- Sputnik Brasil, 1920
Panorama internacional
Notícias sobre eventos de todo o mundo. Siga informado sobre tudo o que se passa em diferentes regiões do planeta.

Europa caminha, quase sem perceber, para a irrelevância econômica e política

© AP Photo / Geert Vanden WijngaertA presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante coletiva de imprensa na cúpula do bloco, em Bruxelas, em 19 de junho de 2026
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante coletiva de imprensa na cúpula do bloco, em Bruxelas, em 19 de junho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 06.08.2026
Nos siga no
A perda de protagonismo econômico e tecnológico da Europa, somada à diminuição de sua influência geopolítica, está empurrando o continente para a periferia global.
Os dados econômicos são contundentes:
Em 2008, a economia da União Europeia era 10% maior que a dos EUA;
Quando o sistema bancário dos EUA desencadeou um colapso financeiro global em 2008, a economia europeia encolheu, passando a representar 67% do PIB dos EUA em 2023;
Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 18% do PIB global em valor de mercado.
Em contrapartida, a participação da China no PIB global em 2026 situa-se em 19,89%, tornando-a a maior economia do mundo em termos de Paridade de Poder de Compra (PPC), com um crescimento real do PIB projetado em 4,6% (para 2026).
Para 2027, prevê-se uma expansão de 2,2% na economia dos EUA, enquanto países da União Europeia, como Alemanha, França e Itália, apresentam projeções bem abaixo da média global de crescimento de 3,4%.
Migrantes tentam atravessar de Marrocos para o enclave espanhol de Ceuta - Sputnik Brasil, 1920, 04.08.2026
Panorama internacional
Crise migratória em Ceuta provoca profundas divisões entre Estados-membros da UE, diz mídia
Decisões da própria Europa agravaram fragilidades estruturais:
Os elevados custos de energia foram provocados por decisões políticas, como o abandono das importações de energia barata da Rússia e a mudança para o GNL (gás natural liquefeito) mais caro dos EUA;
A pobreza energética sufocou a indústria alemã;
A inovação estagnou devido a impostos elevados, regulamentação excessiva e mercados de capitais fragmentados. O importante relatório de Draghi sobre a competitividade europeia (2024) diagnosticou uma lacuna de produtividade "existencial", observando que apenas quatro das 50 maiores empresas de tecnologia do mundo são europeias;
A produtividade do trabalho nos EUA cresceu 9,7% entre 2019 e 2024, enquanto a União Europeia registrou um avanço de apenas 2,4% (relatório da OCDE);
A produtividade da China disparou 170% entre 2005 e 2024.
No âmbito militar, o cenário é igualmente sombrio, uma vez que as capacidades de defesa da Europa se atrofiaram a ponto de o continente depender quase totalmente do "guarda-chuva" de segurança dos EUA.
Em março de 2025, as Forças Armadas dos EUA contavam com aproximadamente 1,32 milhão de militares na ativa;
O Exército de Libertação Popular da China é o maior do mundo, composto por cerca de 2,035 milhões de soldados na ativa;
Em contrapartida, as Forças Armadas do Reino Unido estão em situação precária, marcadas por subinvestimento sistemático, uma frota de submarinos envelhecida e um exército em redução (com um núcleo pronto para o combate de apenas 128.370 efetivos);
A Bundeswehr (Forças Armadas da Alemanha) enfrenta dificuldades para atingir sequer 181 mil soldados na ativa.
O fortalecimento militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) — impulsionado pelo alarmismo em torno de uma suposta "ameaça russa", pelo apoio direcionado à Ucrânia e pelo aumento dos gastos com defesa — ocorre em detrimento da economia e dos programas sociais da Europa.
A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, na entrevista coletiva anual do chanceler Sergei Lavrov, em Moscou. Rússia, 18 de janeiro de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 05.08.2026
Panorama internacional
Zakharova afirma que UE deve se concentrar em problemas reais, não na militarização (VÍDEO)

Armadilha geopolítica

A crise é agravada por fatores geopolíticos. À medida que os EUA se mostram aliados cada vez menos confiáveis ​​— pressionando a União Europeia a aceitar acordos comerciais desvantajosos — e a ascensão econômica da China remodela o comércio global, a Europa vê-se encurralada.
No cenário atual, os maiores mercados internos — Estados Unidos e China — sairiam menos prejudicados de qualquer guerra comercial, enquanto a Europa, cuja economia depende 50% das exportações, seria a maior perdedora.
Logo da emissora Sputnik - Sputnik Brasil
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!

Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.

Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала