Abbas Araqchi está de férias e que detalhes cruciais seguem pendentes.


