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Padilha critica Flávio Bolsonaro sobre o SUS e alerta para 'tesoura do Milei'

© Sputnik Brasil / Paulo FonsecaMinistro da Saúde, Alexandre Padilha, com autoridades e servidores durante visita ao hospital universitário dos Servidores do Estado, no Rio de Janeiro (RJ), em 21 de outubro de 2026
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com autoridades e servidores durante visita ao hospital universitário dos Servidores do Estado, no Rio de Janeiro (RJ), em 21 de outubro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 21.10.2026
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou a proposta do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de levar ao Sistema Único de Saúde (SUS) o que este chamou de "padrão Einstein". Segundo Padilha, a ideia demonstra desconhecimento sobre o funcionamento da saúde pública.

"Primeiro que é um desconhecimento absurdo da saúde pública. Só fala isso quem desconhece a saúde pública."

Padilha destacou que o Einstein realiza cerca de 75 mil internações por ano, com custo superior a R$ 7 bilhões. Segundo ele, por meio de parcerias com o Sistema Único de Saúde (SUS), a instituição já interna mais pacientes da rede pública do que do próprio hospital privado.

"Alguém que fala que vai fazer o mesmo tipo de atendimento que acontece nos hospitais privados, que custa R$ 7 bilhões por ano, e, ao mesmo tempo, fala que vai cortar R$ 250 bilhões do Orçamento, não conhece nada de saúde pública", declarou.

O ministro também associou a proposta de Flávio Bolsonaro à situação dos hospitais federais do Rio de Janeiro durante o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "O padrão do Flávio Bolsonaro é o do apagão dos hospitais federais do Rio", disse.

Risco de cortes no Fies e cita 'tesoura do Milei'

Padilha também alertou sobre os riscos de cortes nos recursos da saúde e da educação para o financiamento estudantil. Ao comentar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o ministro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu que o Estado assumisse o papel de fiador dos estudantes.
Ele destacou ainda a importância do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Mais Médicos para ampliar o acesso ao ensino superior, incluindo iniciativas de inclusão de estudantes de escolas públicas.

"O risco para o Fies são pessoas que são inspiradas na tesoura do Milei quererem vir fazer os cortes na saúde e na educação, e aí não tem perspectiva nenhuma para os estudantes", afirmou Padilha, em referência às propostas de Flávio Bolsonaro baseadas em Javier Milei e à política de redução de gastos do governo argentino.

O ministro defendeu a proteção dos recursos destinados às duas áreas para permitir a continuidade e a ampliação das políticas de acesso à educação.

Visita ao hospital dos Servidores e vistoria de unidades móveis

As declarações foram dadas nesta quarta-feira (21), durante visita de Padilha ao hospital Universitário dos Servidores do Estado, no Rio de Janeiro (RJ), para conhecer a ampliação da estrutura assistencial da unidade, que recebeu 21 novos leitos: 9 na Unidade Pós-Operatória e 12 na enfermaria cirúrgica.
A agenda também incluiu a vistoria de 15 Unidades Móveis de Rua (UMRs) que atendem à população em situação de rua na capital fluminense. Os veículos oferecem suporte a consultas, vacinação, exames e outros cuidados pelo SUS.
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