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Trump anuncia exploração de petróleo, gás e minerais na Groenlândia, mas governo local contesta
Trump anuncia exploração de petróleo, gás e minerais na Groenlândia, mas governo local contesta
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Presidente dos EUA afirma que ilha tem grandes reservas de petróleo de fácil acesso. Autoridades dinamarquesas ressaltam que acordo militar com Washington não... 14.10.2026, Sputnik Brasil
2026-10-14T16:55-0300
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (14) que o país se prepara para iniciar uma "grande exploração de petróleo, gás e minerais" na Groenlândia, território autônomo vinculado à Dinamarca. A declaração foi contestada pelo governo local, que afirmou que as atividades em andamento estão longe de representar uma exploração em larga escala.Segundo o presidente, especialistas apontam que a ilha possui reservas de petróleo de "fácil acesso" superiores às de quase qualquer outro território do mundo.O vice-ministro de Mineração da Groenlândia, Jørgen Hammeken-Holm, reconheceu a existência de atividades de empresas norte-americanas, mas afirmou que o território está "muito longe" de uma exploração em larga escala. Segundo ele, há projetos menores em andamento que podem levar anos até se tornarem operacionais.A extração de recursos naturais na ilha enfrenta obstáculos logísticos e econômicos. Cerca de 80% do território é coberto por gelo, e parte das reservas está localizada em áreas remotas, com pouca infraestrutura. Em 2021, a Groenlândia proibiu a mineração de urânio e novas atividades de exploração de petróleo.O Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca também ressaltou que o acordo de segurança firmado no mês passado entre autoridades dinamarquesas, groenlandesas e norte-americanas não concede privilégios aos investidores dos EUA no acesso aos recursos naturais da ilha.Segundo Copenhague, as empresas norte-americanas devem respeitar a legislação local e não terão tratamento preferencial em relação a investidores de outros países da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).O acordo prevê a ampliação da presença militar norte-americana na Groenlândia, incluindo a instalação de duas bases e a implementação de partes do sistema de defesa antimísseis conhecido como "Domo de Ouro". O documento, porém, reafirma a soberania dinamarquesa sobre o território e o direito dos groenlandeses à autodeterminação, sem estabelecer direitos específicos para a exploração de petróleo ou gás.Trump justificou a ampliação da presença militar pela importância estratégica da ilha para a defesa dos Estados Unidos. "Qualquer ataque futuro aos EUA terá que passar pela Groenlândia, onde nossa defesa abaterá rotineiramente drones, mísseis ou qualquer outra forma de arma que ainda nem foi concebida", declarou.Desde que retornou à Casa Branca, Trump voltou a defender o controle norte-americano sobre a Groenlândia, citando sua localização estratégica e suas riquezas minerais. Em diferentes ocasiões, o presidente não descartou o uso da força para tomar o território, provocando tensões com a Dinamarca e outros aliados europeus.
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Trump anuncia exploração de petróleo, gás e minerais na Groenlândia, mas governo local contesta
16:55 14.10.2026 (atualizado: 17:04 14.10.2026) Presidente dos EUA afirma que ilha tem grandes reservas de petróleo de fácil acesso. Autoridades dinamarquesas ressaltam que acordo militar com Washington não concede privilégios na exploração de recursos naturais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (14) que o país se prepara para iniciar uma
"grande exploração de petróleo, gás e minerais" na Groenlândia, território autônomo vinculado à Dinamarca. A declaração foi
contestada pelo governo local, que afirmou que
as atividades em andamento estão longe de representar uma exploração em larga escala.
"Estamos nos preparando para lançar uma grande exploração de petróleo, gás e minerais em nossa bela e nova Groenlândia!", escreveu Trump na rede social Truth Social.
Segundo o presidente, especialistas apontam que a ilha possui reservas de petróleo de "fácil acesso" superiores às de quase qualquer outro território do mundo.
O vice-ministro de Mineração da Groenlândia, Jørgen Hammeken-Holm, reconheceu a existência de atividades de empresas norte-americanas, mas afirmou que o território está "muito longe" de uma exploração em larga escala. Segundo ele, há projetos menores em andamento que podem levar anos até se tornarem operacionais.
A extração de recursos naturais na ilha enfrenta obstáculos logísticos e econômicos. Cerca de 80% do território é coberto por gelo, e parte das reservas está localizada em áreas remotas, com pouca infraestrutura. Em 2021, a Groenlândia proibiu a mineração de urânio e novas atividades de exploração de petróleo.
O Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca também ressaltou que o acordo de segurança firmado no mês passado entre autoridades dinamarquesas, groenlandesas e norte-americanas não concede privilégios aos investidores dos EUA no acesso aos recursos naturais da ilha.
Segundo Copenhague, as empresas norte-americanas devem respeitar a legislação local e não terão tratamento preferencial em relação a investidores de outros países da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
O acordo prevê a ampliação da
presença militar norte-americana na Groenlândia, incluindo a instalação de duas bases e a implementação de partes do sistema de defesa antimísseis conhecido como
"Domo de Ouro". O documento, porém, reafirma a
soberania dinamarquesa sobre o território e o direito dos groenlandeses à autodeterminação, sem estabelecer direitos específicos para a exploração de petróleo ou gás.
Trump justificou a ampliação da presença militar pela importância estratégica da ilha para a defesa dos Estados Unidos. "Qualquer ataque futuro aos EUA terá que passar pela Groenlândia, onde nossa defesa abaterá rotineiramente drones, mísseis ou qualquer outra forma de arma que ainda nem foi concebida", declarou.
Desde que retornou à Casa Branca, Trump voltou a defender o controle norte-americano sobre a Groenlândia, citando sua
localização estratégica e suas riquezas minerais. Em diferentes ocasiões, o presidente não descartou o uso da força para tomar o território, provocando tensões com a Dinamarca e outros aliados europeus.
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