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ONU condena transmissão ao vivo de fuzilamento de militar condenado à morte nos EUA: 'Abominável'
ONU condena transmissão ao vivo de fuzilamento de militar condenado à morte nos EUA: 'Abominável'
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O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, conhecido por fazer referências frequentes ao Império Romano, anunciou que tornará público o fuzilamento de um... 09.10.2026, Sputnik Brasil
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O psiquiatra militar estadunidense Nidal Hasan, que atirou em dezenas de companheiros em 2009, em uma base no Texas, deixando 13 militares mortos e 32 feridos, será executado no dia 3 de dezembro.De acordo com Hegseth, as pessoas devem assistir à execução pública para entender as consequências de tais delitos. O último fuzilamento realizado pelo governo dos EUA foi em 1945.Cinco pessoas vão atirar em um alvo fixado na região do coração do condenado, enquanto sacos de areia serão dispostos em volta de Hasan, para que o sangue seja absorvido. A execução ainda contará com a presença de uma das vítimas sobreviventes.O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) se pronunciou sobre a transmissão planejada, lembrando que tal espetáculo representa um tratamento cruel, desumano e humilhante e violaria a proibição absoluta da tortura.O gabinete do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) chamou de "abominável" a decisão dos EUA.Mais cedo, o presidente estadunidense, Donald Trump, defendeu que Hasan merecia morrer dessa maneira.ONU condena sanções dos EUA ao TPI após Nobel da Paz para juízaA ONU também condenou as sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI) anunciadas pela administração Trump mais cedo, horas depois de a ex-juíza da corte Navi Pillay ser anunciada como ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2026.Foram impostas sanções ao TPI como instituição, além de penalizações a 13 juízes e procuradores independentes que servem à causa da justiça.Pillay, de 85 anos, foi presidente do Tribunal Penal Internacional durante o julgamento do genocídio em Ruanda e teve papel fundamental para garantir que acusações de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio fossem processadas.
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ONU condena transmissão ao vivo de fuzilamento de militar condenado à morte nos EUA: 'Abominável'
15:50 09.10.2026 (atualizado: 19:15 09.10.2026) O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, conhecido por fazer referências frequentes ao Império Romano, anunciou que tornará público o fuzilamento de um militar condenado.
O psiquiatra militar estadunidense Nidal Hasan, que atirou em dezenas de companheiros em 2009, em uma base no Texas, deixando 13 militares mortos e 32 feridos, será executado no dia 3 de dezembro.
De acordo com Hegseth, as pessoas devem assistir à execução pública para entender as consequências de tais delitos. O último fuzilamento realizado pelo governo dos EUA foi em 1945.
Cinco pessoas vão atirar em um alvo fixado na região do coração do condenado, enquanto sacos de areia serão dispostos em volta de Hasan, para que o sangue seja absorvido. A execução ainda contará com a presença de uma das vítimas sobreviventes.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) se pronunciou sobre a transmissão planejada, lembrando que tal espetáculo representa um tratamento cruel, desumano e humilhante e violaria a proibição absoluta da tortura.
O gabinete do secretário-geral da
Organização das Nações Unidas (ONU) chamou de "abominável" a decisão dos EUA.
"Uma execução em público, ou diante de câmeras ao vivo, é, francamente, abominável", disse Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral, durante coletiva de imprensa.
Mais cedo, o
presidente estadunidense, Donald Trump, defendeu que
Hasan merecia morrer dessa maneira.
"Hoje em dia, se você fica dois dias na cadeia, já é muito. Hoje, você pode fazer praticamente qualquer coisa, e nada acontece. Mas estamos mudando isso, como vocês estão vendo. Vamos aplicar a pena de morte a um homem que matou 14 soldados há alguns anos. Pena de morte por fuzilamento. E ele merece. Matou e feriu muitas, muitas pessoas. É um maníaco", declarou Trump em evento na Casa Branca.
ONU condena sanções dos EUA ao TPI após Nobel da Paz para juíza
A ONU também condenou as sanções ao
Tribunal Penal Internacional (TPI) anunciadas pela administração Trump mais cedo,
horas depois de a ex-juíza da corte Navi Pillay ser anunciada como ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2026.
Foram impostas sanções ao TPI como instituição, além de penalizações a 13 juízes e procuradores independentes que servem à causa da justiça.
Pillay, de 85 anos, foi presidente do Tribunal Penal Internacional durante o julgamento do genocídio em Ruanda e teve papel fundamental para garantir que acusações de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio fossem processadas.
"O Comitê Norueguês do Nobel decidiu conceder o Prêmio Nobel da Paz de 2026 a Navi Pillay, por seus esforços para promover a paz e o direito internacional", diz o comunicado oficial.
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