Sepultura viking preserva tecidos raros e revela vestuário de jovem há 1.300 anos (FOTOS)
Sepultura viking preserva tecidos raros e revela vestuário de jovem há 1.300 anos (FOTOS)
Sputnik Brasil
A sepultura viking de Skonager preservou fragmentos raros de lã e linho graças a broches metálicos que protegeram as roupas de uma jovem enterrada há 1.300... 26.08.2026, Sputnik Brasil
A sepultura viking descoberta em Skonager trouxe à tona um achado excepcional ao revelar fragmentos de roupas preservados junto a dois broches em forma de concha, permitindo observar como lã e linho sobreviveram graças ao contato direto com o metal. Esses vestígios oferecem uma oportunidade rara de reconstruir a disposição das camadas de vestimenta usadas por uma jovem há cerca de 1.300 anos.O túmulo integra um cemitério identificado em 2024, o primeiro conjunto de sepultamentos da Era Viking encontrado no município de Vard, oeste da Dinamarca, na região da Jutlândia Ocidental, próximo ao mar do Norte, desde 1988.As sepulturas abrangem várias idades e incluem objetos como facas de ferro, contas de âmbar e vidro, mas o sepultamento infantil se destaca pela preservação têxtil incomum, algo quase nunca observado em contextos escandinavos.A corrosão dos broches criou microzonas de conservação que salvaram fibras que normalmente desapareceriam. Tecidos preservados acima e abaixo dos ornamentos permitem investigar como diferentes peças se sobrepunham, oferecendo dados concretos sobre a relação entre vestimentas internas e externas — informação crucial para revisões das reconstruções tradicionais do vestuário feminino viking.Broches ovais são associados ao traje feminino escandinavo, mas sua função variava regionalmente. A evidência de Skonager pode ajudar a esclarecer como mulheres da região realmente se vestiam, em uma região onde sepultamentos vikings são raros e onde reconstruções dependem quase sempre de fragmentos mínimos preservados junto a joias.O material está sendo analisado no Centro de Preservação de Vejle, onde especialistas removem sedimentos grão por grão para preservar cada fibra. A investigação combina análise têxtil, antropologia, microscopia e química, buscando determinar não apenas os materiais, mas também a posição original de cada fragmento e sua relação com o broche.Um dos broches apresenta sinais de reparo, indicando uso prolongado antes do enterro. A datação por radiocarbono dos tecidos poderá revelar se o ornamento era mais antigo que as roupas, levantando a possibilidade de herança familiar ou reutilização ao longo de gerações, o que permite uma chance rara de investigar a biografia de um objeto viking, e não apenas seu papel funerário.O projeto também examina possíveis corantes, já que pesquisas recentes mostram que roupas vikings podiam ser tingidas com azuis, vermelhos e outros tons, desafiando a imagem de vestimentas sempre acromáticas. Se pigmentos forem identificados, será possível reconstruir parte da aparência original das roupas, ampliando o entendimento sobre estética e status social na Era Viking.Embora apenas fragmentos tenham sobrevivido, sua combinação com os broches e dentes preservados pode permitir uma reconstrução inédita, oferecendo um raro vislumbre da vida material escandinava.
A sepultura viking de Skonager preservou fragmentos raros de lã e linho graças a broches metálicos que protegeram as roupas de uma jovem enterrada há 1.300 anos, permitindo aos arqueólogos reconstruir um dos achados mais incomuns da Dinamarca.
A sepultura viking descoberta em Skonager trouxe à tona um achado excepcional ao revelar fragmentos de roupas preservados junto a dois broches em forma de concha, permitindo observar como lã e linho sobreviveram graças ao contato direto com o metal. Esses vestígios oferecem uma oportunidade rara de reconstruir a disposição das camadas de vestimenta usadas por uma jovem há cerca de 1.300 anos.
O túmulo integra um cemitério identificado em 2024, o primeiro conjunto de sepultamentos da Era Viking encontrado no município de Vard, oeste da Dinamarca, na região da Jutlândia Ocidental, próximo ao mar do Norte, desde 1988.
As sepulturas abrangem várias idades e incluem objetos como facas de ferro, contas de âmbar e vidro, mas o sepultamento infantil se destaca pela preservação têxtil incomum, algo quase nunca observado em contextos escandinavos.
A corrosão dos broches criou microzonas de conservação que salvaram fibras que normalmente desapareceriam. Tecidos preservados acima e abaixo dos ornamentos permitem investigar como diferentes peças se sobrepunham, oferecendo dados concretos sobre a relação entre vestimentas internas e externas — informação crucial para revisões das reconstruções tradicionais do vestuário feminino viking.
Broches ovais são associados ao traje feminino escandinavo, mas sua função variava regionalmente. A evidência de Skonager pode ajudar a esclarecer como mulheres da região realmente se vestiam, em uma região onde sepultamentos vikings são raros e onde reconstruções dependem quase sempre de fragmentos mínimos preservados junto a joias.
O material está sendo analisado no Centro de Preservação de Vejle, onde especialistas removem sedimentos grão por grão para preservar cada fibra. A investigação combina análise têxtil, antropologia, microscopia e química, buscando determinar não apenas os materiais, mas também a posição original de cada fragmento e sua relação com o broche.
Um dos broches apresenta sinais de reparo, indicando uso prolongado antes do enterro. A datação por radiocarbono dos tecidos poderá revelar se o ornamento era mais antigo que as roupas, levantando a possibilidade de herança familiar ou reutilização ao longo de gerações, o que permite uma chance rara de investigar a biografia de um objeto viking, e não apenas seu papel funerário.
O projeto também examina possíveis corantes, já que pesquisas recentes mostram que roupas vikings podiam ser tingidas com azuis, vermelhos e outros tons, desafiando a imagem de vestimentas sempre acromáticas. Se pigmentos forem identificados, será possível reconstruir parte da aparência original das roupas, ampliando o entendimento sobre estética e status social na Era Viking.
Embora apenas fragmentos tenham sobrevivido, sua combinação com os broches e dentes preservados pode permitir uma reconstrução inédita, oferecendo um raro vislumbre da vida material escandinava.
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