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Canadá volta seus esforços para a UE: é o fim do livre comércio com o México e os EUA?
Canadá volta seus esforços para a UE: é o fim do livre comércio com o México e os EUA?
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs recentemente que o Canadá seja um membro associado do bloco, posição que foi apoiada pelo... 22.09.2026, Sputnik Brasil
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Após as declarações de Von der Leyen, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que uma possível entrada representaria um passo para que o país expanda seus horizontes econômicos, além de torná-lo menos vulnerável à coerção de outras nações.Horas após o discurso da presidente da Comissão Europeia, presidente dos EUA, Donald Trump, considerou a aproximação como um "ato hostil" e ameaçou impor "sérias cifras" tarifárias e até suspender seu comércio com a Europa.Carney vem trocando rusgas com a administração Trump, que em repetidas ocasiões manifestou que a nação vizinha deveria se unir ao seu país como o 51º estado. Trump também minimizou o impacto das alianças comerciais binacionais.'É uma estratégia geopolítica'Em conversa com a Sputnik Oliver Santín Peña, doutor em Ciências Políticas e integrante do Centro de Investigações sobre a América do Norte da UNAM afirmou que Carney tem em sua estratégia geopolítica atuar em "total coordenação com os governos europeus para exercer pressão sobre a administração Trump".Além disso, Carney receberá os líderes do Velho Continente no final do mês de outubro em Montreal para discutir a fundo a proposta, a qual ainda não foi formalizada. A esse respeito, o doutor Santín Peña indicou que a reação de Trump é um triunfo para Bruxelas e para Ottawa. "Foi o efeito que esperavam [...] Mark Carney é o bispo do globalismo financeiro para enfrentar Donald Trump", sentenciou o analista.O que acontecerá com o T-MEC?O que acontecerá com o T-MEC?Sobre o tratado de livre comércio entre EUA, Canadá e México (T-MEC), que já dura 30 anos, Santín Peña afirmou que "se as coisas seguirem este rumo, tudo parece indicar que os acordos seriam bilaterais".A respeito da aproximação de Carney com a UE, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, disse respeitar a decisão, mas deixou claro que a prioridade comercial do México está com seus vizinhos do norte.Sheinbaum também reiterou que o tratado está sendo revisado, não renegociado, já que "o tratado é lei" e, portanto, está confiante de que ele permanecerá em vigor, pois é benéfico para as três nações. A administração mexicana, considerou o analista, está de mãos atadas nesse processo:Um exemplo é o setor automotivo, no qual as indústrias estão entrelaçadas; no entanto, uma falta de acordos entre Washington e Ottawa poderia gerar que o México expanda suas cadeias produtivas e seu desenvolvimento de tecnologia para poder suprir alguns setores diante de uma iminente elevação de custos.A grande definiçãoAs eleições intermediárias estadunidenses em novembro próximo será um termômetro político para o oficialismo e motivo por que a administração Trump tem usado o México e o Canadá como isca, opinou o especialista.O próximo processo eleitoral, acrescentou, deve determinar o futuro do tratado de livre comércio entre as nações da América do Norte.
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Canadá volta seus esforços para a UE: é o fim do livre comércio com o México e os EUA?
00:38 22.09.2026 (atualizado: 00:39 22.09.2026) A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs recentemente que o Canadá seja um membro associado do bloco, posição que foi apoiada pelo presidente da França. A proposta ocorre em meio à renegociação do tratado de livre comércio entre a Cidade do México, Ottawa e Washington.
Após as
declarações de Von der Leyen, o
primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que uma possível entrada representaria um passo para que o país expanda seus horizontes econômicos, além de torná-lo menos vulnerável à coerção de outras nações.
Horas após o discurso da presidente da Comissão Europeia, presidente dos EUA, Donald Trump, considerou a aproximação como um "ato hostil" e ameaçou impor "sérias cifras" tarifárias e até suspender seu comércio com a Europa.
Carney vem
trocando rusgas com a administração Trump, que em repetidas ocasiões manifestou que a nação vizinha deveria se unir ao seu país como o 51º estado. Trump também minimizou o impacto das alianças comerciais binacionais.
'É uma estratégia geopolítica'
Em conversa com a Sputnik Oliver Santín Peña, doutor em Ciências Políticas e integrante do Centro de Investigações sobre a América do Norte da UNAM afirmou que Carney tem em sua estratégia geopolítica atuar em "total coordenação com os governos europeus para exercer pressão sobre a administração Trump".
Além disso, Carney receberá os líderes do Velho Continente no final do mês de outubro em Montreal para discutir a fundo a proposta, a qual ainda não foi formalizada. A esse respeito, o doutor Santín Peña indicou que a reação de Trump é um triunfo para Bruxelas e para Ottawa. "Foi o efeito que esperavam [...] Mark Carney é o bispo do globalismo financeiro para enfrentar Donald Trump", sentenciou o analista.
O que acontecerá com o T-MEC?
O que acontecerá com o T-MEC?
Sobre o tratado de livre comércio entre EUA, Canadá e México (T-MEC), que já dura 30 anos, Santín Peña afirmou que "se as coisas seguirem este rumo, tudo parece indicar que os acordos seriam bilaterais".
A respeito da aproximação de Carney com a UE, a
presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, disse respeitar a decisão, mas deixou claro que a
prioridade comercial do México está com seus vizinhos do norte.
Sheinbaum também reiterou que o tratado está sendo revisado, não renegociado, já que "o tratado é lei" e, portanto, está confiante de que ele permanecerá em vigor, pois é benéfico para as três nações. A administração mexicana, considerou o analista, está de mãos atadas nesse processo:
"O que o México tem que fazer é se manter à margem porque, afinal, o conflito do Canadá com os Estados Unidos em matéria comercial acaba beneficiando o nosso país", assinalou.
Um exemplo é o setor automotivo, no qual as indústrias estão entrelaçadas; no entanto, uma falta de acordos entre Washington e Ottawa poderia gerar que o México expanda suas cadeias produtivas e seu desenvolvimento de tecnologia para poder suprir alguns setores diante de uma iminente elevação de custos.
As eleições intermediárias estadunidenses em novembro próximo será um termômetro político para o oficialismo e motivo por que a administração Trump tem usado o México e o Canadá como isca, opinou o especialista.
O próximo processo eleitoral, acrescentou, deve determinar o futuro do tratado de livre comércio entre as nações da América do Norte.
"Se Donald Trump perder a maioria em alguma das duas câmaras, vai ter que começar a negociar sob outros parâmetros com o governo do Canadá."
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