https://noticiabrasil.net.br/20261102/midterms-5-fatores-externos-que-podem-influenciar-as-eleicoes-legislativas-dos-eua-55747739.html
Midterms: 5 fatores externos que podem influenciar as eleições legislativas dos EUA
Midterms: 5 fatores externos que podem influenciar as eleições legislativas dos EUA
Sputnik Brasil
Marcadas para esta terça-feira, 3 de novembro de 2026, as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, conhecidas como midterms, vão definir a composição do... 02.11.2026, Sputnik Brasil
2026-11-02T15:20-0300
2026-11-02T15:20-0300
2026-11-02T15:20-0300
panorama internacional
américas
rússia
donald trump
israel
estados unidos
ucrânia
câmara dos representantes
partido republicano
congresso
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/0b/01/55748028_0:321:3071:2048_1920x0_80_0_0_08a7aa1aee96d7c7a5184a4b57e72c00.jpg
Os eleitores escolherão os 435 deputados da Câmara dos Representantes e 35 senadores, além de votarem em disputas estaduais importantes.O Partido Republicano, de Trump, se empenha em manter a estreita maioria que detém nas duas casas, já o Partido Democrata busca conquistar espaço no Congresso para limitar a agenda do governo, ampliar a fiscalização sobre a Casa Branca e influenciar decisões sobre imigração, economia, política externa e gastos públicos. A Sputnik Brasil listou cinto fatos externos que podem influenciar as eleições legislativas dos EUA.A guerra contra o Irã e o risco de escalada militarEm fevereiro de 2026, Trump iniciou operações militares contra o Irã em uma ofensiva conjunta com Israel. O conflito provocou retaliações iranianas e restrições à circulação de navios no estreito de Ormuz.Uma pesquisa Reuters/Ipsos publicada em outubro apontou que 54% dos norte-americanos entrevistados consideravam que a guerra não tinha valido a pena.A mídia estadunidense informou que o governo Trump não descarta novos ataques ao Irã após as eleições e já alertaram aliados sobre a possibilidade.O conflito coloca em discussão uma contradição de Trump, que prometeu, durante a campanha presidencial, evitar novas guerras e o envolvimento militar norte-americano no Oriente Médio. Também abre espaço para questionamentos sobre gastos militares e autorização do Congresso.A crise energética e a alta dos combustíveisO estreito de Ormuz concentra uma parcela significativa do comércio mundial de petróleo e gás. A guerra provocou interrupções no transporte marítimo e na oferta internacional de energia.O preço médio da gasolina nos EUA voltou a ultrapassar US$ 4 por galão (cerca de R$ 21). Em setembro, a inflação norte-americana anual chegou a 3,7%, com a gasolina respondendo por mais da metade da alta mensal do índice.O eleitor pode não acompanhar os detalhes da guerra, mas sente seus efeitos no posto de gasolina, no supermercado e nas contas domésticas. A associação entre decisões internacionais e custo de vida é um dos elementos centrais da disputa eleitoral.A guerra comercial e as tarifas de TrumpA política tarifária de Trump também se tornou um problema eleitoral. O presidente estadunidense ampliou tarifas sobre produtos de adversários e parceiros comerciais dos Estados Unidos.As medidas atingem diferentes setores e países, incluindo importantes parceiros econômicos. O Tax Policy Center estimou que as tarifas vigentes poderiam representar um custo médio de aproximadamente US$ 920 (cerca de R$ 5 mil) por família americana em 2026.Algumas tarifas foram derrubadas pela Suprema Corte do país e pelo Tribunal de Comércio Internacional, por questões relacionadas à autoridade do Executivo.A Casa Branca defende as tarifas como instrumentos de proteção da indústria norte-americana e geração de empregos. Entretanto, consumidores e empresas questionam o aumento dos custos. A questão é particularmente relevante porque o discurso de Trump sobre proteção econômica precisa ser confrontado com o impacto efetivo das medidas no orçamento das famílias.O conflito na UcrâniaOutro ponto de tensão é a condução do governo Trump da situação entre Rússia e Ucrânia. Trump praticamente interrompeu a assistência financeira e militar direta dos Estados Unidos a Kiev relacionadas ao conflito com Moscou. Ele também suspendeu sanções sobre exportações russas de diesel e flexibilizou restrições sobre a energia russa. A pressão norte-americana sobre os ucranianos para interromper ataques contra refinarias russas provocou críticas. Essas decisões também geraram divergências dentro do próprio Partido Republicano.Somado a isso, o Partido Democrata, favorável ao apoio a Kiev, pode questionar a aproximação de Trump com Moscou e a redução do apoio à Ucrânia. Caso os democratas conquistem maioria no Congresso, poderão tentar aprovar novos pacotes de assistência militar e financeira a Kiev.Israel, Gaza e a assistência militar norte-americanaA guerra em Gaza, as mortes de civis palestinos e a violência na Cisjordânia ocupada ampliaram a oposição ao apoio militar norte-americano a Israel.Neste ano, quase metade dos deputados democratas da Câmara dos Representantes votou a favor de uma iniciativa para interromper a assistência militar a Israel. Uma eventual maioria democrata no Congresso poderia tentar limitar ou até interromper parte da assistência militar a Israel, criando um novo embate com a Casa Branca.O tema também evidencia divisões dentro do eleitorado democrata e entre parlamentares sobre a política norte-americana para o Oriente Médio.
