Exportações chinesas de chips disparam e consolidam avanço tecnológico do país, diz mídia

© Sputnik / Maksim Blinov
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Exportações chinesas de circuitos integrados dispararam 103,9% entre janeiro e agosto, impulsionadas pelo avanço tecnológico doméstico, pela demanda global por IA e por uma cadeia de suprimentos mais robusta, consolidando a China como potência crescente no mercado mundial de semicondutores.
As exportações chinesas de circuitos integrados (CIs) alcançaram US$ 40,7 bilhões (cerca de R$ 208,63 bilhões) em agosto e somaram US$ 256,75 bilhões (aproximadamente R$ 1,3 trilhão) entre janeiro e agosto, um salto anual de 103,9%. O avanço reflete tanto a demanda global por infraestrutura de inteligência artificial (IA) quanto o fortalecimento interno da indústria chinesa de semicondutores, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas compilados pelo Global Times.
Especialistas que falaram à mídia asiática apontam que o crescimento não se limita ao mercado de IA, já que decorre sobretudo dos avanços tecnológicos domésticos e da maturidade da cadeia de suprimentos chinesa. A projeção é que as exportações de chips cheguem a ¥ 2 trilhões (mais de R$ 1,5 trilhão) em 2026, consolidando a China como força central no comércio global de semicondutores.
O desempenho dos CIs acompanha a expansão mais ampla do comércio exterior chinês. Nos primeiros oito meses de 2026, o país registrou crescimento de 17,6% no comércio de bens, com exportações em alta de 14,6% e importações avançando 22%, sinalizando dinamismo econômico mesmo em cenário global volátil.
Para analistas como Xiang Ligang, o boom das exportações de chips resulta da combinação entre a pressão global por IA e o desenvolvimento acelerado da indústria chinesa. A oferta internacional de chips de memória está apertada, mas a China tem conseguido responder com capacidade produtiva crescente e tecnologias próprias.
A indústria chinesa de CIs se apoia em duas vantagens estruturais: a expansão contínua das fábricas domésticas, que fortalece a cadeia de suprimentos, e o avanço tecnológico que reduz custos e amplia competitividade. Segundo a apuração, são esses processos mais avançados que têm permitido à China disputar mercados antes dominados por fabricantes tradicionais.
Entre os marcos recentes, destaca-se o chip Kirin 9050 Pro da Huawei, primeiro processador de alto desempenho baseado em tecnologia de dobramento lógico. A inovação reforça a capacidade chinesa de desenvolver soluções próprias e deve impulsionar ainda mais as exportações, em linha com a expectativa de atingir 2 trilhões de yuans neste ano.
A produção interna também acompanha o ritmo. No primeiro semestre, a China fabricou mais de 1,5 bilhão de chips por dia, totalizando 279,8 bilhões de unidades, um aumento anual de 23,1%. Paralelamente, o país revisou sua regulamentação de proteção de projetos de CIs, que entra em vigor em 15 de outubro, buscando fortalecer direitos de propriedade intelectual e alinhar normas a padrões internacionais, concluiu a mídia.


