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Corregedor do TSE suspende decisão de Nunes Marques de bloquear canal 'Exército do Lula'

© Foto / Divulgação / Ricardo StuckertO presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião de coordenação em Brasília, no Distrito Federal, em 5 de outubro de 2026
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião de coordenação em Brasília, no Distrito Federal, em 5 de outubro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 11.10.2026
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Canal de apoio teve as atualizações suspensas neste domingo (11), por ordem de Nunes Marques, que acatou um pedido de Flávio Bolsonaro (PL).
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu na tarde deste domingo, provisoriamente, a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, de suspender o canal "Exército do Lula", criado no WhatsApp (plataforma proibida na Rússia por extremismo) pelo deputado federal André Janones (Rede).
Mais cedo, Nunes Marques acatou um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e ordenou o bloqueio de novas atualziações no canal, sob a alegação de que a iniciativa era utilziada para disseminar conteúdos falsos. Agora, com a determinação de Cuerva, a palavra final sobre o assunto caberá ao plenário do TSE.
O tema foi abordado pelo presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, em ato público em São Paulo nesta tarde, no qual afirmou que acionaria a Justiça para reverter a decisão. Ele destacou que a iniciativa de Janones está de acordo com as regras eleitorais, e acrescentou que há alguns dias vem percebendo muitas "decisões tendenciosas" contra a sua campanha.

"Não é possível que a Justiça Eleitoral não queira um comportamento civilizado, republicano, de permitir que as eleições fluam sem interferência da Justiça", afirmou.

O canal "Exército do Lula" reunia, até a manhã deste domingo, 3,4 milhões de seguidores. A derrubada do canal determinada por Nunes Marques atendeu a um pedido de Flávio Bolsonaro (PL), que acusava o canal de orientar os seguidores a agir como robôs, replicando massivamente notícias falsas.
A decisão de Nunes Marques ordenou que a Meta (as atividades da empresa são proibidas na Rússia por serem consideradas extremistas), dona do WhatsApp, suspenda novas atualizações no canal até o final da votação de segundo turno.
A determinação do ministro foi alvo de críticas por parte de colegas do tribunal, que consideram que Nunes Marques passou por cima da decisão tomada um dia antes por Cueva, relator da ação apresentada pela campanha de Flávio. O corregedor havia dado um prazo de 72 horas para que a campanha de Lula prestasse informações complementares sobre o canal.
O deputado André Janones se manifestou sobre a decisão de Nunes Marques em live publicada nas redes sociais.

"Não é que se o Flávio Bolsonaro for eleito a censura será instalada. Já começou. A censura já começou", afirmou o deputado.

No sábado (10), em uma live, ele afirmou que o canal estava em fase de construção, com inclusão de novos integrantes e explicações sobre como funcionaria o grupo, e frisou que nennhuma notícia havia sido compartilhada.

"Eu não divulguei uma notícia lá. Vocês, esses 3,2 milhões de soldados do presidente Lula que estão lá, não me deixam mentir. Vocês sabem que não foi divulgado nada ainda", afirmou.

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