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Flávio Bolsonaro pede apoio da indústria na Fiesp e promete cortar 10 ministérios

© Sputnik Brasil / Guilherme CorreiaDurante agenda em São Paulo (SP), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cita propostas de campanha na Fiesp. São Paulo, 24 de agosto de 2026
Durante agenda em São Paulo (SP), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cita propostas de campanha na Fiesp. São Paulo, 24 de agosto de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 24.08.2026
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, participou nesta segunda-feira (24) da reunião da diretoria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde apresentou eixos centrais de seu plano de governo focados em revisão do sistema tributário e ajuste de despesas públicas.
Durante 30 minutos de apresentação, o parlamentar criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que o cenário econômico brasileiro é "desesperador", e atribuiu a situação à gestão petista.
Flávio Bolsonaro apontou que a relação dívida/PIB aumentou 13 pontos porcentuais no atual governo Lula e citou o endividamento de pessoas físicas, empresas e indústrias como reflexo direto da política de gastos federais.

Ele propôs ajuste estrutural que inclui corte de ao menos dez ministérios, além de reduzir cargos comissionados e despesas administrativas, medidas que compõem o que ele chama de "tesouraço" nos gastos públicos.
O senador também defendeu a revisão da reforma tributária já implementada. "O governo fez a conta muito cara para o consumidor", afirmou, citando especificamente o imposto sobre energia.
Segundo seu programa, seu plano visa rever a implementação do novo sistema para reduzir o IVA e a carga sobre produção e consumo.
Na área educacional, Flávio apresentou propostas de transformação do currículo escolar desde a educação infantil, incluindo ensino técnico profissionalizante integrado com estágios em empresas. O candidato argumentou que estudantes devem aprender "algo de útil" em suas vidas.
"A gente vai trazer as empresas pra dentro do ensino técnico profissionalizante, pra ajudar às universidades públicas", declarou, propondo também maior articulação entre instituições de ensino e setor produtivo para qualificação de mão de obra.
A visita à Fiesp ocorreu no contexto de um encontro ordinário da diretoria da entidade, que ocorre a cada 15 dias. O presidente da entidade, Paulo Skaf, comentou que Flávio é um dos candidatos que possui simpatia, devido ao alinhamento com o liberalismo econômico.

"Candidato que defende esses princípios é o candidato da nossa simpatia."

O senador também mencionou suas atividades de campanha internacional. "Em oito meses, desde que sou pré-candidato, agora já candidato, eu já fui a sete países", informou, citando Israel, países árabes, Argentina, França, Estados Unidos e Peru.
O candidato criticou ainda decisões do governo Lula sobre exploração de energia e afirmou que o governo "desperdiçou uma grande oportunidade" ao não autorizar exploração adequada da "grande reserva de petróleo na Margem Equatorial".
O primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras ocorre em 4 de outubro de 2026.
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