https://noticiabrasil.net.br/20261031/protestos-contra-custo-de-vida-na-franca-terminam-em-confrontos-55725748.html
Protestos contra custo de vida na França terminam em confrontos
Protestos contra custo de vida na França terminam em confrontos
Sputnik Brasil
Manifestações mobilizaram estudantes, sindicatos e integrantes dos Coletes Amarelos; mais de 1,3 mil pessoas foram presas e 53 policiais ficaram feridos... 31.10.2026, Sputnik Brasil
2026-10-31T18:31-0300
2026-10-31T18:31-0300
2026-10-31T18:32-0300
panorama internacional
europa
mundo
emmanuel macron
paris
frança
lyon
ministério do interior
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/0a/1f/55725590_0:0:3071:1728_1920x0_80_0_0_6ba0d88b6288d65d475a9831b7565c67.jpg
Protestos contra o alto custo de vida, a inflação e a precariedade dos serviços públicos reuniram 320 mil pessoas neste sábado (31) em diversas cidades da França e terminaram em confrontos com a polícia. Segundo o Ministério do Interior francês, 70 mil manifestantes participaram dos atos em Paris. Ao todo, mais de 1,3 mil pessoas foram presas e 53 policiais ficaram feridos.As manifestações começaram de forma majoritariamente pacífica, mas as forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo e jatos d'água para dispersar grupos de manifestantes em cidades como Paris, Lyon e Toulouse. Em Marselha, barricadas foram incendiadas, enquanto uma loja teve a fachada depredada em Bordeaux. As autoridades afirmaram que conseguiram evitar saques e incêndios de maior proporção, registrados em mobilizações anteriores.Os atos reuniram estudantes do ensino médio e universitários, sindicatos e integrantes do movimento dos Coletes Amarelos. Além das críticas à alta dos preços dos combustíveis e às dificuldades financeiras das famílias, os manifestantes reivindicam melhores condições de ensino, denunciam a desigualdade social e questionam a atuação do governo do presidente Emmanuel Macron.Segundo o Ministério do Interior, a participação foi menor do que nas duas mobilizações anteriores. Na semana passada, 410 mil pessoas foram às ruas, sendo 110 mil em Paris. Em 17 de outubro, o total chegou a 550 mil manifestantes. Na tentativa de evitar novos episódios de violência, as autoridades mobilizaram 70 mil policiais e militares e realizaram operações preventivas em rodovias, estações ferroviárias e centros urbanos. Em Mulhouse, no leste do país, foram apreendidos 175 artefatos pirotécnicos.A onda de manifestações ganhou força no fim de setembro, quando o governo minoritário de Macron iniciou as negociações sobre o orçamento de 2027. O movimento começou com estudantes que denunciavam a superlotação das salas de aula, a deterioração das condições nas escolas e o sistema de admissão nas universidades, considerado injusto por parte dos jovens. Posteriormente, sindicatos e integrantes dos Coletes Amarelos aderiram à mobilização. O movimento ganhou projeção nacional em 2018, com protestos contra o aumento dos combustíveis e o custo de vida.As promessas do governo de reformar a educação e reduzir os gastos com combustível não foram suficientes para conter a insatisfação. Parte dos manifestantes também passou a denunciar restrições ao direito de protestar e exigir maior proteção às liberdades civis após a resposta policial às mobilizações anteriores.Os protestos franceses também inspiraram manifestações lideradas por jovens da chamada Geração Z em outros países europeus. Neste sábado, foram registrados atos em diferentes cidades da Alemanha e da Itália.
paris
frança
lyon
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
Correspondente da Sputnik captura momentos de conflitos nos protestos em Paris
Sputnik Brasil
Correspondente da Sputnik captura momentos de conflitos nos protestos em Paris
2026-10-31T18:31-0300
true
PT1S
Correspondente da Sputnik captura momentos de conflitos em protestos em Paris
Sputnik Brasil
Correspondente da Sputnik captura momentos de conflitos em protestos em Paris
2026-10-31T18:31-0300
true
PT1S
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/0a/1f/55725590_171:0:2902:2048_1920x0_80_0_0_36e9a7355400ebcbc8600cd5d087eba0.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
europa, mundo, emmanuel macron, paris, frança, lyon, ministério do interior, видео
europa, mundo, emmanuel macron, paris, frança, lyon, ministério do interior, видео
Protestos contra custo de vida na França terminam em confrontos
18:31 31.10.2026 (atualizado: 18:32 31.10.2026) Manifestações mobilizaram estudantes, sindicatos e integrantes dos Coletes Amarelos; mais de 1,3 mil pessoas foram presas e 53 policiais ficaram feridos, segundo as autoridades.
Protestos contra o alto custo de vida, a inflação e a precariedade dos serviços públicos reuniram 320 mil pessoas neste sábado (31) em diversas cidades da França e terminaram em confrontos com a polícia. Segundo o Ministério do Interior francês, 70 mil manifestantes participaram dos atos em Paris. Ao todo, mais de 1,3 mil pessoas foram presas e 53 policiais ficaram feridos.
As manifestações começaram de forma majoritariamente pacífica, mas as forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo e jatos d'água para dispersar grupos de manifestantes em cidades como Paris, Lyon e Toulouse. Em Marselha, barricadas foram incendiadas, enquanto uma loja teve a fachada depredada em Bordeaux. As autoridades afirmaram que conseguiram evitar saques e incêndios de maior proporção, registrados em mobilizações anteriores.
Os atos reuniram estudantes do ensino médio e universitários, sindicatos e integrantes do movimento dos Coletes Amarelos. Além das críticas à
alta dos preços dos combustíveis e às dificuldades financeiras das famílias, os manifestantes reivindicam
melhores condições de ensino, denunciam a desigualdade social e questionam a atuação do governo do
presidente Emmanuel Macron.Segundo o Ministério do Interior, a participação foi menor do que nas duas mobilizações anteriores. Na semana passada, 410 mil pessoas foram às ruas, sendo 110 mil em Paris. Em 17 de outubro, o total chegou a 550 mil manifestantes. Na tentativa de evitar novos episódios de violência, as autoridades mobilizaram 70 mil policiais e militares e realizaram operações preventivas em rodovias, estações ferroviárias e centros urbanos. Em Mulhouse, no leste do país, foram apreendidos 175 artefatos pirotécnicos.
A onda de manifestações ganhou força no fim de setembro, quando o governo minoritário de Macron iniciou as negociações sobre o orçamento de 2027. O movimento começou com estudantes que denunciavam a superlotação das salas de aula, a deterioração das condições nas escolas e o sistema de admissão nas universidades, considerado injusto por parte dos jovens.
Posteriormente, sindicatos e integrantes dos Coletes Amarelos aderiram à mobilização. O movimento ganhou projeção nacional em 2018, com protestos contra o aumento dos combustíveis e o custo de vida.
As promessas do governo de reformar a educação e reduzir os gastos com combustível não foram suficientes para conter a insatisfação. Parte dos manifestantes também passou a denunciar restrições ao direito de protestar e exigir maior proteção às liberdades civis após a resposta policial às mobilizações anteriores.
Os
protestos franceses também
inspiraram manifestações lideradas por jovens da chamada Geração Z em outros países europeus. Neste sábado, foram registrados atos em
diferentes cidades da Alemanha e da Itália.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).