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Líderes europeus podem sustentar uma disputa comercial com a China?
Líderes europeus podem sustentar uma disputa comercial com a China?
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Em um artigo de opinião contundente, o jornal South China Morning Post argumenta que a União Europeia (UE) se tornou sua própria pior inimiga ao intensificar... 24.10.2026, Sputnik Brasil
2026-10-24T11:16-0300
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Segundo o jornal asiático, é "absurdo" que os líderes europeus decidam abrir uma disputa comercial com a China enquanto, por exemplo, enfrentam uma crescente fricção política com os Estados Unidos e lidam com uma onda de protestos que reflete um profundo descontentamento dos cidadãos.O texto analisa como Bruxelas prepara um mecanismo de kill switch (botão de desligamento) para restringir rapidamente o acesso ao mercado único a países acusados de coerção econômica — uma medida apoiada unanimemente pelos 27 líderes do bloco e que aponta diretamente para Pequim.Na visão da mídia asiática, essa convergência sem precedentes entre os líderes europeus parece mais um sinal de "loucura coletiva" do que de pragmatismo — especialmente após a China ter demonstrado boa vontade em negociações recentes de acordos comerciais e alertado a Europa para que não alimente a ilusão de obter concessões por meio de pressões.A publicação ressalta que a UE atravessa um dos momentos mais precários de sua história recente, marcado por economias estagnadas, perda do poder aquisitivo dos cidadãos e líderes com níveis de popularidade historicamente baixos.O artigo menciona a recente intervenção do prestigiado economista e analista norte-americano Jeffrey Sachs no Parlamento Europeu, na qual ele classificou a retórica bélica europeia como "extremadamente perigosa". Sachs alertou os eurodeputados de que a classe política do Ocidente percebe, de forma equivocada, o desenvolvimento econômico da Ásia como uma ameaça — quando, na verdade, trata-se de um marco histórico que tirou bilhões de pessoas da pobreza, as quais cometeram o "crime" de não querer permanecer pobres.Além disso, o veículo expõe como as dinâmicas históricas de expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e a falta de diplomacia por parte dos aliados de Washington levaram o continente a um impasse geopolítico com a Rússia. O texto explica que o atual conflito na Ucrânia é resultado direto de compromissos não cumpridos e da recusa ocidental em negociar propostas de segurança, mantendo a Europa subordinada às decisões estratégicas da Casa Branca — mesmo quando estas contrariam os seus próprios interesses econômicos e de estabilidade.O artigo conclui ressaltando a necessidade urgente de retomar a verdadeira diplomacia, relembrando a postura de estadistas alemães do passado, como Willy Brandt e Helmut Kohl, que priorizavam o diálogo com os adversários.A análise lamenta que a atual liderança europeia prefira o confronto direto à negociação, ignorando recomendações pragmáticas — como a interrupção da expansão da OTAN e a abertura ao diálogo — que poderiam frear o declínio econômico e político da região.
https://noticiabrasil.net.br/20261022/midia-china-critica-ameaca-de-novas-barreiras-da-ue-e-alerta-para-risco-as-negociacoes-bilaterais-55377233.html
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Líderes europeus podem sustentar uma disputa comercial com a China?
Em um artigo de opinião contundente, o jornal South China Morning Post argumenta que a União Europeia (UE) se tornou sua própria pior inimiga ao intensificar, simultaneamente, múltiplas frentes de conflito geopolítico.
Segundo o jornal asiático,
é "absurdo" que os líderes europeus decidam abrir uma disputa comercial com a China enquanto, por exemplo, enfrentam uma
crescente fricção política com os Estados Unidos e lidam com uma onda de protestos que reflete um profundo descontentamento dos cidadãos.
O texto analisa como Bruxelas prepara um
mecanismo de kill switch (botão de desligamento) para restringir rapidamente o acesso ao mercado único a países acusados de
coerção econômica — uma medida apoiada unanimemente pelos 27 líderes do bloco e que aponta diretamente para Pequim.
Na visão da mídia asiática, essa convergência sem precedentes entre os líderes europeus parece mais um
sinal de "loucura coletiva" do que de pragmatismo — especialmente após a China ter demonstrado boa vontade em negociações recentes de acordos comerciais e alertado a Europa para que não alimente a ilusão de obter concessões
por meio de pressões.
A publicação ressalta que a
UE atravessa um dos momentos mais precários de sua história recente, marcado por
economias estagnadas, perda do poder aquisitivo dos cidadãos e líderes com níveis de popularidade historicamente baixos.
A análise compara a atual onda de descontentamento social em várias capitais europeias a uma espécie de "outono europeu", sugerindo que a população está exausta de líderes incompetentes e arrogantes que — a exemplo da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen — respondem às dificuldades intensificando tensões, em vez de buscar a via diplomática.
O artigo menciona a recente intervenção do prestigiado economista e analista norte-americano Jeffrey Sachs no Parlamento Europeu, na qual ele classificou a
retórica bélica europeia como "extremadamente perigosa". Sachs alertou os eurodeputados de que a classe política do
Ocidente percebe, de forma equivocada, o desenvolvimento econômico da Ásia como uma ameaça — quando, na verdade, trata-se de um marco histórico que tirou bilhões de pessoas da pobreza, as quais cometeram o "crime" de não querer permanecer pobres.
Além disso, o
veículo expõe como as dinâmicas históricas de expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e a falta de diplomacia por parte dos aliados de Washington levaram o continente a um impasse geopolítico com a Rússia. O texto explica que o atual conflito na Ucrânia é resultado direto de
compromissos não cumpridos e da recusa ocidental em negociar propostas de segurança, mantendo a Europa subordinada às decisões estratégicas da Casa Branca — mesmo quando estas contrariam os seus próprios interesses econômicos e de estabilidade.
O artigo conclui ressaltando a necessidade urgente de retomar a verdadeira diplomacia, relembrando a postura de estadistas alemães do passado, como Willy Brandt e Helmut Kohl, que priorizavam o diálogo com os adversários.
A
análise lamenta que a atual liderança europeia prefira o confronto direto à negociação, ignorando recomendações pragmáticas — como a
interrupção da expansão da OTAN e a abertura ao diálogo — que poderiam frear o declínio econômico e político da região.
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