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Brasil reforça proteção eleitoral diante de possível pressão de Trump sobre pleito, diz mídia

© Foto / Tânia Rêgo / Agência BrasilColetiva de imprensa, no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), sobre as eleições municipais no Palácio da Democracia, Centro da cidade do Rio de Janeiro, em 1º de setembro de 2024. Na foto, uma demonstração da urna eletrônica
Coletiva de imprensa, no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), sobre as eleições municipais no Palácio da Democracia, Centro da cidade do Rio de Janeiro, em 1º de setembro de 2024. Na foto, uma demonstração da urna eletrônica - Sputnik Brasil, 1920, 01.10.2026
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O Brasil ampliou medidas para tentar proteger as eleições presidenciais de uma possível interferência dos Estados Unidos, enquanto cresce a atenção sobre a postura do presidente Donald Trump diante da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro, aponta o jornal New York Times.
Conforme a publicação, a estratégia inclui monitoramento de lobby estrangeiro e campanhas de desinformação, ações para combater questionamentos sobre as urnas e articulação diplomática com países europeus e asiáticos.
A preocupação ganhou força após a atuação de Trump em outras eleições latino-americanas e diante da relação entre o presidente norte-americano e a família Bolsonaro. Trump não declarou apoio público a Flávio Bolsonaro (PL), mas autoridades brasileiras ouvidas pelo jornal avaliam que Washington poderia adotar novas medidas para prejudicar a imagem de Lula.
Segundo o jornal, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também adotou novas regras contra desinformação e pediu a empresas como Google e Meta (plataforma proibida na Rússia por extremismo) planos para combater conteúdos produzidos com inteligência artificial. Contudo, há denúncias de que a própria rede social chegou a derrubar anúncios do perfil de Lula, além de um vídeo do humorista Fábio Porchat que mostrava as ligações de Flávio Bolsonaro e da Igreja Batista da Lagoinha ao escândalo do Banco Master.
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A publicação apontou ainda que o governo brasileiro mantém conversas com representantes da União Europeia, Canadá, Japão e Austrália sobre uma possível resposta após a eleição. Conforme diplomatas, esses países devem defender a integridade do processo eleitoral, independentemente do resultado, embora avaliem o risco de uma reação de Washington.
Aliado a isso, a reportagem lembrou que a administração norte-americana também tentou enviar uma delegação ao Brasil para investigar a integridade do sistema eleitoral, mas a iniciativa foi bloqueada pelas autoridades brasileiras.
Lula já criticou publicamente qualquer tentativa de influência externa, incluindo durante o discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), quando afirmou que "o Brasil não é quintal de ninguém".
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes também afirmou ao jornal que o país tem instrumentos para reagir a uma eventual pressão externa. "Onde quer que venha a ameaça, temos as ferramentas para nos defender", concluiu.
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