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Delcy diz que Venezuela terá eleições 'no momento correto' e agradece a Trump na ONU

© Sputnik / Sergey Guneev / Acessar o banco de imagensPresidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York. 23 de setembro de 2026
Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York. 23 de setembro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 23.09.2026
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta quarta-feira (23), durante discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que o país voltará a realizar eleições e que a votação ocorrerá quando houver condições de igualdade entre as forças políticas.
No discurso, a líder venezuelana ainda agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo caminho aberto para o restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países.
"Quero dizer isso muito claramente nesta Assembleia Geral: na Venezuela haverá eleições", afirmou Rodríguez diante dos representantes reunidos em Nova York. Segundo ela, os venezuelanos irão às urnas "no momento correto" e quando estiverem asseguradas condições de igualdade para as diferentes forças políticas.
A declaração ocorreu horas antes do encontro entre Rodríguez e Trump à margem da Assembleia Geral. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que os dois trataram da realização de "eleições livres" e da reestruturação da dívida venezuelana. Segundo Rubio, a dívida é um dos pontos centrais para a recuperação econômica do país.
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Rodríguez também fez referência às dificuldades enfrentadas pela Venezuela em 2026, sem citar o sequestro do presidente Nicolás Maduro em janeiro. Em seu discurso, afirmou que o país passou por "duas grandes e dolorosas provas", sendo uma delas relacionada, segundo ela, ao "estrangulamento de sua vida política interna e à confrontação com os EUA". A outra, disse, ocorreu após os terremotos registrados em junho.
A participação de Rodríguez na Assembleia Geral ocorre em meio às negociações para a recuperação econômica da Venezuela e à retomada de relações com organismos financeiros internacionais. Uma delegação venezuelana liderada por ela também manteve reuniões em Nova York sobre dívida, energia e mineração.
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