EUA podem ajudar Moscou em meio à crise humanitária е cerco ucraniano em Alyoshki, diz autoridade russa
12:32 10.10.2026 (atualizado: 12:54 10.10.2026)

© Sputnik / Ilia Pitalev
/ Nos siga no
A comissária russa dos Direitos Humanos, Yana Lantratova, afirmou nas redes sociais que o cerco imposto a Alyoshki pelas forças ucranianas precisa ser suspenso para permitir a chegada de ajuda humanitária.
A comissária russa dos Direitos Humanos, Yana Lantratova, afirmou que a situação humanitária na cidade de Alyoshki permanece crítica e defendeu o fim do que classificou como um cerco imposto pelas Forças Armadas ucranianas. Em publicação nas redes sociais, ela declarou que a medida é necessária para salvar vidas e restabelecer o acesso da população a suprimentos básicos.
Segundo Lantratova, moradores da cidade continuam sem acesso regular a alimentos, água potável e medicamentos.
"A população local continua sem acesso a alimentos, água e medicamentos. Trata-se de mulheres, crianças e idosos", destacou a comissária.
A autoridade russa informou que Moscou mantém contatos com representantes dos Estados Unidos e com a equipe da primeira-dama Melania Trump. De acordo com a comissária, há negociações em andamento para viabilizar o envio de assistência humanitária e a evacuação de pessoas que necessitam de atendimento urgente.
Lantratova atribuiu a crise humanitária ao que chamou de "cerco artificialmente imposto" pelas forças ucranianas. Segundo ela, drones que sobrevoam constantemente as estradas e minas instaladas remotamente em vias de acesso impedem a circulação segura de civis e de carregamentos de ajuda humanitária.
A comissária afirmou que, diante das restrições de acesso, suprimentos só conseguem chegar à cidade por meios improvisados. "Tudo o que chega a Alyoshki hoje precisa ser transportado a pé ou de bicicleta por pessoas que arriscam a própria vida", disse.
Ela também alegou que um recente comboio de voluntários foi atingido por ataques ucranianos. Segundo Lantratova, os veículos exibiam a inscrição "Civis" para sinalizar sua natureza humanitária, mas foram destruídos durante a operação de entrega de suprimentos.
"Se os ucranianos cessassem os ataques e a instalação de minas nas rotas de abastecimento civil, seria possível entregar a ajuda necessária e evacuar aqueles que precisam de socorro urgente", afirmou a comissária.
Lantratova acrescentou que a Rússia continuará prestando assistência aos moradores da região "independentemente de suas convicções políticas" e declarou que "o valor de cada vida humana é incondicional".


