- Sputnik Brasil, 1920
Panorama internacional
Notícias sobre eventos de todo o mundo. Siga informado sobre tudo o que se passa em diferentes regiões do planeta.

Austrália debate se AUKUS reforça defesa própria ou alinhamento à estratégia dos EUA, diz mídia

© AP Photo / Kelly BarnesApoiadores do primeiro-ministro chinês Li Qiang seguram bandeiras da Austrália e da China enquanto aguardam sua chegada à vinícola Magill Estate, em Adelaide, Austrália, 16 de junho de 2024
Apoiadores do primeiro-ministro chinês Li Qiang seguram bandeiras da Austrália e da China enquanto aguardam sua chegada à vinícola Magill Estate, em Adelaide, Austrália, 16 de junho de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 15.09.2026
Nos siga no
A ambição australiana de ter uma "marinha de classe mundial" reacendeu o debate sobre o AUKUS e sobre até que ponto o pacto fortalece a defesa própria do país ou o insere mais profundamente na estratégia dos EUA para conter a China, o que pode ampliar tensões regionais e reduzir a autonomia estratégica de Camberra.
A observação do ex‑primeiro‑ministro da Austrália Kevin Rudd sobre a necessidade de uma marinha australiana de "classe mundial" recolocou o AUKUS (pacto de segurança de Austrália, Estados Unidos e Reino Unido) no centro do debate, levantando dúvidas sobre se o instrumento fortalece a defesa independente da Austrália ou a posiciona mais firmemente na estratégia dos EUA para o Indo‑Pacífico.

De acordo com um artigo do Global Times, para a China, o problema não é a modernização naval australiana em si, mas o enquadramento estratégico que a vincula a arranjos regionais voltados ao confronto.

O discurso público australiano tem associado a ideia de uma marinha poderosa a alertas sobre uma suposta ameaça militar chinesa, frequentemente ignorando que a modernização da defesa da China ocorre dentro de um contexto de soberania e segurança nacional. Enquanto isso, submarinos nucleares do AUKUS, sistemas de ataque de longo alcance e maior integração com o aparato militar dos EUA são apresentados como respostas às preocupações de Camberra.
Essa narrativa, destaca a mídia asiática, embora pareça defender autonomia estratégica, pode aumentar a dependência da Austrália em relação à estratégia norte-americana, oferecendo uma sensação de segurança que talvez não seja confiável. A China mantém uma política de defesa de caráter defensivo e gastos proporcionais inferiores à média global, mas políticos australianos tendem a focar apenas na escala das capacidades chinesas, deixando de lado o peso da presença militar dos EUA na região.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, discursa no XII Fórum Internacional Científico e de Especialistas Leituras de Primakov, em Moscou. - Sputnik Brasil, 1920, 03.09.2026
Panorama internacional
Ocidente busca desmantelar a ASEAN e enfraquecer seus princípios, diz Lavrov ao citar AUKUS
Esse enquadramento sustenta a chamada "estratégia de negação" australiana, refletida em documentos de defesa que, sem citar a China, descrevem cenários de conflito de alta intensidade no Pacífico Ocidental, com capacidades compatíveis não apenas com a defesa territorial, mas com operações conjuntas dos EUA relacionadas ao estreito de Taiwan e ao mar do Sul da China.
O AUKUS, nesse contexto, exige escrutínio sobre seus submarinos nucleares, levantando dúvidas sobre custos, prazos e utilidade real. Mesmo que entregues, permanece a questão sobre se servirão à defesa australiana ou à projeção de poder dos EUA. O risco é que uma marinha mais forte seja interpretada como adesão automática à estratégia norte-americana de contenção da China, afirma o portal de notícias.
A prosperidade australiana dependeu da paz regional, do comércio aberto e de relações estáveis — especialmente com a China, um de seus principais parceiros econômicos. A segurança legítima da Austrália não deveria basear-se na ampliação de confrontos nem na aceitação tácita de envolvimento em crises externas, argumenta a mídia.
A questão central para a Austrália não é apenas o poder naval, mas sua capacidade de agir de forma independente em crises. A história mostra que alianças não eliminam riscos e que países na linha de frente frequentemente pagam os maiores custos, concluiu o Global Times.
Logo da emissora Sputnik - Sputnik Brasil
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!

Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.

Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала