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Lula e Flávio Bolsonaro fecham acordo para abrir sigilos, mas dependem do TSE
Lula e Flávio Bolsonaro fecham acordo para abrir sigilos, mas dependem do TSE
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As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concordaram, nesta quinta-feira (22), em abrir integralmente e... 22.10.2026, Sputnik Brasil
2026-10-22T15:48-0300
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O acordo foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas a divulgação das informações depende de autorização do ministro André Mendonça, relator do caso. O documento prevê que as autorizações sejam encaminhadas até as 23h59 desta quinta e solicita que o ministro determine a requisição de dados ao Banco Central, a instituições financeiras, à Receita Federal e a operadoras de telefonia.A proposta é que as informações sejam divulgadas simultaneamente em uma plataforma pública, como o DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral.Um dos principais pontos de divergência entre as campanhas foi a inclusão da Alcazar Holdings, empresa sediada na ilha da Madeira e ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. Segundo o senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula, a equipe do adversário resistiu inicialmente à exigência, mas acabou aceitando incluí-la no acordo.A petição apresentada pelo presidente menciona registros encontrados pela Polícia Federal em que Flávio figurava como "usuário máster" de uma conta bancária da empresa em uma instituição privada. O vínculo teria sido encerrado em maio de 2025, após o início da operação Sem Desconto, que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).O documento também cita uma viagem de Flávio em um jato executivo da empresa de Willer Tomaz. Para a campanha petista, esses elementos justificam que os dados da companhia sejam incluídos na divulgação.Mais cedo, a defesa do petista havia afirmado que o presidente "não se opõe a absolutamente nada" em relação à abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. Já a campanha de Flávio informou que será necessária uma autorização de Willer Tomaz para divulgar as informações financeiras da companhia.O documento foi assinado por Lula e por Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora da equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro.
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Lula e Flávio Bolsonaro fecham acordo para abrir sigilos, mas dependem do TSE
15:48 22.10.2026 (atualizado: 16:06 22.10.2026) As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concordaram, nesta quinta-feira (22), em abrir integralmente e de forma simultânea os sigilos bancário, fiscal e telefônico dos candidatos, além de dados de familiares e empresas.
O acordo foi protocolado no
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas
a divulgação das informações depende de autorização do ministro André Mendonça, relator do caso. O documento prevê que as autorizações sejam encaminhadas
até as 23h59 desta quinta e solicita que o ministro determine a requisição de dados ao Banco Central, a instituições financeiras, à Receita Federal e a operadoras de telefonia.
A proposta é que as informações sejam divulgadas simultaneamente em uma plataforma pública, como o DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral.
Um dos principais pontos de divergência entre as campanhas foi a inclusão da
Alcazar Holdings, empresa sediada na ilha da Madeira e ligada ao
advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. Segundo o senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula,
a equipe do adversário resistiu inicialmente à exigência, mas acabou aceitando incluí-la no acordo.
"Infelizmente nós tivemos um embate, agora, para que a empresa ou a relação com Willer Tomaz não ficasse fora desse gesto de transparência. Eles acataram depois de nós não cedermos", afirmou Camilo a jornalistas no TSE.
A petição apresentada pelo presidente menciona registros encontrados pela Polícia Federal em que
Flávio figurava como "usuário máster" de uma conta bancária da empresa em uma instituição privada. O vínculo teria sido encerrado em maio de 2025, após o início da operação Sem Desconto, que investiga fraudes no
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).O documento também cita uma viagem de Flávio em um jato executivo da empresa de Willer Tomaz. Para a campanha petista, esses elementos justificam que os dados da companhia sejam incluídos na divulgação.
"Se, como [o candidato do PL] afirma, nada tem a esconder, não há razão para que a conta da Alcazar fique fora das gavetas que ele mesmo propôs abrir. Quem não deve não recorta", diz a petição de Lula.
Mais cedo, a defesa do petista havia afirmado que o presidente "não se opõe a absolutamente nada" em relação à abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. Já a campanha de Flávio informou que será necessária uma autorização de Willer Tomaz para divulgar as informações financeiras da companhia.
O documento foi assinado por Lula e por Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora da equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro.
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