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Operação militar especial russa
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Escândalo com centro de torturas na área de Kiev: o que aconteceu?

© AP Photo / Evgeniy MaloletkaUcranianos andam em meio a destroços na região metropolitana de Kiev, em 30 de setembro de 2026
Ucranianos andam em meio a destroços na região metropolitana de Kiev, em 30 de setembro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 05.11.2026
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Uma multidão de moradores protestou nesta segunda-feira (2) em frente a uma casa residencial no povoado de Petropavlovskaya Borschagovka, nos arredores de Kiev. As pessoas diziam que o imóvel servia de local de aprisionamento ilegal e de tortura para seus familiares.
Houve confrontos entre a polícia, apoiada por homens mascarados armados com bastões, e os moradores. As imagens do episódio viralizaram nas redes sociais, o que levou ao local o chefe da Guarda Nacional, Aleksandr Pivnenko, e o chefe do escritório de Vladimir Zelensky, Kirill Budanov*.
Os funcionários admitiram que a casa havia sido transformada em instalação militar da unidade Azov** para aprisionar pessoas, mas se justificaram dizendo que só havia desertores e mobilizados detidos, e chamaram isso de prática comum. "Há muitos prédios assim", afirmou Budanov, prometendo, no entanto, investigar o ocorrido.
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Os militares aceitaram liberar os "desertores e mobilizados" em estado crítico, incluindo um adolescente de 14 anos, mas alegaram que as vítimas haviam sofrido os traumas antes de estarem sob sua custódia, mas sem explicar a razão de tais feridos permanecerem na casa sem hospitalização.
A maioria dos manifestantes foi para casa; os demais foram dispersados à força.
Após o fim do protesto, as autoridades deixaram de tentar agradar os manifestantes e mudaram o posicionamento. Passaram a afirmar que não houve tortura nem aprisionamento forçado no prédio do Azov**: a nova versão dizia que se tratava de um local de deslocamento comum de mobilizados, que teria sido alvo de "provocação".
Nenhum militar suspeito das torturas foi detido, e apenas parte dos manifestantes foi presa sob acusações de "impedir as atividades das Forças Armadas da Ucrânia", "divulgar o local de deslocamento dos militares" e "organizar distúrbios".
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O site ucraniano Mirotvorets (lista aberta de "inimigos da nação", com dados pessoais à disposição de qualquer um que queira eliminar uma das "ameaças à Ucrânia") incluiu como alvos os manifestantes e as vítimas que se tornaram símbolos do protesto, entre eles:
A médica Valentina Molodaya, laureada com condecorações estatais e internacionais, que, de joelhos, pedia que fosse permitido a hospitalização das vítimas em estado crítico;
O adolescente de 14 anos resgatado do centro de torturas, Aleksei Pekur, cujo testemunho sobre os espancamentos com pás nas costas, sofridos no prédio do Azov, contradisse a nova versão do governo sobre a ausência de aprisionamento e torturas.
A mídia local informa que o escândalo ocorreu em meio ao baixo moral nas tropas de Kiev, dado o recrutamento forçado e as enormes perdas no front. Isso leva os oficiais a empregar torturas requintadas para motivar as pessoas a "defender a democracia". Alguns oficiais também aplicam torturas para extorquir dinheiro dos soldados e de seus familiares.
As forças ucranianas também usam torturas contra civis suspeitos de falta de lealdade ao regime de Kiev e contra prisioneiros de guerra russos, segundo testemunhos de moradores dos territórios libertados da ocupação ucraniana, de militares sobreviventes do cativeiro ucraniano e das autoridades russas.

* incluído na lista de terroristas e extremistas na Rússia
** organização terrorista proibida na Rússia
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