Estudo descarta buracos negros gigantes como principal componente da matéria escura

Estudo descarta buracos negros gigantes como principal componente da matéria escura
Um novo estudo concluiu que buracos negros com massas muito superiores às de galáxias inteiras não constituem um componente principal da matéria escura, a substância invisível que, segundo os modelos atuais, representa a maior parte da matéria do Universo. A pesquisa ajuda a restringir uma das hipóteses mais extremas sobre a natureza desse fenômeno ainda pouco compreendido.
A matéria escura foi proposta para explicar por que as galáxias permanecem coesas apesar de suas altas velocidades de rotação. Sua gravidade adicional impediria que essas estruturas se desintegrassem. Embora se estime que ela corresponda a cerca de cinco sextos de toda a matéria cósmica, sua composição permanece desconhecida e até sua própria existência segue sendo objeto de investigação.
🪐 Entre os possíveis candidatos à matéria escura estão os buracos negros, devido à sua enorme massa e à dificuldade de detectá-los. A nova pesquisa examinou especificamente a hipótese de que ela seja formada por "buracos negros estupendamente grandes", com massas superiores a 100 bilhões de sóis e podendo alcançar entre um e dez quatrilhões de massas solares, tornando-os mais pesados que galáxias inteiras.
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