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Restrição dos EUA a chips de IA expõe avanço chinês e limites da estratégia de bloqueio, diz mídia

© Sputnik / Aleksei Kudenko / Acessar o banco de imagensProdução de microchips
Produção de microchips - Sputnik Brasil, 1920, 02.06.2026
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Os EUA fecharam uma brecha que permitia o acesso de subsidiárias estrangeiras de empresas chinesas a chips avançados de IA, reforçando o cerco tecnológico. A medida reacende o debate sobre como as restrições norte-americanas, em vez de frear a China, têm impulsionado avanços no setor de semicondutores chinês.
De acordo com um artigo do Global Times, os Estados Unidos voltaram a reforçar suas barreiras tecnológicas, desta vez mirando subsidiárias estrangeiras de empresas chinesas para impedir que chips avançados de inteligência artificial (IA) escapem das restrições.
Segundo a apuração, a medida busca fechar brechas que teriam permitido o envio de processadores de ponta, como os Blackwell da Nvidia, para unidades de empresas chinesas fora da China.
A mídia britânica apurou mais cedo que o Departamento de Comércio dos EUA havia emitido a nova orientação após suspeitas de que chips norte-americanos haviam chegado a subsidiárias chinesas na Malásia. Embora a diretriz não altere as regras para a Nvidia, ela reforça a estratégia de Washington de limitar o acesso chinês aos semicondutores mais avançados.
A política dos EUA parte da premissa de que bloquear chips de ponta desaceleraria o avanço tecnológico da China. Mas, apesar das restrições, o país acumulou progressos rápidos, sugerindo que a pressão externa tem funcionado como catalisador para inovação doméstica, pontua o artigo.
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O caso da Huawei é emblemático. Com a miniaturização dos chips chegando ao limite físico, a empresa apresentou a chamada "Lei de Escala Tau", focada na redução do atraso de sinal, ou seja, otimizar a velocidade com que os sinais elétricos se propagam dentro do chip.
A mídia asiática destaca que o presidente rotativo da empresa afirmou que a pressão norte-americana forçou a Huawei a buscar caminhos alternativos, abrindo novas frentes tecnológicas.
Analistas ocidentais reconhecem os avanços, embora ressaltem desafios persistentes. Ainda assim, a principal conquista da Huawei, segundo observadores consultados pela mídia, é demonstrar que existe uma rota viável fora da trajetória tradicional dominada por empresas ocidentais.
A autossuficiência chinesa em chips de IA saltou de 10% em 2021 para 41% em 2026, com projeções de chegar a 86% até 2030. A trajetória repete um padrão: sempre que enfrenta bloqueios — seja em espaço, IA ou telecomunicações — a China responde com investimentos e soluções próprias.

"A ciência não tem uma liderança eterna. A Primeira Revolução Industrial não foi o fim da história, nem a Segunda. Hoje, estamos no alvorecer da revolução da IA, mas esta também acabará por dar lugar a inovações futuras que ainda não podemos imaginar", conclui o artigo.

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