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Reino Unido precisa voltar à UE para enfrentar nova ordem global, diz instituto

© AP Photo / Frank AugsteinManifestantes protestam com bandeiras europeias em frente ao Parlamento, em Londres, 20 de fevereiro de 2019
Manifestantes protestam com bandeiras europeias em frente ao Parlamento, em Londres, 20 de fevereiro de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 19.10.2026
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Um influente centro de estudos britânico afirmou que 52% dos eleitores no Reino Unido defendem o retorno à UE, argumentando que o país precisa reforçar sua capacidade de enfrentar desafios geopolíticos, como o conflito ucraniano, a instabilidade nos EUA e a ascensão da China.
O Instituto de Pesquisa em Políticas Públicas (IPPR, na sigla em inglês) do Reino Unido afirmou que o país só conseguirá responder de forma eficaz a crises geopolíticas, como o conflito ucraniano e a instabilidade política nos Estados Unidos, se voltar a integrar a União Europeia (UE), afirmando que o atual contexto internacional exige uma cooperação mais estreita com os parceiros europeus.
O IPPR se tornou a mais recente organização alinhada ao campo trabalhista a defender o retorno ao bloco europeu. Segundo a mídia britânica, a posição surge após o primeiro-ministro britânico Andy Burnham defender uma análise ampla de todas as opções possíveis para o futuro das relações entre Reino Unido e UE.

De acordo com a apuração, o relatório, divulgado poucas semanas depois de um estudo semelhante do Tony Blair Institute, aumenta a pressão sobre Londres para que o reingresso ao bloco seja revisto.

Segundo o diretor-executivo do IPPR, Harry Quilter-Pinner, os esforços recentes para reconstruir laços com a Europa são importantes, mas insuficientes. Ele defende que a adesão à UE representa a melhor alternativa de longo prazo, embora ressalte que isso não signifique convocar imediatamente um novo referendo.
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O think tank argumenta que a estratégia de Burnham de aprofundar a cooperação com Bruxelas sem retornar ao mercado único ou à UE deixa o Reino Unido em posição desfavorável diante das mudanças na ordem global. O documento sustenta que o país precisa ampliar sua influência por meio da integração com outras nações europeias.

Para o IPPR, a tensão com Moscou, a menor previsibilidade de Washington como aliado e a crescente assertividade de Pequim reforçam a necessidade de uma ação conjunta com o bloco europeu, afirmando que "soberania sem a capacidade de exercê-la não é autonomia". O texto argumenta ainda que buscar equilíbrio entre grandes potências é apenas uma estratégia de sobrevivência.

O relatório também sustenta que o cenário mudou profundamente desde o Brexit, em 2020, e que uma eventual volta significaria ingressar em uma UE diferente da que o Reino Unido deixou. Uma pesquisa citada pelo instituto aponta que 52% dos eleitores apoiam o reingresso no bloco, enquanto 29% se declaram contrários.
Ainda assim, o apoio ao retorno mostra-se sensível ao debate migratório. Segundo o levantamento, a aprovação cairia para 47% caso os eleitores fossem convencidos de que a medida aumentaria a imigração.
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