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Estudantes ocupam Centro do Rio de Janeiro em defesa da democracia

© Sputnik / Flávia VillelaEstudantes fazem manifestação em defesa da democracia e da educação no Rio de Janeiro, 7 de outubro de 2026
Estudantes fazem manifestação em defesa da democracia e da educação no Rio de Janeiro, 7 de outubro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 07.10.2026
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Segundo os organizadores, a mobilização nas ruas será mantida depois das eleições.
Estudantes se concentraram no Centro do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (7) para uma manifestação em defesa da democracia, da educação, dos direitos sociais e para combater o avanço da extrema-direita.
Os manifestantes também criticaram propostas atribuídas à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), como cortes no setor público, privatizações e medidas que poderiam afetar o financiamento da educação.
O ato foi convocado pela União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ) e dá sequência a outros protestos realizados na Universidade Federal Fluminense (UFF), na segunda-feira (5) e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na terça (6). A manifestação contou ainda com alunos de institutos federais e escolas públicas.
A organização afirma que o objetivo é ampliar a participação dos estudantes no debate político e impedir o avanço de políticas que considera ameaçadoras aos direitos sociais. Os protestos deverão ser mantidos depois das eleições, afirmaram.
Novata em manifestações, a aluna do 9º ano do colégio federal Pedro II, Marina Pires de Freitas, 15 anos, falou que a experiência de estar ali era de felicidade, mas o motivo era triste, pois, segundo ela, o Brasil corre o risco de perder novamente direitos básicos:

"Quando os estudantes vão à luta, é porque a gente sabe que o mundo está funcionando novamente. Nós estudamos o passado. No passado, houve uma ditadura. Isso não vai acontecer novamente. Os jovens são o motivo dessa nação", disse ela.

Já para Yasmin Rocha, esta não foi a primeira manifestação. A estudante de jornalismo de 22 anos defendeu que o sucesso das reivindicações populares depende da organização de rua:
"Eu estava rua em 2018, em 2022 e estou na rua agora […] O povo fala, a voz fala. Enquanto a gente não botar a cara e não vir pra cá pra cantar, pra bater palma, pra gritar pro trabalhador que se a gente tá na rua é pro filho dele estudar, nada nesse país vai mudar", disse.

"Sou fruto de políticas públicas. Se eu faço uma universidade hoje, é porque muita gente tomou porrada pra hoje a gente estar aqui, lutando pelos nossos direitos, brigando. A gente é estudante, a gente não abaixa a cabeça."

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