https://noticiabrasil.net.br/20260927/dino-derruba-decisao-de-mendonca-e-libera-post-sobre-nossa-senhora-54544149.html
Dino derruba decisão de Mendonça e libera post sobre Nossa Senhora
Dino derruba decisão de Mendonça e libera post sobre Nossa Senhora
Sputnik Brasil
Ministro do STF afirma que não havia segurança de que publicação se referia a Flávio Bolsonaro e determina restabelecimento do conteúdo 27.09.2026, Sputnik Brasil
2026-09-27T15:21-0300
2026-09-27T15:21-0300
2026-09-27T15:21-0300
notícias do brasil
flávio dino
andré mendonça
flávio bolsonaro
brasil
supremo tribunal federal (stf)
tse
tribunal superior eleitoral
x
instagram
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07e9/0a/0d/44170893_0:0:2560:1441_1920x0_80_0_0_74302d06e146eb0ae1cd631f92fec012.jpg
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), cassou neste domingo (27) a decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia determinado a remoção de uma publicação do humorista Antonio Tabet sobre a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Dino também determinou o restabelecimento do post e de outras publicações retiradas pelo mesmo motivo.A decisão de Mendonça havia sido tomada após uma ação apresentada pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O ministro do TSE determinou a remoção de conteúdos que apresentassem como verdadeira a informação de que Flávio ou sua família pretendiam retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, além de estabelecer multa diária de R$ 30 mil em caso de descumprimento.Nossa Senhora da AparecidaO caso teve origem em uma publicação de Tabet no X, na qual o humorista publicou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida acompanhada da frase: A controvérsia começou após circular nas redes sociais a especulação de que Flávio Bolsonaro, caso eleito presidente, retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O senador negou a existência de uma proposta nesse sentido e atribuiu a disseminação do conteúdo a adversários políticos.As publicações que associaram Flávio à suposta mudança citaram o Projeto de Lei (PL) 2.623/2007, apresentado pelo então deputado federal Victório Galli, que também foi ex-assessor especial do ex-presidente Jair Bolsonaro. O texto propunha alterar a Lei nº 6.802/1980, que reconhece Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil e estabelece o feriado nacional de 12 de outubro.A proposta pretendia substituir a expressão "Padroeira do Brasil" por "Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos" e foi rejeitada pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados em 2008. O projeto acabou arquivado em agosto daquele ano.Não há registro de que Flávio Bolsonaro tenha apresentado ou apoiado o projeto. Após a repercussão do boato, o senador negou a relação com a proposta. Vale destacar que o senador do PL disse que, caso eleito presidente em 2026, um de seus primeiros atos será "decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo".Mendonça havia determinado que X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube removessem publicações que apresentassem como verdadeira a alegação sobre Flávio e Nossa Senhora Aparecida. A decisão também previa a remoção de novas publicações que repetissem a mesma narrativa, em diferentes formatos, além de multa diária de R$ 30 mil em caso de descumprimento.Dino e Liberdade de ExpressãoAo analisar o recurso, Dino afirmou que a remoção dependeria de presumir que a expressão "família miliciana" utilizada por Tabet se referia ao candidato. Para o ministro, não havia segurança suficiente sobre essa interpretação para justificar uma restrição à liberdade de expressão.Dino também afirmou que intervenções estatais sobre a divulgação de opiniões e informações devem ser excepcionais, especialmente durante o processo eleitoral. Segundo o ministro, o debate público pode incluir críticas, sátiras e discussões sobre propostas relacionadas a convicções religiosas.Ao derrubar a determinação, Dino citou a proteção constitucional à liberdade de expressão e afirmou que o debate sobre propostas relacionadas à religião não deve ser retirado do processo eleitoral sem fundamento suficiente.A decisão também permite que outras pessoas atingidas por determinações semelhantes peçam, no mesmo processo, a extensão dos efeitos da decisão de Dino.
