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'Estratégia para enfraquecer a Rússia fracassou', avalia pesquisador argentino
'Estratégia para enfraquecer a Rússia fracassou', avalia pesquisador argentino
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Especialista aponta que setores do establishment anglo-saxão defendiam, desde o fim da União Soviética, afastar Moscou de sua antiga zona de influência e até... 03.11.2026, Sputnik Brasil
2026-11-03T17:35-0300
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Após o fim da União Soviética, setores do establishment anglo-saxão passaram a defender não apenas o afastamento da Rússia de sua antiga zona de influência, mas também propostas de fragmentação de seu território. Segundo o pesquisador argentino Gabriel Merino, essas iniciativas buscavam enfraquecer estruturalmente Moscou e reduzir seu peso geopolítico na Eurásia.Em entrevista à Radio Sputnik Mundo, Merino relembrou que Paul Wolfowitz, ex-subsecretário de Defesa dos Estados Unidos e um dos principais nomes do movimento neoconservador norte-americano, já defendia essa estratégia em 1992, poucos meses após a dissolução da União Soviética.Em artigo publicado no The New York Times, Wolfowitz teria argumentado que, apesar de enfraquecida, a Rússia ainda era grande demais e poderia voltar a se tornar uma grande potência.Segundo o pesquisador, a proposta consistia em colocar as antigas repúblicas soviéticas, como Ucrânia, Belarus, Geórgia, Países Bálticos e nações da Ásia Central, sob influência ocidental, afastando-as de Moscou. Versões mais radicalizadas da estratégia chegaram a defender a própria divisão do território russo como forma de solucionar o que Merino descreve como o dilema geopolítico do espaço médio-eurasiático.O pesquisador, porém, avalia que as tentativas de enfraquecer estruturalmente a Rússia não alcançaram os resultados esperados. Como exemplo, citou um estudo da Rand Corporation, publicado em 2019, que defendia medidas para sobrecarregar e desestabilizar Moscou, incluindo o aprofundamento do conflito na Ucrânia e a pressão econômica por meio de sanções."Essa estratégia de enfraquecer estruturalmente a Rússia não só não tem funcionado, como hoje a Rússia se posicionou como uma das grandes potências mundiais, um degrau abaixo dos Estados Unidos e da China."O pesquisador acrescentou que a economia russa, em termos de paridade de poder de compra, já supera a do Japão e a da Alemanha, contrariando as expectativas de desestabilização econômica associadas à estratégia de pressão ocidental.
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Propostas de divisão da Rússia marcaram setores do establishment anglo-saxão, afirma pesquisador
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Propostas de divisão da Rússia marcaram setores do establishment anglo-saxão, afirma pesquisador.
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Rússia mantém força econômica apesar das tentativas ocidentais de enfraquecimento, segundo pesquisador
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Rússia mantém força econômica apesar das tentativas ocidentais de enfraquecimento, segundo pesquisador.
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'Estratégia para enfraquecer a Rússia fracassou', avalia pesquisador argentino
17:35 03.11.2026 (atualizado: 19:57 03.11.2026) Especialista aponta que setores do establishment anglo-saxão defendiam, desde o fim da União Soviética, afastar Moscou de sua antiga zona de influência e até fragmentar seu território. Pesquisador cita estudo que previa a desestabilização russa por meio do conflito na Ucrânia e de sanções econômicas.
Após o fim da União Soviética, setores do establishment anglo-saxão passaram a defender não apenas o afastamento da Rússia de sua antiga zona de influência, mas também propostas de fragmentação de seu território. Segundo o pesquisador argentino
Gabriel Merino, essas iniciativas buscavam
enfraquecer estruturalmente Moscou e reduzir seu peso geopolítico na Eurásia.
Em entrevista à Radio Sputnik Mundo, Merino relembrou que Paul Wolfowitz, ex-subsecretário de Defesa dos Estados Unidos e um dos principais nomes do movimento neoconservador norte-americano, já defendia essa estratégia em 1992, poucos meses após a dissolução da União Soviética.
Em artigo publicado no The New York Times, Wolfowitz teria argumentado que, apesar de enfraquecida,
a Rússia ainda era grande demais e poderia voltar a se tornar uma grande potência.
Segundo o pesquisador, a proposta consistia em colocar as antigas repúblicas soviéticas, como Ucrânia, Belarus, Geórgia, Países Bálticos e nações da Ásia Central, sob influência ocidental, afastando-as de Moscou. Versões mais radicalizadas da estratégia chegaram a defender a própria divisão do território russo como forma de solucionar o que Merino descreve como o dilema geopolítico do espaço médio-eurasiático.
O pesquisador, porém, avalia que as tentativas de enfraquecer estruturalmente a Rússia não alcançaram os resultados esperados. Como exemplo, citou um estudo da Rand Corporation, publicado em 2019, que defendia medidas para sobrecarregar e desestabilizar Moscou, incluindo o aprofundamento do conflito na Ucrânia e a pressão econômica por meio de sanções.
"Essa estratégia de enfraquecer estruturalmente a Rússia não só não tem funcionado, como hoje a Rússia se posicionou como uma das grandes potências mundiais, um degrau abaixo dos Estados Unidos e da China."
O pesquisador acrescentou que a
economia russa, em termos de paridade de poder de compra, já supera a do Japão e a da Alemanha, contrariando as expectativas de desestabilização econômica associadas à estratégia de pressão ocidental.
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