CIA mantém apoio de inteligência à Ucrânia apesar de atritos entre Trump e Zelensky, diz mídia

© AP Photo / Kevin Wolf
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A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês) continua a fornecer informações militares à Ucrânia, apesar das tensões públicas entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e Vladimir Zelensky, informou a revista The Atlantic, com base em relatos de funcionários e ex-integrantes do órgão.
Segundo a publicação, o compartilhamento de informações com Kiev mantém o ritmo, mesmo diante das críticas e acusações trocadas pelas lideranças dos dois países.
Os dados fornecidos por Washington permitem que as forças ucranianas realizem ataques em profundidade no território russo, enquanto satélites norte-americanos alertam com antecedência sobre lançamentos de mísseis e drones.
"Entre os funcionários norte-americanos que atuam no terreno, é a CIA que desempenha o papel principal", afirmou à revista um ex-oficial de alto escalão que visita regularmente a Ucrânia.
Um integrante de um dos serviços de inteligência dos países bálticos disse à publicação que a atuação da CIA na Ucrânia parece atualmente "muito mais agressiva" do que durante o governo de Joe Biden.
Conforme a publicação, o diretor da CIA, John Ratcliffe, tem papel central na tentativa de conciliar a posição política de Trump com a continuidade das operações de inteligência em apoio a Kiev.
As fontes ouvidas pela publicação afirmam que o governo norte-americano ainda não suspendeu oficialmente o compartilhamento de informações com a Ucrânia. A CIA, no entanto, sabe que Ratcliffe cumprirá sem questionamentos uma eventual ordem direta de Trump para interromper o apoio, caso o presidente decida adotar essa medida, em resposta aos ataques ucranianos contra refinarias de petróleo russas.


