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Escritório de Flávio recebeu R$ 1,32 mi de banca que defendia sócio do Faraó dos Bitcoins, diz mídia
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O escritório de advocacia do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) recebeu R$ 1,32 milhão de uma banca que atuava na defesa de Tunay Pereira... 25.10.2026, Sputnik Brasil
2026-10-25T01:02-0300
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Conforme a publicação, os pagamentos ocorreram em março de 2024, cerca de um mês antes de Flávio assinar um pedido de habeas corpus em favor de Tunay no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).O portal revelou ainda que documentos bancários mostraram que o escritório Gavioli, Viola & Gomes transferiu R$ 1 milhão ao escritório Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia em 19 de março de 2024. Três dias depois, em 22 de março, houve um segundo repasse, de R$ 320 mil.A reportagem informa que os recursos vieram de honorários advocatícios pagos com valores liberados pela Justiça Federal do Rio de Janeiro. Em 13 de março de 2024, a juíza federal Rosália Monteiro Figueira, da 3ª Vara Federal Criminal do Rio, autorizou a liberação de R$ 12 milhões apreendidos de Tunay durante a Operação Kryptos para o pagamento dos advogados, em cumprimento a uma decisão do TRF-2.A atuação identificada de Flávio Bolsonaro no processo teria se restringido à assinatura de um pedido de habeas corpus apresentado em 22 de abril de 2024, com o objetivo de obter a soltura de Tunay. O documento foi protocolado cerca de um mês depois dos repasses.Esquema bilionário de investimentos em criptomoedasTunay é apontado pelo MPF como sócio de Glaidson Acácio dos Santos e foi um dos principais alvos da Operação Kryptos, que investigou o esquema conduzido pela GAS Consultoria. A empresa prometia retornos fixos de 10% ao mês sob a alegação de que aplicava os recursos dos clientes em operações com bitcoins e outros ativos digitais.Segundo as informações reunidas na investigação, o esquema movimentou cerca de R$ 38 bilhões entre 2015 e 2021, antes de ser desarticulado pela Polícia Federal. A lista de credores da massa falida da GAS Consultoria reúne mais de 77 mil pessoas e empresas. Investigadores ligados ao caso estimam que até 300 mil pessoas possam ter sido prejudicadas.Glaidson foi condenado pela Justiça estadual do Rio de Janeiro a 19 anos e dois meses de prisão por organização criminosa e corrupção ativa, em sentença publicada em outubro de 2025, no âmbito da Operação Novo Egito. Na ação federal relacionada à Operação Kryptos, o Ministério Público Federal já apresentou alegações finais com pedido de condenação.
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Escritório de Flávio recebeu R$ 1,32 mi de banca que defendia sócio do Faraó dos Bitcoins, diz mídia
O escritório de advocacia do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) recebeu R$ 1,32 milhão de uma banca que atuava na defesa de Tunay Pereira Lima, acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ser sócio de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o Faraó dos Bitcoins. A informação foi relevada pelo portal ICL Notícias.
Conforme a publicação, os pagamentos
ocorreram em março de 2024, cerca de um mês antes de Flávio
assinar um pedido de habeas corpus em favor de Tunay no
Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).
O portal revelou ainda que documentos bancários mostraram que o escritório Gavioli, Viola & Gomes transferiu R$ 1 milhão ao
escritório Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia em 19 de março de 2024. Três dias depois, em 22 de março,
houve um segundo repasse, de R$ 320 mil.
A reportagem informa que os recursos vieram de honorários advocatícios pagos com valores liberados pela Justiça Federal do Rio de Janeiro. Em 13 de março de 2024, a juíza federal Rosália Monteiro Figueira, da 3ª Vara Federal Criminal do Rio, autorizou a liberação de R$ 12 milhões apreendidos de Tunay durante a Operação Kryptos para o pagamento dos advogados, em cumprimento a uma decisão do TRF-2.
A atuação identificada de Flávio Bolsonaro no processo teria se restringido à assinatura de um pedido de habeas corpus apresentado em 22 de abril de 2024, com o objetivo de obter a soltura de Tunay. O documento foi protocolado cerca de um mês depois dos repasses.
Esquema bilionário de investimentos em criptomoedas
Tunay é apontado pelo MPF como sócio de Glaidson Acácio dos Santos e foi um dos principais alvos da Operação Kryptos, que investigou o esquema conduzido pela GAS Consultoria. A empresa prometia retornos fixos de 10% ao mês sob a alegação de que aplicava os recursos dos clientes em operações com bitcoins e outros ativos digitais.
Segundo as informações reunidas na investigação, o esquema movimentou
cerca de R$ 38 bilhões entre 2015 e 2021, antes de ser
desarticulado pela Polícia Federal. A lista de credores da massa falida da GAS Consultoria reúne mais de 77 mil pessoas e empresas. Investigadores ligados ao caso estimam que até
300 mil pessoas possam ter sido prejudicadas.
Glaidson foi condenado pela Justiça estadual do Rio de Janeiro a 19 anos e dois meses de prisão por organização criminosa e corrupção ativa, em sentença publicada em outubro de 2025, no âmbito da Operação Novo Egito. Na ação federal relacionada à Operação Kryptos, o Ministério Público Federal já apresentou alegações finais com pedido de condenação.
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