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Flávio impõe exigências a Lula para abrir sigilo e pede dados de familiares, assessores e empresas
Flávio impõe exigências a Lula para abrir sigilo e pede dados de familiares, assessores e empresas
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O senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, condicionou nesta quarta-feira (21) a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico à... 21.10.2026, Sputnik Brasil
2026-10-21T16:14-0300
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Em petição apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio também exigiu a divulgação de gastos do cartão corporativo da Presidência e de agendas institucionais da primeira-dama, Janja Lula da Silva.O documento encaminhado ao ministro André Mendonça prevê a abertura dos dados de Flávio referentes aos últimos 20 anos, além de informações de familiares citados na petição e de empresas de sua propriedade. As exigências feitas a Lula abrangem períodos de mandatos anteriores e a atual gestão federal.Na véspera, Lula havia apresentado ao TSE uma declaração autorizando a abertura de seus sigilos e de familiares referentes aos últimos oito anos, desde que Flávio fizesse o mesmo. O presidente lançou o desafio durante o debate de domingo (18), em meio à disputa eleitoral.Porém, a defesa do senador questionou a iniciativa do petista e afirmou que a proposta não seria suficiente para esclarecer eventuais irregularidades. Segundo os advogados, informações relevantes poderiam estar registradas em nome de terceiros, empresas e pessoas usadas como intermediárias, e não nas contas diretas de Lula.Exigências incluem cartão corporativo e Instituto LulaEntre as condições apresentadas pela campanha de Flávio, também está a autorização para a quebra de sigilo de assessores próximos ao presidente, incluindo Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula. O senador também pediu informações bancárias e fiscais de empresas ligadas a familiares do petista, incluindo sociedades de Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", negócios recentes no exterior, empresas de outros filhos do presidente, o Instituto Lula e a L.I.L.S. Palestras, desde 2003.Flávio exigiu, ainda, a divulgação integral dos registros de visitantes do Palácio do Planalto e de detalhes da reunião entre Lula e Daniel Vorcaro, realizada em dezembro de 2024.No caso das investigações sobre descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o senador pede esclarecimentos sobre as relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger, além de registros de suas entradas em palácios presidenciais e de voos realizados em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). Flávio também solicita a quebra do sigilo do sindicalista Frei Chico, irmão de Lula.Outro ponto da petição envolve os gastos do cartão corporativo da Presidência da República desde janeiro de 2023 e as agendas institucionais de Janja desde o primeiro ano do atual mandato. Ao justificar as exigências, Flávio escreveu que "quem não deve, não recorta" e criticou o que classificou como um "factoide" da campanha petista.Na mesma petição, Flávio afirmou que não é sócio, administrador nem beneficiário da Alcazar Holdings, empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo do candidato do PL. Com base nessa alegação, declarou não dispor de dados bancários e fiscais da companhia.O nome do senador foi cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária pertencente à empresa. Tomaz é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, e Lula havia defendido na terça-feira (20) a quebra dos sigilos da Alcazar Holdings. Por conta disso, o senador é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF).
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Flávio impõe exigências a Lula para abrir sigilo e pede dados de familiares, assessores e empresas
16:14 21.10.2026 (atualizado: 17:14 21.10.2026) O senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, condicionou nesta quarta-feira (21) a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico à abertura de informações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de familiares, assessores e empresas ligadas a pessoas próximas ao petista desde 2003.
Em petição apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio também exigiu a divulgação de
gastos do cartão corporativo da Presidência e de agendas institucionais da primeira-dama, Janja Lula da Silva.
O documento encaminhado ao
ministro André Mendonça prevê a abertura dos dados de Flávio referentes aos últimos 20 anos, além de informações de
familiares citados na petição e de empresas de sua propriedade. As exigências feitas a Lula abrangem períodos de mandatos anteriores e a atual gestão federal.
Na véspera, Lula havia apresentado ao TSE uma declaração autorizando a abertura de seus sigilos e de familiares referentes aos últimos oito anos, desde que Flávio fizesse o mesmo. O presidente lançou o desafio durante o debate de domingo (18), em meio à disputa eleitoral.
Porém, a defesa do senador questionou a iniciativa do petista e afirmou que a proposta não seria suficiente para esclarecer eventuais irregularidades. Segundo os advogados, informações relevantes poderiam estar registradas em nome de terceiros, empresas e pessoas usadas como intermediárias, e não nas contas diretas de Lula.
"Também é desnecessário, porque, caso o candidato estivesse realmente preocupado em levar a verdade aos eleitores, poderia, ele próprio, divulgar os extratos", acrescentou a petição.
Exigências incluem cartão corporativo e Instituto Lula
Entre as condições apresentadas pela campanha de Flávio, também está a autorização para a quebra de sigilo de assessores próximos ao presidente, incluindo Marco Aurélio Santana Ribeiro,
ex-chefe de gabinete de Lula. O senador também pediu informações bancárias e fiscais de empresas ligadas a familiares do petista, incluindo sociedades de Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", negócios recentes no exterior, empresas de outros filhos do presidente, o
Instituto Lula e a L.I.L.S. Palestras, desde 2003.
Flávio exigiu, ainda, a divulgação integral dos
registros de visitantes do Palácio do Planalto e de detalhes da reunião entre Lula e Daniel Vorcaro, realizada em dezembro de 2024.
No caso das investigações sobre descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o senador pede esclarecimentos sobre as relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger, além de registros de suas entradas em palácios presidenciais e de voos realizados em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). Flávio também solicita a quebra do sigilo do sindicalista Frei Chico, irmão de Lula.
Outro ponto da petição envolve os gastos do cartão corporativo da Presidência da República desde janeiro de 2023 e as agendas institucionais de Janja desde o primeiro ano do atual mandato. Ao justificar as exigências, Flávio escreveu que "quem não deve, não recorta" e criticou o que classificou como um "factoide" da campanha petista.
Na mesma petição, Flávio afirmou que não é sócio, administrador nem beneficiário da Alcazar Holdings, empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo do candidato do PL. Com base nessa alegação, declarou não dispor de dados bancários e fiscais da companhia.
O nome do senador foi cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária pertencente à empresa. Tomaz é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, e Lula havia defendido na terça-feira (20) a quebra dos sigilos da Alcazar Holdings. Por conta disso, o senador é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF).
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