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EUA consideram proibir exportações de combustível diesel para frear preços, diz Bessent

© AP Photo / Gregory BullNesta foto de arquivo, uma chama arde na refinaria de petróleo Shell Deer Park, em Deer Park. Texas, EUA, 31 de agosto de 2017
Nesta foto de arquivo, uma chama arde na refinaria de petróleo Shell Deer Park, em Deer Park. Texas, EUA, 31 de agosto de 2017 - Sputnik Brasil, 1920, 22.09.2026
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O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, avalia proibir total ou parcialmente a exportação de diesel, afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Segundo ele, a decisão dependerá da capacidade das refinarias norte-americanas de atender à demanda interna.
"Estamos estudando essa questão [das restrições à exportação de diesel]: até que ponto isso é viável diante da capacidade total de refino e se uma proibição total ou parcial funcionaria", disse Bessent a jornalistas à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Anteriormente, a mídia informou que parlamentares estadunidenses e representantes de estados agrícolas aumentaram a pressão sobre o governo Trump para limitar ou bloquear as exportações de diesel, diante da alta recorde dos preços dos combustíveis no mercado interno.
O preço do diesel no varejo dos EUA chegou a US$ 6,51 (R$ 33,22) por galão, cerca de 3,8 litros, o maior valor já registrado. A alta ameaça a temporada de colheitas e eleva o risco de uma forte aceleração da inflação dos alimentos no país às vésperas das eleições de meio de mandato para o Congresso.
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Na última semana, o banco central norte-americano chegou a anunciar que, após vários anos sem aumento, elevaria a taxa básica de juros para uma faixa entre 3,75% e 4%. A justificativa do presidente do Federal Reserve dos EUA (Fed, na sigla em inglês) foi justamente a pressão inflacionária sobre o país.
Em uma coletiva de imprensa após o anúncio do Fed, o chefe da política monetária norte-americana explicou que essa medida visa controlar os preços, visto que a inflação do verão (Hemisfério Norte) "não indica que as tendências subjacentes tenham melhorado significativamente" na estabilidade de preços.
"Não podemos ignorar os focos de tensão ao redor do mundo, e nossa avaliação dos cenários geopolíticos mais ou menos prováveis mudou. Esses três fatores levaram a uma decisão firme e unânime hoje", declarou na ocasião.
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