https://noticiabrasil.net.br/20260916/radicalizacao-do-fundamentalismo-como-a-teologia-da-dominacao-fez-da-politica-uma-luta-espiritual-54207016.html
https://noticiabrasil.net.br/20260828/normalizacao-da-religiao-deixa-fe-menos-explicita-nas-urnas-mas-mantem-influencia-politica-53601971.html
brasil
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07e9/0a/0d/44170893_254:0:2523:1702_1920x0_80_0_0_eb2c2046c0ef1c50f1ca51c8c4214b58.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
flávio dino, andré mendonça, flávio bolsonaro, brasil, supremo tribunal federal (stf), tse, tribunal superior eleitoral, x, instagram, tiktok, pl
flávio dino, andré mendonça, flávio bolsonaro, brasil, supremo tribunal federal (stf), tse, tribunal superior eleitoral, x, instagram, tiktok, pl
Dino derruba decisão de Mendonça e libera post sobre Nossa Senhora
Ministro do STF afirma que não havia segurança de que publicação se referia a Flávio Bolsonaro e determina restabelecimento do conteúdo
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), cassou neste domingo (27) a decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia determinado a remoção de uma publicação do humorista Antonio Tabet sobre a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Dino também determinou o restabelecimento do post e de outras publicações retiradas pelo mesmo motivo.
A decisão de Mendonça havia sido tomada após
uma ação apresentada pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O ministro do TSE determinou a remoção de conteúdos que apresentassem como verdadeira a informação de que Flávio ou sua família pretendiam retirar de
Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, além de estabelecer multa diária de R$ 30 mil em caso de descumprimento.
Nossa Senhora da Aparecida
O caso teve origem em uma publicação de Tabet no X, na qual o humorista publicou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida acompanhada da frase:
"A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida". A publicação não mencionava nominalmente Flávio Bolsonaro.
A controvérsia começou após circular nas redes sociais a especulação de que Flávio Bolsonaro, caso eleito presidente, retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O senador negou a existência de uma proposta nesse sentido e atribuiu a disseminação do conteúdo a adversários políticos.
As publicações que associaram Flávio à suposta mudança citaram o Projeto de Lei (PL) 2.623/2007, apresentado pelo então deputado federal Victório Galli, que também foi ex-assessor especial do ex-presidente Jair Bolsonaro. O texto propunha alterar a Lei nº 6.802/1980, que reconhece Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil e estabelece o feriado nacional de 12 de outubro.
A proposta pretendia substituir a expressão "Padroeira do Brasil" por "Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos" e foi rejeitada pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados em 2008. O projeto acabou arquivado em agosto daquele ano.
Não há registro de que Flávio Bolsonaro tenha apresentado ou apoiado o projeto. Após a repercussão do boato, o senador negou a relação com a proposta. Vale destacar que o senador do PL disse que, caso eleito presidente em 2026, um de seus primeiros atos será "decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo".
Mendonça havia determinado que X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube removessem publicações que apresentassem como verdadeira a
alegação sobre Flávio e Nossa Senhora Aparecida. A decisão também previa a remoção de novas publicações que repetissem a mesma narrativa, em diferentes formatos, além de multa diária de R$ 30 mil em caso de descumprimento.
Dino e Liberdade de Expressão
Ao analisar o recurso, Dino afirmou que a remoção dependeria de presumir que a expressão
"família miliciana" utilizada por Tabet
se referia ao candidato. Para o ministro, não havia segurança suficiente sobre essa interpretação para justificar uma restrição à liberdade de expressão.
Dino também afirmou que intervenções estatais sobre a divulgação de opiniões e informações devem ser excepcionais, especialmente durante o processo eleitoral. Segundo o ministro, o debate público pode incluir críticas, sátiras e discussões sobre propostas relacionadas a convicções religiosas.
Ao derrubar a determinação, Dino citou a proteção constitucional à liberdade de expressão e afirmou que o debate sobre propostas relacionadas à religião não deve ser retirado do processo eleitoral sem fundamento suficiente.
A decisão também permite que outras pessoas atingidas por determinações semelhantes peçam, no mesmo processo, a extensão dos efeitos da decisão de Dino.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).