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PIB argentino recua 0,6% no 2º trimestre e país corre risco de recessão técnica

© AP Photo / Victor R. CaivanoMulheres fazem compras em um supermercado em Buenos Aires. Argentina, 18 de outubro de 2021
Mulheres fazem compras em um supermercado em Buenos Aires. Argentina, 18 de outubro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 17.09.2026
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A queda do consumo e de investimentos fez a economia argentina recuar 0,6% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o trimestre anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).
Após crescimento de 0,7% do produto interno bruto (PIB) entre janeiro e março, a desaceleração acumulou cinco trimestres consecutivos e chegou a nível semelhante ao observado na pandemia. É a primeira vez em dois anos que o dado é negativo em relação ao trimestre anterior.
Com essa nova contração, basta mais um trimestre negativo para que a Argentina entre em uma recessão técnica.

Uma recessão técnica ocorre quando o PIB registra queda por dois trimestres consecutivos na comparação com os trimestres imediatamente anteriores. Quando a economia encolhe, o dinheiro circula menos e afeta diretamente o bolso, o emprego e a qualidade de vida das pessoas.

O levantamento indica que o consumo privado caiu 2,4% no período e o consumo público recuou 2,3%. Já a formação bruta de capital fixo, que indica investimento, caiu 0,8%, e as importações 3,5%. Apenas as exportações aumentaram: 2,5%.
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Na comparação com igual período de 2025, o PIB cresceu 2% em termos anuais e acumulou crescimento de 2,2% no primeiro semestre. Já a formação bruta de capital fixo caiu 11,1% em relação ao ano anterior. O consumo privado avançou 0,4%, e o público caiu 4,1%. As exportações cresceram 13,7%.
O estudo aponta recuo de 15,2% em máquinas e equipamentos e de 22,1% em equipamentos de transporte como as principais causas da queda anual dos investimentos. Os investimentos em construções contraíram 0,1% e outras construções caíram 8,2%.
Ainda segundo o Indec, a indústria manufatureira caiu 2,1% em relação ao ano anterior; a administração pública recuou 1,4%. Já a exploração de minas e pedreiras cresceu 16,4%, o setor agropecuário avançou 6,9% e a pesca registrou salto de 44,7%. A construção apresentou variação positiva de 0,2% e o comércio permaneceu estável.
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