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De Minsk ao Alasca: Lavrov denuncia na ONU contínua interferência europeia contra paz na Ucrânia
De Minsk ao Alasca: Lavrov denuncia na ONU contínua interferência europeia contra paz na Ucrânia
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Em um discurso de quase 17 minutos no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei... 23.09.2026, Sputnik Brasil
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O chanceler russo abriu o discurso mencionando a crise política ucraniana de 2004 e o que classificou como uma "terceira rodada ilegal" das eleições presidenciais. Segundo Lavrov, naquele contexto, Bruxelas decidiu pressionar os ucranianos a escolher entre a Rússia e a Europa. "Em 2013, houve manifestações organizadas em Kiev com um apelo para concluir rapidamente um acordo de associação entre a Ucrânia e a União Europeia, ignorando abertamente seus compromissos no âmbito da Comunidade dos Estados Independentes (CEI)", disse.No ano seguinte, conforme Lavrov, o então presidente Viktor Yanukovych negociou com a oposição para resolver a crise em meio aos protestos, com a formação de "um governo de unidade nacional e a realização de eleições presidenciais antecipadas, além da rejeição imediata, pelas autoridades e pela oposição, do uso de qualquer tipo de força".Porém, segundo o chanceler russo, na noite de 22 de fevereiro, a oposição ignorou as garantias e assinaturas do acordo, ocupou prédios do governo e declarou que não formaria um governo de unidade nacional, mas "um governo dos vencedores". No dia seguinte, segundo Lavrov, representantes europeus classificaram a mudança de poder como uma transferência democrática.Para Lavrov, caso os países europeus tivessem pressionado a oposição a cumprir o acordo firmado em fevereiro de 2014, a integridade territorial da Ucrânia poderia ter sido preservada dentro das fronteiras de 1991. Posteriormente, segundo o chanceler russo, vieram os Acordos de Minsk, assinados em 12 de fevereiro de 2015 e aprovados por unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU, por iniciativa da Rússia.Já em 2019, Lavrov afirmou que Zelensky foi apresentado no formato Normandia com "slogans estridentes" de que estabeleceria a paz e boas relações com a Rússia e acabaria com os ataques contra a língua russa.Conforme Lavrov, as propostas apresentadas pela Rússia em dezembro de 2021 para um acordo com "base no respeito mútuo aos interesses de segurança da Rússia, da Europa e da América do Norte" foram rejeitadas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e pelo então presidente dos Estados Unidos, Joe Biden."Na prática, eles estavam preparando uma tomada pela força, por Kiev, dos territórios do Donbass que não estavam sob seu controle. Para realizar esse cenário ocidental, ou melhor, para impedi-lo, em fevereiro de 2022 tivemos de iniciar nossa operação militar especial", justificou o chanceler russo.Reino Unido e Bruxelas impediram fim do conflitoPouco mais de uma semana depois, acrescentou Lavrov, a Ucrânia solicitou negociações, e a Rússia concordou. As partes realizaram várias rodadas de conversas em Bruxelas, na Bélgica, e Istambul, na Turquia. Entre os princípios apresentados estavam o status neutro da Ucrânia, o reconhecimento das realidades no terreno e garantias coletivas de segurança.Mais de três anos após o início do conflito, Lavrov citou a cúpula realizada entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin em Anchorage, no Alasca, em agosto de 2025, ocasião em que, segundo o chanceler russo, o líder russo aceitou alguns compromissos em relação às propostas apresentadas por Washington para alcançar um acordo em princípio."Então, os europeus foram a Washington, e tudo foi feito para impedir a implementação dos acordos de Anchorage. Como resultado, em junho de 2026, houve a reunião do G7 em Évian e a cúpula da OTAN, e Emmanuel Macron e outros líderes ocidentais declararam orgulhosamente que haviam enterrado Anchorage", afirmou.Por fim, Lavrov lembrou que o objetivo da operação militar especial na Ucrânia é garantir os interesses de segurança da Rússia e levar em consideração os direitos da população de língua russa, que, segundo ele, enfrenta "uma proibição total da língua em todas as esferas, na educação, na mídia, na cultura, na vida cotidiana e também na Igreja Ortodoxa Ucraniana canônica".
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De Minsk ao Alasca: Lavrov denuncia na ONU contínua interferência europeia contra paz na Ucrânia
16:51 23.09.2026 (atualizado: 18:07 23.09.2026) Em um discurso de quase 17 minutos no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, acusou governos europeus de interferirem em diferentes momentos do processo político que antecedeu o conflito na Ucrânia e, posteriormente, nas negociações para encerrar as hostilidades.
O chanceler russo abriu o discurso mencionando a
crise política ucraniana de 2004 e o que classificou como uma "terceira rodada ilegal" das eleições presidenciais. Segundo Lavrov, naquele contexto, Bruxelas decidiu pressionar os ucranianos a
escolher entre a Rússia e a Europa. "Em 2013, houve manifestações organizadas em Kiev com um apelo para concluir rapidamente um acordo de associação entre a Ucrânia e a União Europeia,
ignorando abertamente seus compromissos no âmbito da Comunidade dos Estados Independentes (CEI)", disse.
