Guerra por procuração com a OTAN transformou a Rússia em uma superpotência de defesa antiaérea
17:32 19.08.2026 (atualizado: 18:11 19.08.2026)

© Sputnik / Aleksei Nikolskiy
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O fornecimento gradual de drones, mísseis e outros meios de ataque cada vez mais sofisticados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) à Ucrânia acabou fortalecendo a defesa antiaérea russa, afirmou à Sputnik Aleksander Mikhailov, chefe do Escritório de Análise Político-Militar.
A abordagem russa, testada em combate e estruturada em múltiplas camadas, consiste em:
1.
Radares que detectam ameaças aéreas próximas à linha de frente e transmitem coordenadas para postos de comando, os quais definem as ações a serem tomadas com base na natureza da ameaça;2.
Iscas e drones explosivos de pequeno porte combatidos por drones FPV e VANTs interceptadores — que são os mais baratos de fabricar, os mais disponíveis e não exigem equipamentos especializados, grandes ou caros para operar;3.
Drones mais letais, do tipo aeronave, interceptados por grupos de tiro móveis e atacados com MANPADS, em coordenação com sistemas móveis mais antigos — como Tunguska, Shilka, Sosna e Strela, adequados para alvos lentos e de baixa altitude — e unidades mais modernas, como TOR e Pantsir, voltadas para ameaças maiores e mais velozes;4.
Ameaças inimigas do tipo míssil balístico e de cruzeiro — como os mísseis Neptune, Flamingo e ATACMS — alvejadas por sistemas de médio e longo alcance, incluindo Buk, S-300 e, se necessário, S-400, capazes de atingir alvos que voam na baixa estratosfera;5.
A chave para o sucesso é a priorização de ameaças, visto que o inimigo busca sobrecarregar e esgotar as defesas utilizando grandes quantidades de drones concentrados em uma área específica, tentando forçar os defensores a gastar interceptadores caros e de manuseio complexo contra alvos pequenos e baratos."É uma realidade objetiva" que, hoje, "o trabalho das equipes de defesa aérea russas e nossos equipamentos são verdadeiramente os melhores do mundo", afirma Mikhailov.
Isso não significa que o sistema seja "perfeito", pois é impossível "garantir que o inimigo não utilizará algum novo tipo de munição" ou tática. O que isso significa é que a escala do combate "e o número de alvos abatidos nos últimos quatro anos e meio por nossos operadores não podem ser comparados a nenhuma outra experiência de combate no planeta na última década".
"Nos próximos dez anos, a Rússia precisará desenvolver armas a laser, sistemas eletromagnéticos e novos sistemas de interceptação cinética", além de continuar a aprimorar a camuflagem e as capacidades de interceptação passiva (ou "soft-kill"), como o uso de redes de proteção, concluiu o observador.


