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Mídia: eleições de meio de mantado nos EUA podem redefinir força de Trump e impactar dólar e Brasil

© AP Photo / Sarah RankinEleitores votaram no condado de Henrico, na Virgínia, no primeiro dia de votação presencial para as eleições de meio de mandato deste ano, 18 de setembro de 2026
Eleitores votaram no condado de Henrico, na Virgínia, no primeiro dia de votação presencial para as eleições de meio de mandato deste ano, 18 de setembro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 02.11.2026
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As eleições de meio de mandato dos EUA podem redefinir o controle do Congresso e impor obstáculos à agenda econômica de Donald Trump.
Com democratas favoritos para conquistar ao menos a Câmara e avançar no Senado, o resultado pode influenciar gastos, impostos e juros nos EUA, além de afetar o dólar, investimentos e o mercado financeiro brasileiro.
As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para esta terça-feira (3), podem alterar significativamente o cenário político em Washington e afetar a agenda econômica do presidente Donald Trump. Embora o mandato presidencial não esteja em disputa, o controle do Congresso será redefinido, com a renovação de todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e de 35 das 100 vagas do Senado.

O resultado poderá determinar quanto espaço o governo terá para aprovar medidas relacionadas a gastos públicos, impostos, regulação econômica e comércio exterior.

Segundo um portal de notícias brasileiro, as projeções indicam um ambiente desfavorável aos republicanos com estimativa de 239 cadeiras democratas contra 196 dos republicanos. No Senado, a disputa é mais equilibrada, mas os democratas também aparecem à frente, com projeção de 51 das 100 vagas, aponta a apuração.
Economistas consultados pela mídia atribuem parte desse desgaste da popularidade de Donald Trump ao aumento do custo de vida nos Estados Unidos, especialmente dos combustíveis. A gasolina permanece acima de US$ 4,00 (R$ 21,77) por galão e o diesel supera US$ 6,00 (R$ 32,65), fatores que ampliaram a insatisfação dos eleitores.
Para analistas, a retomada de pelo menos uma das Casas pelos democratas já seria suficiente para impor obstáculos à agenda legislativa da Casa Branca nos dois anos seguintes. Uma eventual "onda azul", expressão usada para descrever a conquista simultânea da Câmara e do Senado pelos democratas, ampliaria significativamente o poder da oposição.
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Nesse cenário, os democratas passariam a controlar a pauta legislativa, comandar comissões de fiscalização e exercer maior influência sobre a confirmação de indicados do governo para instituições estratégicas, como a Reserva Federal (Fed) e a Suprema Corte. Além disso, aumentariam as condições para investigações e confrontos políticos com o Executivo.
Mesmo um resultado mais limitado, com os democratas assumindo apenas a Câmara, já reduziria a capacidade de Trump de aprovar projetos e obter recursos para suas prioridades.
Os mercados acompanham a disputa de perto porque as decisões do Congresso influenciam a trajetória fiscal dos Estados Unidos. Um Congresso alinhado a Trump poderia facilitar cortes de impostos, medidas de desregulamentação e políticas comerciais mais agressivas.
Caso essas iniciativas ampliem o déficit público, poderiam elevar as pressões inflacionárias e os juros de longo prazo norte-americanos, fortalecendo o dólar e aumentando a atratividade dos títulos do Tesouro dos EUA para investidores globais.
Para o Brasil, os efeitos seriam sentidos principalmente por meio do câmbio e dos fluxos financeiros. Juros mais altos nos Estados Unidos tendem a atrair capitais hoje destinados a mercados emergentes, reduzindo a entrada de recursos no país.
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Esse movimento normalmente pressiona a cotação do dólar, eleva as taxas de juros futuras no país e encarece o crédito para empresas e consumidores. Por outro lado, uma vitória democrata poderia limitar novas iniciativas de expansão fiscal, aliviar a pressão sobre os juros norte-americanos e tornar mercados emergentes mais atraentes para investidores.

Outro fator que preocupa o mercado é a relação entre Trump e o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo analistas consultados pela apuração, a combinação de um eventual fortalecimento republicano com uma relação política mais tensa entre Washington e Brasília pode aumentar o risco de novos atritos comerciais.

Entretanto, ainda que o Congresso influencie parte desse processo, Trump continua dispondo de instrumentos legais para impor tarifas sobre produtos estrangeiros, mantendo um elemento adicional de incerteza para a economia brasileira.
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