No ano seguinte, conforme Lavrov, o então
presidente Viktor Yanukovych negociou com a oposição para resolver a crise em meio aos protestos, com a formação de "um governo de unidade nacional e a realização de eleições presidenciais antecipadas, além da
rejeição imediata, pelas autoridades e pela oposição, do uso de qualquer tipo de força".
Porém, segundo o chanceler russo, na noite de 22 de fevereiro, a oposição ignorou as garantias e assinaturas do acordo, ocupou prédios do governo e declarou que não formaria um governo de unidade nacional, mas "um governo dos vencedores". No dia seguinte, segundo Lavrov, representantes europeus classificaram a mudança de poder como uma transferência democrática.
"Mas as autoridades de Kiev, amparadas pelo aval do Ocidente, rapidamente anunciaram o objetivo de cancelar o status da língua russa e, em resposta aos protestos na Crimeia e no Donbass contra o golpe sangrento, classificaram os manifestantes como terroristas e lançaram contra eles unidades armadas, além de aviação e artilharia. Como resultado, houve um referendo na Crimeia sobre a independência em relação ao regime nazista de Kiev e a adesão à Rússia", pontuou.
Para Lavrov, caso os países europeus tivessem pressionado a oposição a cumprir o acordo firmado em fevereiro de 2014, a integridade territorial da Ucrânia poderia ter sido
preservada dentro das fronteiras de 1991. Posteriormente, segundo o chanceler russo, vieram os
Acordos de Minsk, assinados em 12 de fevereiro de 2015 e aprovados por unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU, por iniciativa da Rússia.
Já em 2019, Lavrov afirmou que Zelensky foi apresentado no formato Normandia com "slogans estridentes" de que estabeleceria a paz e boas relações com a Rússia e acabaria com os ataques contra a língua russa.
"Se os Acordos de Minsk de 2015, aprovados em Paris em 2019 com Zelensky, tivessem sido cumpridos, conforme determinado pelo Conselho de Segurança, a Ucrânia estaria hoje dentro das fronteiras de 1991, é claro, com exceção da Crimeia. E essa questão está encerrada há muito tempo, e todos entendem isso perfeitamente. No entanto, a Europa não permitiu que isso acontecesse. Como disseram [Angela] Merkel, [François] Hollande e [Pyotr] Poroshenko, que já haviam deixado seus cargos, eles não pretendiam cumprir os Acordos de Minsk e precisavam ganhar tempo para armar a Ucrânia", complementou.
Conforme Lavrov, as propostas apresentadas pela Rússia em dezembro de 2021 para um acordo com "base no respeito mútuo aos interesses de segurança da Rússia, da Europa e da América do Norte" foram rejeitadas pela
Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e pelo então presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
"Na prática, eles estavam preparando uma tomada pela força, por Kiev, dos territórios do Donbass que não estavam sob seu controle. Para realizar esse cenário ocidental, ou melhor, para impedi-lo, em fevereiro de 2022 tivemos de iniciar nossa operação militar especial", justificou o chanceler russo.
Reino Unido e Bruxelas impediram fim do conflito
Pouco mais de uma semana depois, acrescentou Lavrov, a Ucrânia solicitou negociações, e a Rússia concordou. As partes realizaram várias rodadas de conversas em Bruxelas, na Bélgica, e Istambul, na Turquia. Entre os princípios apresentados estavam o status neutro da Ucrânia, o reconhecimento das realidades no terreno e garantias coletivas de segurança.
"O documento foi rubricado pelas delegações da Ucrânia e da Rússia, mas todos conhecemos o destino daquele documento. O então primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, proibiu os ucranianos de concluir um documento juridicamente vinculante. Por iniciativa de Kiev, o texto já havia sido rubricado, mas foi isso que aconteceu, e a Europa concordou com Londres. Se aquele acordo rubricado tivesse sido incorporado a um tratado correspondente e implementado, a Ucrânia teria mantido novamente as fronteiras de 1991, mas desta vez sem a Crimeia e parte do Donbass", disse.
Mais de três anos após o início do conflito, Lavrov citou a cúpula realizada entre os
presidentes Donald Trump e Vladimir Putin em Anchorage, no Alasca, em agosto de 2025, ocasião em que, segundo o chanceler russo, o líder russo aceitou alguns compromissos em relação às propostas apresentadas por Washington para
alcançar um acordo em princípio.
"Então, os europeus foram a Washington, e tudo foi feito para impedir a implementação dos acordos de Anchorage. Como resultado, em junho de 2026, houve a reunião do G7 em Évian e a cúpula da OTAN, e Emmanuel Macron e outros líderes ocidentais declararam orgulhosamente que haviam enterrado Anchorage", afirmou.
Por fim, Lavrov lembrou que o objetivo da operação militar especial na Ucrânia é garantir os interesses de segurança da Rússia e levar em consideração os direitos da população de língua russa, que, segundo ele, enfrenta "uma proibição total da língua em todas as esferas, na educação, na mídia, na cultura, na vida cotidiana e também na Igreja Ortodoxa Ucraniana canônica".
"Essas leis foram adotadas muito antes da operação militar especial. Ao mesmo tempo, a legislação consagra, na prática, uma ideologia nazista. Há uma glorificação do nazismo na Ucrânia. É uma vergonha que tudo isso esteja sendo completamente ignorado. E isso vem da Europa, que sempre fala tanto sobre direitos humanos", concluiu.
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