https://noticiabrasil.net.br/20261020/comparecimento-as-urnas-sera-decisivo-nas-eleicoes-de-meio-de-mandato-nos-eua-diz-analista-55324385.html
https://noticiabrasil.net.br/20261028/possivel-avanco-democrata-no-congresso-pode-limitar-agenda-externa-de-trump-diz-analista-55622326.html
israel
estados unidos
ucrânia
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/0b/01/55748028_340:0:3071:2048_1920x0_80_0_0_9887fe4e5f01b0383495affd2c75e105.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
américas, rússia, donald trump, israel, estados unidos, ucrânia, câmara dos representantes, partido republicano, congresso, casa branca, eleições legislativas, eleições legislativas dos eua, lista, sputnik brasil
américas, rússia, donald trump, israel, estados unidos, ucrânia, câmara dos representantes, partido republicano, congresso, casa branca, eleições legislativas, eleições legislativas dos eua, lista, sputnik brasil
Midterms: 5 fatores externos que podem influenciar as eleições legislativas dos EUA
Redação
Equipe da Sputnik Brasil
Marcadas para esta terça-feira, 3 de novembro de 2026, as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, conhecidas como midterms, vão definir a composição do Congresso e testar a força política do presidente norte-americano, Donald Trump, na segunda metade de seu mandato.
Os eleitores escolherão os 435 deputados da Câmara dos Representantes e 35 senadores, além de votarem em disputas estaduais importantes.
O Partido Republicano, de Trump, se empenha em
manter a estreita maioria que detém nas duas casas, já
o Partido Democrata busca conquistar espaço no Congresso para limitar a agenda do governo, ampliar a fiscalização sobre a Casa Branca e influenciar decisões sobre imigração, economia, política externa e gastos públicos.
A
Sputnik Brasil listou cinto fatos externos que podem influenciar as
eleições legislativas dos EUA.
A guerra contra o Irã e o risco de escalada militar
Em fevereiro de 2026, Trump iniciou operações militares contra o Irã em uma ofensiva conjunta com Israel. O conflito provocou retaliações iranianas e restrições à circulação de navios no estreito de Ormuz.
Uma pesquisa Reuters/Ipsos publicada em outubro apontou que 54% dos norte-americanos entrevistados consideravam que a guerra não tinha valido a pena.
A mídia estadunidense informou que o governo Trump não descarta novos ataques ao Irã após as eleições e já alertaram aliados sobre a possibilidade.
O conflito coloca em discussão uma contradição de Trump, que prometeu, durante a campanha presidencial, evitar novas guerras e o envolvimento militar norte-americano no Oriente Médio. Também abre espaço para questionamentos sobre gastos militares e autorização do Congresso.
A crise energética e a alta dos combustíveis
O estreito de Ormuz concentra uma parcela significativa do comércio mundial de petróleo e gás. A guerra provocou interrupções no transporte marítimo e na oferta internacional de energia.
O preço médio da gasolina nos EUA voltou a ultrapassar US$ 4 por galão (cerca de R$ 21). Em setembro, a inflação norte-americana anual chegou a 3,7%, com a gasolina respondendo por mais da metade da alta mensal do índice.
O eleitor pode não acompanhar os detalhes da guerra, mas sente seus efeitos no posto de gasolina, no supermercado e nas contas domésticas. A associação entre decisões internacionais e custo de vida é um dos elementos centrais da disputa eleitoral.
A guerra comercial e as tarifas de Trump
A
política tarifária de Trump também se tornou um problema eleitoral. O presidente estadunidense
ampliou tarifas sobre produtos de adversários e parceiros comerciais dos Estados Unidos.
As medidas atingem diferentes setores e países, incluindo importantes parceiros econômicos. O Tax Policy Center estimou que as tarifas vigentes poderiam representar um custo médio de aproximadamente US$ 920 (cerca de R$ 5 mil) por família americana em 2026.
Algumas tarifas foram derrubadas pela Suprema Corte do país e pelo Tribunal de Comércio Internacional, por questões relacionadas à autoridade do Executivo.
A Casa Branca defende as tarifas como instrumentos de proteção da indústria norte-americana e geração de empregos. Entretanto, consumidores e empresas questionam o aumento dos custos. A questão é particularmente relevante porque o discurso de Trump sobre proteção econômica precisa ser confrontado com o impacto efetivo das medidas no orçamento das famílias.
Outro ponto de tensão é a condução do governo Trump da situação entre Rússia e Ucrânia. Trump praticamente interrompeu a assistência financeira e militar direta dos Estados Unidos a Kiev relacionadas ao conflito com Moscou. Ele também suspendeu sanções sobre exportações russas de diesel e flexibilizou restrições sobre a energia russa.
A pressão norte-americana sobre os ucranianos para interromper ataques contra refinarias russas provocou críticas. Essas decisões também geraram divergências dentro do próprio Partido Republicano.
Somado a isso, o Partido Democrata, favorável ao apoio a Kiev, pode questionar a aproximação de Trump com Moscou e a redução do apoio à Ucrânia. Caso os democratas conquistem maioria no Congresso, poderão tentar aprovar novos pacotes de assistência militar e financeira a Kiev.
Israel, Gaza e a assistência militar norte-americana
A guerra em Gaza, as mortes de civis palestinos e a violência na Cisjordânia ocupada ampliaram a oposição ao apoio militar norte-americano a Israel.
Neste ano, quase metade dos deputados democratas da Câmara dos Representantes votou a favor de uma iniciativa para interromper a assistência militar a Israel. Uma eventual maioria democrata no Congresso poderia tentar limitar ou até interromper parte da assistência militar a Israel, criando um novo embate com a Casa Branca.
O tema também evidencia divisões dentro do eleitorado democrata e entre parlamentares sobre a política norte-americana para o Oriente Médio.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).