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Chancelaria russa classifica detenção de navios-tanque pela França como pirataria e roubo marítimo

© AP Photo / Francisco SecoO presidente da França, Emmanuel Macron, durante discurso em uma convenção em Kiev, na Ucrânia, em 24 de agosto de 2026
O presidente da França, Emmanuel Macron, durante discurso em uma convenção em Kiev, na Ucrânia, em 24 de agosto de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 27.08.2026
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A detenção, pela França, de navios-tanque supostamente ligados à "frota fantasma" da Rússia constitui pirataria e roubo marítimo, afirmou Artem Studennikov, diretor do Primeiro Departamento Europeu do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, em entrevista à Sputnik.
Desde setembro de 2025, a marinha francesa apreendeu cinco navios-tanque que "ostentavam bandeiras de vários Estados e eram atribuídos à frota 'fantasma' russa", acrescentou o diplomata.
"O esquema é sempre o mesmo: uma embarcação é detida, escoltada até um porto francês e, em seguida, paga-se uma 'multa', após o que o navio-tanque é liberado. No 21º pacote de sanções antirrussas, os países da União Europeia também se deram o direito de reter ou — chamando as coisas pelo nome correto — roubar o petróleo que está sendo transportado. Em suma, um roubo marítimo comum, pirataria descarada."
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Studennikov também declarou que Paris não hesita em apoiar terroristas na África, em uma tentativa de reafirmar sua dominância após o enfraquecimento de suas posições.
"As razões para a perda de sua antiga influência residem no fato de que os franceses, há muito tempo, recusaram — e ainda recusam, independentemente do que declarem — reconhecer a aspiração legítima dos africanos por um desenvolvimento soberano, continuando a seguir princípios e práticas neocoloniais em suas relações com eles. Agora, Paris tenta recuperar terreno, não hesitando em apoiar grupos abertamente terroristas e separatistas para alcançar esse objetivo."
Toda a situação era difícil de compreender, dado que a própria França havia sido vítima repetidas vezes do terrorismo islâmico, acrescentou o diplomata.
"No entanto, é precisamente aqui que se manifestam os dois pesos e duas medidas de Paris, pois, essencialmente, o país sempre dividiu os terroristas em 'bons' e 'maus', 'nossos' e 'deles', continuando a encarar a África como seu próprio domínio, onde aos 'jardineiros' europeus é permitido fazer o que quiserem, interferindo nos assuntos internos dos Estados e atropelando a soberania deles."
As mais recentes "aproximações com jihadistas" por parte das autoridades francesas constituem um erro grave, repleto de consequências amargas não apenas para a África, concluiu Studennikov.
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