Bachelet deixa disputa pela Secretaria-Geral da ONU; candidata teve apoio de Brasil e México
Bachelet deixa disputa pela Secretaria-Geral da ONU; candidata teve apoio de Brasil e México
Sputnik Brasil
A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet anunciou que não dará continuidade à candidatura para a Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A... 19.09.2026, Sputnik Brasil
Bachelet afirmou ainda que não se arrepende da campanha e disse ter contribuído para colocar no debate global a defesa de uma mulher latino-americana, independente e leal aos princípios da Carta da ONU para ocupar o comando da organização."Contribuímos para a instalação no debate global que a próxima secretaria geral deverá ser uma mulher da América Latina, uma pessoa verdadeiramente independente e leal aos princípios da Carta da organização", afirmou.A ex-candidata chilena também destacou o apoio recebido de Brasil e México durante a campanha. Bachelet agradeceu ainda aos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cláudia Sheinbaum, que, segundo ela, "respaldaram esta candidatura desde o primeiro dia com generosidade e convicção política real".Candidatos à secretário-geral da ONUDesde 30 de julho, o Conselho de Segurança da ONU realiza rodadas de votação para escolher o próximo secretário-geral. Ainda não há um nome definido, e a decisão deve ser anunciada antes de 31 de dezembro, quando termina o mandato de António Guterres, que está no cargo há 10 anos.A terceira votação secreta realizada pelo Conselho de Segurança na última sexta-feira (18) mostrou os níveis de apoio e rejeição aos candidatos entre os 15 países-membros do órgão. Bachelet recebeu um apoio e três votos sem opinião, enquanto os outros 11 foram classificados como desencorajamentos à candidatura.Como as votações são secretas, não é possível identificar qual país atribuiu cada voto. Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França, podem vetar uma candidatura.Rebeca Grynspan, da Costa Rica, e Carolyn Rodrigues Birkett, da Guiana, aparecem como as duas candidatas mais bem colocadas na disputa. Grynspan é ex-vice-presidente da Costa Rica e chefe da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, enquanto Carolyn é representante da Guiana na ONU.Com a saída de Bachelet, sete candidatos permanecem na disputa pela chefia da ONU. São eles:
A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet anunciou que não dará continuidade à candidatura para a Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A candidatura de Bachelet tinha o apoio dos governos de Brasil e México, mas enfrentou forte desidratação nas últimas semanas.
"Alguns dirão que não era o momento para uma candidatura como a que quis representar. Pelo contrário, embora tenha sido um esforço árduo desde o início, continuo convencida de que este era precisamente o momento de levantar a nossa voz em defesa destes princípios, que com orgulho coloquei no centro da minha candidatura", afirmou Bachelet em um vídeo publicado nas redes sociais.
Bachelet afirmou ainda que não se arrepende da campanha e disse ter contribuído para colocar no debate global a defesa de uma mulher latino-americana, independente e leal aos princípios da Carta da ONU para ocupar o comando da organização.
"Contribuímos para a instalação no debate global que a próxima secretaria geral deverá ser uma mulher da América Latina, uma pessoa verdadeiramente independente e leal aos princípios da Carta da organização", afirmou.
A ex-candidata chilena também destacou o apoio recebido de Brasil e México durante a campanha. Bachelet agradeceu ainda aos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cláudia Sheinbaum, que, segundo ela, "respaldaram esta candidatura desde o primeiro dia com generosidade e convicção política real".
"Junto ao apoio do Brasil e do México, visitamos praticamente todos os países membros do Conselho com nossa mensagem de reformar a organização para torná-la mais eficiente em suas tarefas fundamentais e regenerar a confiança na cidade global", disse.
Desde 30 de julho, o Conselho de Segurança da ONU realiza rodadas de votação para escolher o próximo secretário-geral. Ainda não há um nome definido, e a decisão deve ser anunciada antes de 31 de dezembro, quando termina o mandato de António Guterres, que está no cargo há 10 anos.
A terceira votação secreta realizada pelo Conselho de Segurança na última sexta-feira (18) mostrou os níveis de apoio e rejeição aos candidatos entre os 15 países-membros do órgão. Bachelet recebeu um apoio e três votos sem opinião, enquanto os outros 11 foram classificados como desencorajamentos à candidatura.
Como as votações são secretas, não é possível identificar qual país atribuiu cada voto. Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França, podem vetar uma candidatura.
Rebeca Grynspan, da Costa Rica, e Carolyn Rodrigues Birkett, da Guiana, aparecem como as duas candidatas mais bem colocadas na disputa. Grynspan é ex-vice-presidente da Costa Rica e chefe da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, enquanto Carolyn é representante da Guiana na ONU.
Com a saída de Bachelet, sete candidatos permanecem na disputa pela chefia da ONU. São eles:
Ivonne A-Baki, ex-embaixadora do Equador na França e nos Estados Unidos
María Fernanda Espinosa Garcés, ex-ministra das Relações Exteriores do Equador
Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica
Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica e chefe da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento
Olara Otunnu, ex-chanceler de Uganda e ex-representante da ONU para Crianças e Conflitos Armados
Carolyn Rodrigues Birkett, representante da Guiana junto à ONU
Macky Sall, ex-presidente do Senegal
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