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Ex-analista do Pentágono afirma que trégua na Ucrânia exige garantias de segurança e legitimidade

© AP Photo / Jacquelyn MartinVladimir Zelensky durante reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Washington D.C., em 11 de julho de 2024
Vladimir Zelensky durante reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Washington D.C., em 11 de julho de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 22.10.2026
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A ex-analista do Pentágono, Karen Kwiatkowski, avalia que propostas de congelar o conflito ucraniano sem garantias de segurança e um acordo abrangente têm poucas chances de sucesso. Em conversa com a Sputnik, ela acredita que a medida beneficiaria Kiev e seus aliados europeus, mas não resolveria questões centrais do conflito defendidas por Moscou.
Vladimir Zelensky e seus apoiadores europeus podem tentar congelar o conflito na Ucrânia sem um acordo abrangente, mas dispõem de pouquíssimos recursos para isso, avalia Karen Kwiatkowski, tenente-coronel reformada da Força Aérea dos EUA e ex-analista do Pentágono, em entrevista à Sputnik.

"Os patrocinadores de Zelensky rejeitam a diplomacia e não conseguem vencer a guerra militarmente. Mas exigir um congelamento não faz sentido sem abordar os problemas mais profundos e os desafios relacionados à legitimidade e à segurança", diz ela.

O cálculo deles é claro: com a aproximação do inverno (Hemisfério Norte), um "congelamento" beneficiaria a Ucrânia, ao mesmo tempo que permitiria aos doadores europeus concentrarem-se em suas próprias necessidades energéticas para o inverno e nos custos de rearmamento, sob menor pressão decorrente do conflito em curso, explica a especialista.
O Kremlin, contudo, declarou que uma interrupção temporária seria ineficaz, insistindo, em vez disso, em um acordo abrangente que ofereça garantias "para as futuras gerações".
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Operação militar especial russa
Rússia se aproxima da vitória no conflito ucraniano, vencendo tanto Kiev como Ocidente, opina especialista

Conflito na Ucrânia está custoso

Governos europeus, empresas e firmas de investimento ocidentais, como a BlackRock, enfrentam agora restrições financeiras mais severas e parecem não ter mais interesse em "reconstruir a Ucrânia como uma fortaleza militar ou como fornecedora de matérias-primas para o Ocidente", observa Kwiatkowski.

"À medida que o interesse deles diminui, surgem novos cenários que favorecem a neutralidade e uma Ucrânia com um território menor; contudo, não vejo esse tema sendo discutido seriamente no Ocidente ainda", afirma.

Encerrando o 'projeto Ucrânia'

A administração Trump parece empenhada em acelerar um acordo para a Ucrânia ainda este ano, em meio a expectativas de que os democratas possam conquistar o controle tanto da Câmara quanto do Senado em 2027, pressionando pela continuidade do financiamento e da assistência militar dos EUA à Ucrânia — o que poderia prolongar o conflito com a Rússia.
"Encerrar o 'projeto Ucrânia' antes da posse do novo Congresso simplificará a agenda [da administração Trump] para 2027", ressalta a analista.
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