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Comissão eleitoral de Israel barra partidos árabes e liberam extrema-direita para próximas eleições

© AP Photo / Maya AlleruzzoBenjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, à cabeceira da mesa (no centro à direita), e legisladores, participam de sessão do Knesset, o parlamento de Israel, em Jerusalém, 24 de julho de 2023
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, à cabeceira da mesa (no centro à direita), e legisladores, participam de sessão do Knesset, o parlamento de Israel, em Jerusalém, 24 de julho de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 25.09.2026
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A Comissão Eleitoral de Israel vetou nesta quinta-feira (25) a participação de todos os partidos árabes das eleições gerais de 27 de outubro, que serão as primeiras após o início do conflito com o grupo palestino Hamas e a destruição da Faixa de Gaza.
As siglas de extrema-direita foram aprovadas. A Suprema Corte ainda precisa aprovar o veto. Se o veto for mantido, não foi informado para onde serão destinados votos para os árabes.
A comissão argumentou que vetou a entrada dos dois partidos Árabe Unida (Ra'am) e a coalizão Lista Conjunta, a pedido dos partidos da base do premiê, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
A ONG israelense Adalah, que representa as listas e políticos árabes, chamou o veto de "arbitrário, racista e que incita o ódio, sem as garantias do devido processo legal".
Pesquisas de opinião no país indicam que Netanyahu não tem intenções de votos para se reeleger como pretende. A votação para o Parlamento, o Knesset, com 120 cadeiras, ocorre a cada quatro anos, e são distribuídas por meio de representação proporcional a listas partidárias nacionais que atingem a cláusula de barreira de 3,25% dos votos nacionais, o que equivale a quatro cadeiras.
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Ontem (24), dezenas de delegados das Nações Unidas saíram do plenário quando Netanyahu começou seu discurso na Assembleia Geral dos líderes mundiais. Descrevendo-os como "covardes morais", ele pediu que qualquer outra pessoa que pensasse da mesma forma se retirasse antes que ele começasse a falar.
Netanyahu dedicou parte do discurso à defesa das ações militares de Israel e afirmou que o ataque contra o Irã foi "uma das decisões mais fáceis que precisou tomar". Segundo o primeiro-ministro, a ação israelense não teria protegido apenas o próprio país, mas também outras nações.
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