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Após reeleição de Lula, PT dá sinais de preparar novo plano para combater a dívida pública
Após reeleição de Lula, PT dá sinais de preparar novo plano para combater a dívida pública
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Após reeleição de Lula, o Partido dos Trabalhadores reforça o debate sobre os juros como principal fator de desequilíbrio fiscal; André Lara Resende deve se... 01.11.2026, Sputnik Brasil
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O Partido dos Trabalhadores (PT) dá sinais de preparar uma nova abordagem para combater o crescimento da dívida pública brasileira após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma das indicações é a manifestação da deputada federal Gleisi Hoffmann, que compartilhou nas redes sociais um artigo do economista André Lara Resende, crítico da atual política monetária e defensor de uma redução expressiva da taxa básica de juros (Selic).À Folha de S. Paulo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan afirmou que não está previsto nenhuma visita de Lara Resende ao presidente, e que nem a pasta nem o Planalto estão considerando medidas similares às defendidas pelo economista.Na publicação, Gleisi classificou o texto, divulgado em 25 de setembro, como fundamental para enfrentar o que chamou de "ofensiva terrorista sobre a política fiscal brasileira". A deputada federal, que já foi presidente do PT, reproduziu trechos em que o economista responsabiliza o Banco Central pelos juros elevados e questiona a interpretação de que o desequilíbrio das contas públicas decorre principalmente dos gastos primários do governo.O economista também criticou a imprensa e analistas do mercado financeiro por, segundo ele, atribuírem excessiva responsabilidade aos gastos públicos, sem considerar o peso das despesas com juros no endividamento estatal.Proposta de Lara ResendeUm dos formuladores dos planos Cruzado e Real, Lara Resende defende uma reformulação da condução das políticas fiscal e monetária no Brasil. Em seu artigo, o economista sustenta que, embora o governo precise melhorar a qualidade dos gastos e revisar subsídios, cortes nas despesas primárias não seriam suficientes para estabilizar a dívida enquanto os juros permanecerem muito acima do crescimento da economia.Entre as propostas está a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional (CFMN), responsável por estabelecer diretrizes integradas para as políticas fiscal e monetária em períodos de quatro a cinco anos. O Banco Central manteria a gestão operacional, mas passaria a seguir metas conjuntas para juros, inflação e sustentabilidade das contas públicas.O texto também prevê estabelecer a Selic permanentemente dentro de um intervalo definido pela a meta de inflação, atualmente em 3%, e o crescimento nominal do PIB, hoje em 5,5%. Considerando a transição para o novo modelo, Lara Resende sugere uma redução da taxa básica de juros para 7,5% nos próximos 12 meses, antes da convergência para o modelo citado.Segundo os cálculos apresentados pelo economista, a redução dos juros diminuiria o custo de financiamento da dívida pública e poderia gerar uma economia anual significativa para o Estado. Ele também reconhece riscos relacionados à saída de capitais e à desvalorização cambial, defendendo o uso das reservas internacionais para conter oscilações bruscas.
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Após reeleição de Lula, PT dá sinais de preparar novo plano para combater a dívida pública
19:55 01.11.2026 (atualizado: 22:35 01.11.2026) Após reeleição de Lula, o Partido dos Trabalhadores reforça o debate sobre os juros como principal fator de desequilíbrio fiscal; André Lara Resende deve se reunir com presidente.
O Partido dos Trabalhadores (PT) dá sinais de
preparar uma nova abordagem para combater o crescimento da dívida pública brasileira após a
reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma das indicações é a manifestação da deputada federal
Gleisi Hoffmann, que compartilhou nas redes sociais um artigo do economista André Lara Resende, crítico da atual política monetária e defensor de uma redução expressiva da taxa básica de juros (Selic).
Um dos criadores do Plano Real, André Lara Resende defende uma política econômica crítica à ortodoxia dos mercados. Segundo informações do O Globo, o economista teria um encontro marcado com Lula nesta semana.
À Folha de S. Paulo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan
afirmou que não está previsto nenhuma visita de Lara Resende ao presidente, e que nem a pasta nem o Planalto estão considerando medidas similares às defendidas pelo economista.
Na publicação, Gleisi
classificou o texto, divulgado em 25 de setembro, como fundamental para enfrentar o que chamou de
"ofensiva terrorista sobre a política fiscal brasileira".
A deputada federal, que já foi presidente do PT, reproduziu trechos em que o economista responsabiliza o Banco Central pelos juros elevados e questiona a interpretação de que o desequilíbrio das contas públicas decorre principalmente dos gastos primários do governo.
"Acuso o Banco Central de sustentar, em nome de uma teoria anacrônica, a taxa de juros que é a principal causa do desequilíbrio fiscal que diz combater", escreveu Lara Resende no artigo.
O economista também criticou a imprensa e analistas do mercado financeiro por, segundo ele, atribuírem excessiva responsabilidade aos gastos públicos, sem considerar o peso das despesas com juros no
endividamento estatal.Um dos formuladores dos planos Cruzado e Real, Lara Resende defende uma reformulação da condução das políticas fiscal e monetária no Brasil. Em seu artigo, o economista sustenta que, embora o governo precise melhorar a qualidade dos gastos e revisar subsídios, cortes nas despesas primárias não seriam suficientes para estabilizar a dívida enquanto os juros permanecerem muito acima do crescimento da economia.
Entre as propostas está a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional (CFMN), responsável por estabelecer diretrizes integradas para as políticas fiscal e monetária em períodos de quatro a cinco anos. O Banco Central manteria a gestão operacional, mas passaria a seguir metas conjuntas para juros, inflação e sustentabilidade das contas públicas.
O texto também prevê estabelecer a Selic permanentemente dentro de um intervalo definido pela a meta de inflação, atualmente em 3%, e o crescimento nominal do PIB, hoje em 5,5%. Considerando a transição para o novo modelo, Lara Resende sugere uma redução da taxa básica de juros para 7,5% nos próximos 12 meses, antes da convergência para o modelo citado.
Segundo os cálculos apresentados pelo economista, a redução dos juros diminuiria o custo de financiamento da dívida pública e poderia gerar uma economia anual significativa para o Estado. Ele também reconhece riscos relacionados à saída de capitais e à desvalorização cambial, defendendo o uso das reservas internacionais para conter oscilações bruscas.
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