- Sputnik Brasil, 1920
Ciência e sociedade
As principais notícias, reportagens e artigos sobre sociedade e avanços científicos.

Companheira de Betelgeuse atravessa sua atmosfera e intriga astrônomos (IMAGENS)

© Foto / NSF/AUI/NSF NRAO/M. WeissEsta ilustração artística mostra a estrela companheira Siwarha — menor e mais quente — criando uma perturbação semelhante a uma esteira na atmosfera externa de Betelgeuse, à medida que orbita atravessando-a diretamente. O formato da própria Betelgeuse torna-se levemente alongado como resultado das perturbações causadas por Siwarha
Esta ilustração artística mostra a estrela companheira Siwarha — menor e mais quente — criando uma perturbação semelhante a uma esteira na atmosfera externa de Betelgeuse, à medida que orbita atravessando-a diretamente. O formato da própria Betelgeuse torna-se levemente alongado como resultado das perturbações causadas por Siwarha - Sputnik Brasil, 1920, 02.11.2026
Nos siga no
Novas observações por rádio revelaram que a estrela companheira de Betelgeuse atravessa a atmosfera da supergigante vermelha e altera seu formato ao longo da órbita. O fenômeno ajuda a explicar antigos mistérios sobre a variação de brilho da estrela e pode lançar luz sobre seus estágios finais de evolução.
Novas observações revelaram que a estrela Betelgeuse abriga um fenômeno incomum provocado por sua companheira estelar, Siwarha. A pequena estrela orbita tão próxima da supergigante vermelha que atravessa sua extensa atmosfera, produzindo um efeito comparado ao rastro deixado por uma lancha sobre a água.
Betelgeuse, localizada a cerca de 650 anos-luz da Terra na constelação de Órion, tem seu nome derivado de uma expressão árabe que significa "a mão de al-Jawza", um antigo termo árabe associado a uma figura celeste. Em referência a isso, os cientistas batizaram sua companheira de Siwarha, termo que pode ser traduzido como "sua pulseira".
© Foto / ESO/M. Montargès et al.A estrela supergigante vermelha Betelgeuse, na constelação de Órion, tem passado por um processo de escurecimento sem precedentes. Esta imagem impressionante da superfície da estrela foi obtida com o instrumento SPHERE, no Very Large Telescope do ESO, em janeiro de 2019 — antes de a estrela começar a escurecer.
A estrela supergigante vermelha Betelgeuse, na constelação de Órion, tem passado por um processo de escurecimento sem precedentes. Esta imagem impressionante da superfície da estrela foi obtida com o instrumento SPHERE, no Very Large Telescope do ESO, em janeiro de 2019 — antes de a estrela começar a escurecer - Sputnik Brasil
1/2
A estrela supergigante vermelha Betelgeuse, na constelação de Órion, tem passado por um processo de escurecimento sem precedentes. Esta imagem impressionante da superfície da estrela foi obtida com o instrumento SPHERE, no Very Large Telescope do ESO, em janeiro de 2019 — antes de a estrela começar a escurecer.
© Foto / ALMA(ESO/NAOJ/NRAO)/W. Dent et al.Imagem obtida com o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), revela uma das visões mais detalhadas já registradas da superfície de Betelgeuse — a famosa estrela alaranjada na constelação de Órion, situada a 600 anos-luz de distância.
Imagem obtida com o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), revela uma das visões mais detalhadas já registradas da superfície de Betelgeuse — a famosa estrela alaranjada na constelação de Órion, situada a 600 anos-luz de distância - Sputnik Brasil
2/2
Imagem obtida com o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), revela uma das visões mais detalhadas já registradas da superfície de Betelgeuse — a famosa estrela alaranjada na constelação de Órion, situada a 600 anos-luz de distância.
1/2
A estrela supergigante vermelha Betelgeuse, na constelação de Órion, tem passado por um processo de escurecimento sem precedentes. Esta imagem impressionante da superfície da estrela foi obtida com o instrumento SPHERE, no Very Large Telescope do ESO, em janeiro de 2019 — antes de a estrela começar a escurecer.
2/2
Imagem obtida com o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), revela uma das visões mais detalhadas já registradas da superfície de Betelgeuse — a famosa estrela alaranjada na constelação de Órion, situada a 600 anos-luz de distância.
O estudo, liderado por pesquisadores do MIT, utilizou dados coletados entre 2021 e 2026 pelos radiotelescópios Very Large Array, nos Estados Unidos, e ALMA, no Chile. As observações mostraram que a atmosfera de Betelgeuse muda de forma conforme a posição de Siwarha em sua órbita.
Segundo os cientistas, a atmosfera da supergigante assume um formato mais oval quando a companheira está mais distante e se torna mais arredondada quando ela passa à frente ou atrás da estrela. Embora Siwarha seja fraca demais para ser detectada diretamente por rádio, sua influência pode ser identificada pelas alterações provocadas na estrela principal.
Impressão artística mostra a evolução de moléculas pesadas de água (H2O, HDO e D2O) conforme foram observadas em nuvens moleculares gigantes, em um disco de formação de planetas e em cometas, antes que eventualmente chegassem à Terra - Sputnik Brasil, 1920, 31.10.2026
Ciência e sociedade
Estudo revela se os cometas poderiam ter sido os responsáveis pelo surgimento de vida na Terra
Os dados também indicam que Betelgeuse se recuperou em grande parte do chamado "Grande Escurecimento", observado em 2020, quando sua luminosidade caiu ao menor nível em mais de um século após uma enorme ejeção de gás e poeira. A estrela também apresenta um ciclo de variação de brilho de cerca de 2.100 dias, um dos mistérios que motivaram a busca por uma companheira próxima.
Os pesquisadores avaliam que novas observações vão ser necessárias para acompanhar uma parcela maior da órbita de Siwarha e confirmar os efeitos detectados, especialmente com o telescópio Next Generation Very Large Array, quando será possível monitorar de forma mais detalhada e compreender como estrelas supergigantes perdem matéria no fim de suas vidas e como companheiras próximas influenciam esse processo.
Logo da emissora Sputnik - Sputnik Brasil
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!

Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.

Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала